Covid-19: Desesperados, angolanos na Namíbia clamam por ajuda do Governo

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or: Stella Cortêz

Na pesquisa de angolanos retidos em diversos países, devido às medidas que prevêem restrição à circulação e cancelamento de voos por conta da pandemia do novo coronavírus, a equipa do PLATINALINE deu um salto até a cidade vizinha, Namíbia, onde conversou com uma cidadã angolana que falou sobre as dificuldades que muitos compatriotas vivem, e clamam ao Governo pelo seu regresso à pátria.

Ao PLATINALINE, Vivalda Pitanga conta que vários foram os encontros mantidos com a Embaixada angolana, em que alguns dos cidadãos retidos tiveram a sorte de embarcar de autocarro para a província do Cunene, acto que aconteceu no mês de Abril, mas que outros que supostamente tinham previsão de regressar com a companhia Air Namíbia, não tiveram a mesma sorte.

“Na hora de embarcar, as pessoas da referida companhia dirigiram-se aos passageiros angolanos e informaram que tinham acabado de ser orientados que o pessoal não podia embarcar, pois o nosso Governo supostamente não tinha as condições preparadas para nos receber. O papel da Embaixada foi tranquilizar-nos e tentar um diálogo com a Air Namíbia, cuja finalidade era de resolverem a nossa situação, ou seja, fazer o reembolso. Depois desse sucedido, fomos convocados pela própria Embaixada, para nos informar que não se esqueceram de nós, que têm feito tudo para que o Governo mande um avião”, disse.

Em desespero, Vivalda solicita às autoridades angolanas que os ajudem, pois apesar de estarem em silêncio, muitos enfrentam inúmeras dificuldades.

“Temos estado a passar por diversas situações constrangedoras, pessoas há que estão com enormes dívidas nas “Guest houses”, outras não sabem aonde tirar divisas para comer, quanto mais para pagar a consulta e o teste de COVID-19, exigido pelas nossas autoridades? Foi-nos dito pelos representantes, que tinham as nossas preocupações anotadas, que partilhariam com as Entidades competentes e que, tão logo tivessem uma resposta, partilhariam connosco, mas infelizmente, nada disso tem acontecido. Só pedimos que nos ajudem, por favor!”