Angolanos na diáspora falam sobre a quarentena devido ao covid-19

Angolanos na diáspora falam sobre a quarentena devido ao covid-19

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Por: Stella Cortêz

Isolados em suas residências, Ernesto Bumba e António Paixão, angolanos na diáspora, contaram ao PLATINALINE sobre como está a ser a época de isolamento social e reforçaram ao povo para que se mantenham em casa e, desta forma, evitar a propagação do vírus covid-19.

A viver na cidade brasileira desde os 11 anos de idade, António Paixão, formado em advocacia, explica que a partilha de informações sobre o covid-19 tem sido eficaz, quase todos estão precavidos e prevenidos, com exceção de algumas pessoas que insistem em não cumprir com as orientações da OMS.

“Apesar de que todas as medidas de prevenção estejam a ser tomadas, está muito complicado, porque eu trabalho com arte, sou advogado, mas ganho a vida a cantar em noites. Quase todos os contratos foram suspensos, a comida comprada no início da quarentena está quase a terminar e não recebemos dinheiro de Angola por causa dos cartões visa, então, está uma situação bastante difícil”, contou.

“Meu desejo é voltar para angola, para produzir e contribuir no crescimento intelectual e econômico, independentemente da crise. O Brasil já possui estrutura social, estar aqui seria um desperdício de talento, acredito que Angola precisa de motivação, não de medo e fugas constantes em meio a crise econômica”, acresceu.

Outro angolano residente no exterior do país, mais concretamente na Polônia, de nome Ernesto Bumba, que embora com a situação difícil, tem tentado aproveitar os seus dias de quarentena de uma forma muito produtiva.

“Os meus dias de afastamento social têm sido de muita leitura e investigações académica a fim de encontrar os materiais ideias para escrever o meu trabalho do fim de curso. Já estamos a caminho de duas semanas em quarentena. Então, a cada dia que passa torna-se muito mais difícil de ficar em casa”, frisou o estudante.

Ernesto sublinha, ainda, que tenta ao máximo que pode, ouvir as autoridades governamentais, para desta forma manter-se sereno e evitar todo tipo de encontro social para o bem de toda a comunidade. Pois é sabido que, quanto mais pessoas ficarem em casa e mais encontros as pessoas evitarem, mais rápido o mundo sairá desta situação. “A embaixada de Angola na República da Polônia também tem estado muito activa e acompanhado par e passo a comunidade e, sempre que possível, passar orientações e cancelar actividades de caráter nacional que agrupem elevado número de pessoas.”

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