De acordo com Novo Jornal: Riquinho deve 150 Milhões Usd Ao...

De acordo com Novo Jornal: Riquinho deve 150 Milhões Usd Ao Banco

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As dificuldades de aceder créditos bancários, em Angola, são um problema endémico. Segundo o Novo Jornal, vários empreendedores queixam-se que os bancos têm as portas apenas semi-abertas para financiar a economia.

No entanto, o NJ de acordo com a sua edição desta Sexta-Feira, noticia que dois grupos empresariais, o Grupo Chicoil de Elias Chimuco e o Grupo Casarão de Henrique Miguel, vulgo Riquinho, devem, em conjunto, cerca de 350 milhões de dólares a banca, valores repartidos pelo Banco de Poupança e Crédito, no caso do Grupo Casarão , e pelo Banco Africano de Investimentos, BAI e BPC, no caso da Chicoil.

Riquinho pede ajuda ao Governo e ao MPLA

O empresário Henrique Miguel Riquinho, escrever, no dia 28 de Fevereiro, uma carta ao Vice-Presidente e ao Secretário-geral do MPLA, respectivamente, Roberto de Almeida e Dino Matross, para solicitar a intervenção do partido junto do BPC para que lhe seja perdoado os juros devidos ao referido banco.

O processo arrasta-se desde 2005, quando o grupo Casarão contraiu um empréstimo de 50 milhões de dólares, a uma taxa de juros de 12% ao ano. A evolução da divida, pressionada pela capitalização dos juros e dos juros de mora, ronda agora os 150 milhões de dólares.

Em carta enviada pelo balcão central de Luanda do BPC, o banco ressalva que Riquinho deve “com muita urgência apresentar uma proposta exequível do pagamento da divida, sob pena do banco “proceder a uma cobrança coerciva, via judicial”.

O empresário, por sua vez, na carta de 28 de Fevereiro dirigida ao MPLA, alega estar de “mãos atadas e sem poder fazer nada, dado que “jamais “ terá capacidade financeira para cobrir a divida. Bastará haver vontade política de ajudar um militante que na hora da verdade deu cara, avançou, pagou, realizou eventos, uns a título individual, outros como militante e muitos em prol do partido”, frisa.

Grupo Chicoil a caminho da falência

Já o grupo Chicoil, que se orgulhava de integrar seis empresas a cobrir um amplo leque de actividades no sector das obras públicas, saúde, turismo, transporte, importação e exportação, nunca produziu nada. Dos investimentos hoteleiros previstos, o único que viu algum desenvolvimento foi o Hotel Belo Horizonte, no Lobito.

Mas o que é certo, segundo fontes anónimas, é que nenhum está em funcionamento. Os trabalhadores estão há seis meses sem receber salários, alguns detidos na DNIC. Só em divida bancária, o Novo Jornal sabe que cerca de 200 milhões de dólares em questão, que representam empréstimos bancários contraídos junto ao BPC e BAI. Em conversa telefónica com o referido periódico, Elias Chimuco desmentiu os factos apurados, lembrando que “apenas os sócios do grupo podem falar com propriedade de questões relacionadas com os investimentos”.

 

Fonte: angonoticias e Novo Jornal 

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