“Custa-me muito ver tantos artistas aplaudidos e confundidos com aplausos”, confessa Paulo...

“Custa-me muito ver tantos artistas aplaudidos e confundidos com aplausos”, confessa Paulo Flores

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Por: Stella Cortêz

Durante a conferência de imprensa dos três dias de espectáculo que traz como figura de cartaz os músicas Paulo Flores e Yuri da Cunha, a realizar-se na Casa 70, evento que decorreu na noite de ontem, 03, no Hotel Diamante, o autor do álbum “Kandogueiro Voador”, confessou que, actualmente, não se sente artista, mas sim como um cidadão normal, porque não se revê em todo conjunto, ou seja, um tipo de artista que não canta os problemas do povo.

“Foi isso que aprendi. A minha arte é pelo outros, a minha vida também e nunca estarei completo enquanto os outros estiverem incompletamente e desfavorecidos, e custa-me muito ver tantas luzes para tão pouco conteúdo e tantos artistas aplaudidos e confundidos com aplausos, porque, no fundo, o que procuro é olhar o próximo e perceber que ele é uma pessoa inteira e que se sente digno, e essa dignidade tem de ser feita por nós artistas também. Essencialmente, a minha arte é pelos outros, e acredito que temos um caminho de apanhar todas as quebras e a juventude é, de facto, a grande esperança”, destacou o cantor com mais de 30 anos de carreira.

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