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Dra. Lídia Dembi: “Se um médico não for dedicado e humanista, ele nunca conseguirá tratar dos doentes”

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Por: Stella Cortêz

Na senda das várias distinções feitas a mulheres de vários estratos da nossa sociedade, hoje, no último dia do mês de Março, a nossa singela homenagem vai para a funcionária do Ministério da Saúde (Mulher Médica).

Lídia Bernardo Chavelha Francisco Dembi, directora geral do Hospital Neves Bendinha, conhecido por muitos como o “hospital dos queimados”, explicou que desde tenra idade, sempre foi apaixonada pela medicina.

“Desde pequena, as minhas brincadeiras eram baseadas em cuidar de crianças, aplicar injecções, fazer curativos e ganhei gosto por esta profissão. Depois de concluir dos estudos, tive pretenção de trabalhar numa outra área, que era a cirúrgica, mas, por fim, acabei por escolher a área dos cuidados intensivos, uma vez que estão intrinsecamente ligadas, achei que poderia dar o melhor de mim à medicina atendendo doentes mais graves e com estado de saúde crítico. Para mim, é gratificante e muito satisfatório ver alguém que ontem esteve entre a vida e a morte e hoje estar de volta a vida com um sorriso lindo no rosto”, disse a médica.

Uma questão que todos gostariam de saber é se os médicos também procuram outros especialistas quando estão enfermos. Relativamente a este assunto, a directora do hospital Neves Bendinha destacou dizendo: “nós os médicos, temos alguma relutância, medo em ir aos hospitais, porque estamos habituados a tratar da saúde as pessoas, e no nosso dia-a-dia, lidamos com doentes e vemos o sofrimento de muitos deles e isso faz-nos ter um certo receio de passar pelo mesma situação”, Concluiu.

Médica, directora e esposa, Lídia Dembi disse-nos que consegue conciliar a família o trabalho e as várias reuniões em outros órgãos institucionais dos quais faz parte.

Para fechar a nossa entrevista, a especialista em tratar doentes nos cuidados intensivos deixou a seguinte mensagem: “Se um médico não for dedicado e humanista, nunca conseguirá cuidar dos seus doentes, porque, muitas vezes, o paciente não precisa só de consulta, mas de uma mão, de carinho, afecto e muita atenção. Isso faz de nós grandes profissionais. Quero felicitar a todas mulheres, especialmente as da OMA e as da saúde, e dizer que somos um pilar muito importante da sociedade.

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