CRIME CIBERNETICO

CRIME CIBERNETICO

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O amplo acesso da população mundial aos sistemas informatizados, notadamente à rede mundial de computadores, permitiu o encurtamento de distâncias por meio da troca de arquivos e mensagens online entre os usuários da internet, o comércio eletrônico, a interação social através de sites de relacionamento, e tantas outras inovações que contribuíram, efetivamente, para a consolidação da globalização e do desenvolvimento geral da sociedade.

Nesta linha de raciocínio, o desenvolvimento da informática, a despeito dos avanços tecnológicos alcançados, acarretou na construção de terreno fértil para a criação de condutas criminosas inéditas. Assim, o computador e o software passaram a ser – ao mesmo tempo – alvo e instrumento da delinqüência cibernética.

No caso de Angola, com o avanço do numero de adeptos, o uso indevido da internet já vem sendo um problema, o aumento dosMUJIMBOS enviados por e-mail difamando empresas ou pessoas, vem crescendo gradativamente. Segundo Wanderson Castilho, perito em investigação Forense Digital e Especialista em Segurança de Informação, um caso de difamação verbal chega ao conhecimento de, no máximo, 50 pessoas. “No mundo virtual, a mesma calúnia pode ser divulgada para um milhão”, argumenta.

Para o especialista quanto mais a internet se espalha, mais a privacidade das pessoas diminui. “O aumento de recursos tecnológicos para leigos expõe as pessoas ao perigo. Fotos expostas em sites de relacionamentos, por exemplo, são sempre um prato cheio para manipulações criminosas”, explica.

O perito garante que é muito mais fácil descobrir o meliante nesses casos que em delinquências ocorridas fora da internet. Mais que ainda não existe legislação especifica para esse universo. “No Brasil onde ocorrem pelo menos 100 casos de crimes eletrônicos por dia, os criminosos acabam enquadrados em leis que, apesar das semelhanças e similaridades, não se afinam com a realidade virtual”, afirma.

No livro, Manual do Detetive Virtual, Castilho mostra alguns casos que desvendou e dá dicas para evitar problemas no mundo da internet.
SOBRE WANDERSON CASTILHO ESPECIALISTA EM CRIMES ELETRONICOS

É diretor da E-Net Security Solutions, bacharel em física pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Brasil, com especialização em Análise Forense Digital. Castilho recebeu, ao longo dos últimos anos, o mesmo treinamento da equipe de segurança do serviço secreto norte-americano. Desvendou mais de 500 crimes de internet – de uso inadequado de imagens e roubo de senhas a casos de pedofilia, estupro e seqüestro virtuais. É autor do Manual do Detetive Virtual (Editora Matrix).

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