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“Entre o Asfalto e a Terra Batida” Novo projecto junta Fundação Arte e Cultura e Fábrica de Sabão

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A Fundação Arte e Cultura e a Fábrica de Sabão vão dar início a um inovador projecto
de cooperação entre as duas instituições, intitulado “Entre o Asfalto e a Terra
Batida”. O projecto, a desenvolver em várias vertentes ao longo de 2018, irá juntar as
duas instituições em iniciativas conjuntas que transitarão precisamente entre o centro e a
periferia, entre o asfalto e a terra batida, propondo-se cada uma das instituições levar
projectos sociais e culturais seus à sua congénere e realizar projectos conjuntos nos
domínios das letras, artes plásticas e música, entre outros.
O primeiro dos projectos a passar à terra batida são as “Noites de Poesias” que a
Fundação Arte e Cultura realiza com grande sucesso na sua sede em Luanda, sempre na
última Quarta-feira do mês, e que passará a ter uma segunda edição na Fábrica de Sabão
no Sábado seguinte. A próxima edição de “Noites de Poesias”, evento que passará a
chamar-se “Dias de Poesias”, marcada para o dia 31 de Janeiro na sede da Fundação,
no Largo Amílcar Cabral (Serpa Pinto), em Luanda, terá assim uma segunda edição no
Sábado, dia 3 de Fevereiro, pelas 11:00 horas, na Fábrica de Sabão, no Cazenga.

Sobre a próxima edição de “Dias de Poesias”
Domingos Cuta será o poeta homenageado pela Fundação Arte e Cultura e a Fábrica de
Sabão, homenagem centrada na obra “Além das Palavras”, que reúne 24 poemas sobre
temas diversificados, como o amor, a mulher, a angústia, a infidelidade, entre outros, no
centro da iniciativa. Pelos palcos da Fundação e da Fábrica passarão ainda vários poetas
da nova geração, de que se destacam Joel Fernandes, Vanesia Almeida, o Poeta Gago,
África Gomes, Fernando Carlos, Nadine Morais, Lourenço Mussango, Yocana Wesa,
Cláudio Gomes e Lopalo o Poeta, José António, entre outros, e os músicos Kaly, Slvivo,
Dupla RS e Dalango Alone, acompanhados pelos “músicos da casa”, o projecto Casa da
Música, da Fundação.

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Domingos Cuta nasceu na década de 1980 no Lobito. Viveu nas províncias da Huíla,
Huambo, Luanda e mais tarde, na República da Namíbia. Integrou o Grupo de Teatro

A CRIAR OPORTUNIDADES

Colectivo-Artes e da Associação Chá de Caxinde, Núcleo do Lobito. Participou em
diversos concursos de música. Frequenta o curso de Engenharia Informática.
Além das Palavras “não é uma obra poética como as exigências da literatura
determinam”, sendo antes, nas palavras do autor, “uma obra que vem apresentar e
exprimir os mais profundos sentimentos que muitas vezes são experimentados pelos
homens, desde amor, ódio, ansiedade, desespero, numa linguagem clara, melódica e até
mesmo filosófica em alguns temas, visando estimular os músicos, poetas, artistas e não
só. Serve também de terapia para os que podem encontrar consolo nas entrelinhas.
“Além das Palavras” é o cantar do povo angolano, o meu povo”, remata Domingos
Cuta.

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