Comissão Nacional de Protecção Civil, UNFPA e PNUD  testam resposta de emergência...

Comissão Nacional de Protecção Civil, UNFPA e PNUD  testam resposta de emergência com apoio da OCHA

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Foi realizado na cidade de Ondjiva, capital da província do Cunene de 16 ao 17 de Fevereiro, o exercício de simulação de enchentes, organizado pela Comissão Nacional de Protecção Civil (CNPC), o Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) e pelo Programa da Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no qual participou igualmente outras duas agências das Nações Unidas, nomeadamente o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação do Processo Humanitário (UN OCHA).

O evento que contou com 40 participantes, com destaque aos profissionais de Gestão de Risco de Desastres (DRM) da província do Cunene, integrantes dos sectores da Comissão Provincial de Proteção Civil, Serviço de Protecção Civil e Bombeiros e Administrações Municipais, quadros técnico, membros das agências das Nações Unidas (UNFPA, PNUD, OCHA, UNICEF, FAO e OMS), a Cruz Vermelha de Angola no Cunene e contou também representação da Sociedade Civil.

O exercício de simulação serviu para testar a eficácia do Plano de Contingência da Província do Cunene (2015-2019), particularmente a coordenação e gestão da informação, bem como para equipar os participantes com habilidades para  realizar acções imediatas de resposta ante uma emergência.

As secas provocadas pelo El Niño afectaram 1,2 milhões de pessoas em seis províncias do Sul de Angola entre 2015 e 2016. Os moradores locais afectados pela seca, tem envidado esforços consideráveis para recuperar do impacto e construir resiliência para desastres futuros.

Como consequência do El Nino, este ano o efeito La Nina pode causar inundações no país, agravando ainda mais as vulnerabilidades das populações locais  que continuam a superar o impacto da  prolongada seca.

Estes fenómenos climatéricos no Sul de Angola, não são uma situação pontual, mas tem sido uma questão cíclica que prejudica seriamente o dia-a-dia das populações, especialmente as mulheres e raparigas, podendo agravar a vulnerabilidade das mesmas à infecção por VIH, gravidez indesejada e não planeada, morte materna, violência sexual, casamento precoce, estupros e tráfico.

Durante o exercício de simulação intensiva, os participantes reflectiram sobre a sua forma de actuação durante a simulação e formularam conjuntamente um Plano de Acção para reforçar o Plano Provincial de Contingência e os Procedimentos Operacionais Padrões (SOPs), especialmente nas áreas de coordenação e gestão da informação.

A nível global o UNFPA assume em 2017 a liderança do grupo de protecção, sendo responsável pela área de violência baseada no género em contexto humanitário, buscando trabalhar com parceiros comprometidos para assegurar a coordenação e acção para a prevenção de violência de género. Esta colaboração tem por objectivo assegurar a prestação de serviços essenciais; nomeadamente tratamento médico de estupro, apoio psicossocial para recuperação e subsistência, abrigo e apoio jurídico.

Na resposta humanitária, como parte da capacidade nacional para prestar serviços de saúde sexual e reprodutiva em situações humanitárias, o UNFPA tem tido um envolvimento activo na província do Cunene, contribuindo para promoção da dignidade das mulheres e raparigas afectadas pela prolongada seca, através da aquisição e distribuição de kits Sanitários e formação de mobilizadores comunitários em Saúde Sexual e Reprodutiva.

Luís Samacumbi, Oficial de Programas do UNFPA em Angola para as questões Humanitárias e de Género, participou do evento indicando satisfação pelos resultados alcançados.

Com este exercício, o Governo de Angola, através da Comissão Nacional de Protecção Civil, pretende envolver a participação de todos os actores sociais e políticos na preparação às possíveis inundações causadas pela La Niña nos próximos meses.

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