Carnaval Carioca 2017 acontece nos dias 26 e 27 de Fevereiro

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Por: Paulo Costa

As duas noites e madrugadas do desfile do grupo especial terá lugar no domingo e segunda-feira, às 22 horas, na Marquês de Sapucaí.

A Mangueira vai ser a última escola a pisar o palco do Samba e chega com a faixa de campeã. O paraíso do TuiuTi subiu de divisão e domingo, dia 26 de Fevereiro, abre o desfile das grandes agremiações e vai lutar pela permanência enquanto que a Grande Rio traz a rainha do axé, a baiana Ivete Sangalo, como a grande homenageada e promete um desfile a lutar pelo título.

Académicos do Salgueiro tem a grandeza de escola campeã e um samba que promete pintar a Sapucaí de vermelho; Unidos da Tijuca, que perdeu por um milésimo em 2016 para a campeã Mangueira (269,8 e 269,7), vem para surpreender e com um objectivo bem definido: ganhar. A Portela não só é a mais premiada (21títulos), mas tem como carnavalesco Paulo Barros, uma das grandes referências na inovação e futurismo na festa do rei Momo.

A Beija-Flor, a última escola a desfilar no primeiro dia de carnaval (26 de Fevereiro), foi a quinta classificada em 2016, o seu pior lugar nos últimos 10 anos. Sempre com grande rigor e com o maior número de alas coreografadas, vem para ganhar mais um título. A Imperatriz Leopoldinense, Vila Isabel, União da Ilha, São Clemente e Mocidade, completam o grupo especial, no maior show da terra.

Sem avançar palpites, todas as escolas são francamente deslumbrantes, grandiosas na cor, nos artistas que representam em cada momento do desfile, nos foliões, fantasias, adereços, alegorias, mestre salas e porta bandeira, bateria, harmonia, samba enredo, alguns dos requisitos que classificam a cada ano a melhor escola no planeta Carnaval.

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HÉLDER PEDRO, DE COBRADOR DE TÁXI A PROMESSA DA TV NACIONAL Há alguns meses que a televisão nacional ganhou um novo rosto. Hélder Pedro é o “platinado” que todos os sábados apresenta o mais recente programa de televisão sobre o jet7 angolano, no canal Jango Magic, da operadora DStv. A voz naturalmente colocada e a dicção não deixam margem para dúvidas de que a vocação radiofónica está-lhe no ADN. Apesar de ter optado por estudar Ciências Físicas e Biológicas no ensino médio, Hélder era apelidado pelos colegas de o “Bartolomeu da sala”, numa clara comparação a Ernesto Bartolomeu, famoso apresentador do telejornal da TPA 1. Várias foram as vezes que o jovem ouviu dizer que estava a perder-se no curso errado, porque “tinha um grande potencial para o jornalismo”, disse em entrevista à BANTUMEN. Num teste às suas capacidades, em 2008, decidiu criar a Rádio One, onde o seu quarto era o estúdio e os vizinhos a audiência. Uma coluna no terraço e estava criada a primeira rádio a ser emitida no município de Cacuaco. “Tudo o que eu falasse, as pessoas que viviam nos arredores da casa ouviam. O programa da Rádio One começava às 18 horas e tinha como convidados os meus irmãos e primo. O projecto surge com o intuito de entreter as noites da nossa vizinhança, uma vez que havia muita bandidagem no bairro e a zona era muito silenciosa.” Mas antes de chegar às televisões do país através do semanal “Platinando”, as curvas e contra-curvas da vida de Hélder levaram-no a ser pedreiro, cobrador de táxi, taxista e segurança num quintal do pai. Mas a perseverança está-lhe impressa no caracter. Em 2012, o “Bartolomeu da sala” conseguiu chegar à redação da Platina Line, através do pai que conhecia um dos funcionários da empresa. “Por ser bom e talentoso, passei no casting. Comecei como repórter, passei de seguida a fazer o programa de rádio na Kairós e fui promovido mais tarde para apresentador de TV, fazendo até hoje o programa “Platinando” com a minha colega Rosa de Sousa.” Um ano mais tarde, a responsabilidade do jovem trabalhador-estudante tornou-se demasiado pesada e foi necessário optar entre as várias actividades que desenvolvia ao mesmo tempo. “Estudava na Utanga do Capolo, fazia o curso de Electrónica e Telecomunicações e era difícil conciliar os estudos, serviço de táxi “não personalizado” e a Platina Line. Larguei o táxi e os estudos por falta de apoio, pois nessa altura o meu pai já não tinha condições para sustentar os meus estudos. E eu que sempre pensei que ser estudante universitário fosse um mar de rosas e que fosse principalmente fácil pagar as propinas, enganei-me!” Depois de dois anos dedicados à comunicação, Hélder decide voltar a estudar e é actualmente aluno da Universidade Independente de Angola, no curso de Ciências da Comunicação. Numa breve análise à liberdade de expressão dos meios de comunicação nacionais, Hélder Pedro diz que a “Platina Line veio revolucionar a comunicação social em Angola, em particular o mundo do entretenimento. Mas, como infelizmente a nossa sociedade ainda não tem uma mente tão aberta neste campo, encaramos certas informações como abusos contra identidade, o que impossibilita a liberdade de comunicação e muitas vezes de expressão. Como resultado, muitos jornalistas, comunicólogos e não só, vêem-se na obrigação de omitirem determinadas informações”, explica. Entre o online e a TV não consegue designar um preferido e garante que as duas categorias têm as suas vantagens. No entanto, os seus objectivos centram-se em chegar à cadeira de pivô de telejornal e, quem sabe, ser o sucessor do ídolo Ernesto Bartolomeu.

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