Conde dos Bolos pretende largar a presidência do Comité Mister Benguela no fim deste ano

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Por: Nelma Inglês

O conhecido Cake design, promotor de eventos e também presidente do Comité Mister Benguela, Conde dos Bolos, pretende largar o cargo de presidente do referido comité no final deste ano, porque sente que já cumpriu com o seu dever e por estar descontente com algumas situações.

Em entrevista exclusiva ao Platina line, o também estilista disse: “Pretendo sair do Comité Mister Benguela porque tenho sentimento de dever cumprido, penso que já fiz o que devia ter feito, podia ter dado muito mais, mas estou um pouco desmotivado porque os empresários prometem uma coisa depois fazem outra. Em 2015 a província de Benguela conseguiu o titulo de Mister Angola, mas nunca se interessaram em receber o Mister. De certa forma foi um pouco abandonado. Se não fosse eu a tirar o meu dinheiro, a dar um passo, as coisas não aconteceriam. Estamos a falar já de 4 anos de mandato, portanto estou com a ideia de ficar até ao fim do ano, porque não posso sair assim de repente. Temos a madrinha do comité a apoiar-nos e é a única pessoa que nos resta”, fez saber o cake designer.

Conde disse ainda que apesar da sua saída, vai continuar a auxiliar a instituição e que os outros elementos do comité apoiaram a sua decisão.

“Amigos benguelenses, patrocinadores, colegas, seguidores, clientes e a todos os que gostam do nosso trabalho, escolho o facebook como método de anunciar que, efectivamente, este será o meu último ano de mandato como Presidente do Comité Mister Benguela. Deixarei a presidência no dia 31 de Dezembro de 2017. Foram 4 anos de trabalho árduo, dinheiro, amor e muito tempo investido neste projecto, que em muito me engrandeceu como ser humano! Fiz o que pude por estes jovens benguelenses, não só para os que ganharam o título de Mister Benguela como aqueles que passaram pela nossa formação. O trabalho e sucesso deve-se, sem dúvida, à Zélia Marisa, directora do Comité, e ao Edson Araújo, director-adjunto da Elite Flash Models, ao Kikas Sobrinho, que está sempre connosco de forma incansável na produção da gala, pessoas que tudo fizeram e ainda fazem por este comité, ajudando em todos os sectores!

Desde já um grande OBRIGADO ao Comité Mister Angola, por todo apoio oferecido ao nosso comité, seja ele moral ou a nível de patrocínio, pois, sem dúvida, fomos muito apoiados e reconhecidos, MUITO OBRIGADO HADJALMAR EL VAIM, Presidente do Comité. Portanto, na minha opinião, é um concurso digno de ser respeitado e considerado. Um último Obrigado à Dra. Maria Alice dos Santos Cabral, que, sem dúvida, foi uma das fundadoras deste apoio e recuperação no comité Mister Benguela, pois graças a si conseguimos ter este concurso de volta na Província.

Aproveito para apelar aos empresários da província de Benguela e aos promotores de eventos que os nossos jovens precisam de vocês; a união faz a força e o futuro da nossa província são os nossos jovens!

Uma vez que estarei no mandato ate ao final do ano, ainda irei realizar a gala Mister Benguela 2018. Quanto ao futuro presidente, o futuro a Deus pertence e, com certeza, fará um belo trabalho também.

Obrigado a todos que apoiam e continuam a apoiar esta iniciativa!”, concluiu, Conde dos Bolos.

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HÉLDER PEDRO, DE COBRADOR DE TÁXI A PROMESSA DA TV NACIONAL Há alguns meses que a televisão nacional ganhou um novo rosto. Hélder Pedro é o “platinado” que todos os sábados apresenta o mais recente programa de televisão sobre o jet7 angolano, no canal Jango Magic, da operadora DStv. A voz naturalmente colocada e a dicção não deixam margem para dúvidas de que a vocação radiofónica está-lhe no ADN. Apesar de ter optado por estudar Ciências Físicas e Biológicas no ensino médio, Hélder era apelidado pelos colegas de o “Bartolomeu da sala”, numa clara comparação a Ernesto Bartolomeu, famoso apresentador do telejornal da TPA 1. Várias foram as vezes que o jovem ouviu dizer que estava a perder-se no curso errado, porque “tinha um grande potencial para o jornalismo”, disse em entrevista à BANTUMEN. Num teste às suas capacidades, em 2008, decidiu criar a Rádio One, onde o seu quarto era o estúdio e os vizinhos a audiência. Uma coluna no terraço e estava criada a primeira rádio a ser emitida no município de Cacuaco. “Tudo o que eu falasse, as pessoas que viviam nos arredores da casa ouviam. O programa da Rádio One começava às 18 horas e tinha como convidados os meus irmãos e primo. O projecto surge com o intuito de entreter as noites da nossa vizinhança, uma vez que havia muita bandidagem no bairro e a zona era muito silenciosa.” Mas antes de chegar às televisões do país através do semanal “Platinando”, as curvas e contra-curvas da vida de Hélder levaram-no a ser pedreiro, cobrador de táxi, taxista e segurança num quintal do pai. Mas a perseverança está-lhe impressa no caracter. Em 2012, o “Bartolomeu da sala” conseguiu chegar à redação da Platina Line, através do pai que conhecia um dos funcionários da empresa. “Por ser bom e talentoso, passei no casting. Comecei como repórter, passei de seguida a fazer o programa de rádio na Kairós e fui promovido mais tarde para apresentador de TV, fazendo até hoje o programa “Platinando” com a minha colega Rosa de Sousa.” Um ano mais tarde, a responsabilidade do jovem trabalhador-estudante tornou-se demasiado pesada e foi necessário optar entre as várias actividades que desenvolvia ao mesmo tempo. “Estudava na Utanga do Capolo, fazia o curso de Electrónica e Telecomunicações e era difícil conciliar os estudos, serviço de táxi “não personalizado” e a Platina Line. Larguei o táxi e os estudos por falta de apoio, pois nessa altura o meu pai já não tinha condições para sustentar os meus estudos. E eu que sempre pensei que ser estudante universitário fosse um mar de rosas e que fosse principalmente fácil pagar as propinas, enganei-me!” Depois de dois anos dedicados à comunicação, Hélder decide voltar a estudar e é actualmente aluno da Universidade Independente de Angola, no curso de Ciências da Comunicação. Numa breve análise à liberdade de expressão dos meios de comunicação nacionais, Hélder Pedro diz que a “Platina Line veio revolucionar a comunicação social em Angola, em particular o mundo do entretenimento. Mas, como infelizmente a nossa sociedade ainda não tem uma mente tão aberta neste campo, encaramos certas informações como abusos contra identidade, o que impossibilita a liberdade de comunicação e muitas vezes de expressão. Como resultado, muitos jornalistas, comunicólogos e não só, vêem-se na obrigação de omitirem determinadas informações”, explica. Entre o online e a TV não consegue designar um preferido e garante que as duas categorias têm as suas vantagens. No entanto, os seus objectivos centram-se em chegar à cadeira de pivô de telejornal e, quem sabe, ser o sucessor do ídolo Ernesto Bartolomeu.

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