De quem o Facebook realmente é?

De quem o Facebook realmente é?

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O recente investimento da Goldman Sachs no Facebook, que pressionou a diretoria da rede social a contemplar a possibilidade de abrir as ações da maior rede social do mundo já em 2012, fez com que o francês Nico Lanter criasse um gráfico interessante sobre como o Facebook está dividido entre seus acionistas.

A maior parte do Facebook (cerca de 30%, o que equivale a 15 bilhões de dólares) está nas mãos dos seus próprios funcionários, resultado da estratégia da rede social de oferecer uma parte própria como benefício na hora de atrair altos executivos do setor tecnológico dos EUA (principalmente engenheiros e diretores do Google).

 

Financeiramente, a diáspora faz todo sentido: com valor de mercado de 50 bilhões de dólares e expectativa de crescer ainda mais, a menor participação no Facebook transforma qualquer engenheiro em um multimilionário no dia da abertura de ações.

Mark Zuckerberg, o dono da ideia (há a controvérsia que alimenta a história de “A rede social“) e CEO do Facebook, ocupa a posição de bilionário mais jovem da história com seus 24%, o que equivaleria a 12 bilhões de dólares. Os outros cofundadores têm fatias menores, mas ainda na casa dos bilhões de dólares: Dustin Moskovitz tem cerca de 6%, Sean Parker tem 4% e o brasileiro Eduardo Saverin, 5% depois de brigar nos tribunais.

O fundo russo Digital Sky Technologies, dona do serviço de e-mail e da rede social mais populares da Rússia, tem 10% do Facebook. Clientes da Goldman Sachs, razão pela qual a Securities and Exchange Commission (a CVM do mercado norte-americano) resolveu investigar a transação, respondem por cerca de 3%.

A Elevation Partners, do vocalista do U2 Bono, tem 1,5%. No “Outros investidores” indicado pelo gráfico, devem estar a fatia de 1,6% da Microsoft e o investimento de 13 milhões de dólares feito pela Accel Partners em 2005.

Vale lembrar que as contas são todas feitas baseadas na avaliação de 50 bilhões de dólares nascida após o investimento da Goldman Sachs. Analistas já cogitam a hipótese de que, aberto ao público, o valor de mercado do Facebook ultrapasse o dobro disso e fique entre as 10 maiores empresas de tecnologia do planeta.

Cética, a The Economist relembra com razão que os ganhos do Facebook (avaliados teoricamente em 2 bilhões de dólares em 2010) não podem ser auditados e argumenta que, ainda que sejam reais, uma avaliação de mercado 25 vezes maior que o faturamento anual pode ser um exagero descabido.

É vantajoso para um fundo de investimento “inflar” a avaliação de uma empresa na qual tem participação – na hora em que as ações são oferecidas ao mercado, os ganhos do fundo (e de todos aqueles que participam do gráfico acima) são exageradamente maiores. A The Economist emprega o nada educado termo “grande lula-vampiro” para descrever a atuação da Goldman Sachs em investimentos anteriores. A vítima da vez pode ser o Facebook e seu fluxo de caixa ainda não auditado.

 

 

Fonte:Epoca 

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