‘Emoção Globo’ é entrar no ritmo Globo

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Há, sensivelmente, um mês, a Globo pôs a circular nos meios de comunicação locais, a campanha ‘Emoção Globo’. O objectivo é aproximar, cada vez mais, os talentos e produtos Globo ao público angolano com mensagens que lembrem personagens icônicas das novelas e programas de entretenimento e informação. A campanha visa despertar nos angolanos as suas paixões, atitudes e inspirações.

Para associar criatividade ao projecto, oferecer ritmo e movimento abrangente às famílias angolanas e incentivar tendências, estilo e beleza, o cantor e produtor musical brasileiro, João Brasil, concebeu uma produção musical com a união de estilos característicos de Angola e do Brasil. O Funkduro, uma fusão entre o Funk brasileiro e o Kuduro, traz retratada a alegria dos dois povos na música que tem sido o hino da marca e continuará durante os três meses de duração da campanha.

João Brasil não é novato na produção de ritmos africanos, tendo já trabalhado, com base no kuduro, em mistura de vários ritmos onde incluiu a batida “Tá maluca”, música de Nacobeta e Puto Português e outras, como referência, algumas músicas do repertório da banda portuguesa ‘Buraka Som Sistema’.
Considerado por muitos ‘O rei dos Mashups’ no Brasil, João sempre esteve ligado à música. “Não consigo separar a música da vida. Para mim é uma coisa só”, afirma o artista. Questionado sobre a simbiose dos estilos Funk e Kuduro, disse: “O BPM do Funk carioca aumentou de 130 para 150 BPMs nos últimos anos, chegando perto do tempo do Kuduro, que gira em torno de 140 BPMs. Os ritmos ficaram muito próximos, nunca estivemos em tamanha sintonia”.

A seguir, João Brasil fala sobre a experiência e os momentos que nortearam todo o processo de concepção da música.

A campanha ‘Emoção Globo’ está em curso e já a podemos observar em outdoors; na televisão; bem como ouvir, também na rádio, a mistura da música que faz o hino do projecto.

Pode aceder aos produtos e conteúdos Globo em Angola nas posições 10 (Globo HD) e 72 (Globo On) da ZAP.

Entrevista João Brasil:

1. Que dificuldades teve na concepção da música? Já tinha produzido um kuduro antes?
Na verdade, tive mais facilidades do que dificuldades. O BPM (tempo da música) do Funk carioca aumentou de 130 para 150 BPMs nos últimos anos, chegando perto do tempo do Kuduro, que gira em torno de 140 BPMs. Os ritmos ficaram muito próximos, nunca estivemos em tamanha sintonia. Já tinha feito alguns Mashups (colagem de duas músicas) usando a batida do Kuduro. É um ritmo fascinante que me encanta muito.

2. Que referências do estilo tem em Angola? Conhece algum artista?
Eu conheço bem o trabalho da Titica, inclusive já toquei em um festival onde ela também se apresentou, o Lusotronics. Conheço bem o trabalho do Buraka Som Sistema, que apesar de portugueses, exploraram bastante o som do Kuduro. Um dos Mashups que mencionei que fiz de Kuduro era com a batida da música do Puto Português e Nacobeta chamada “Tá maluca”, adoro essa sonoridade.

3. Qual a sua relação com produtores musicais angolanos? Conhece algum?
Gostaria muito de estreitar mais os meus laços com os produtores angolanos. A mistura do Funk brasileiro com o Kuduro de Angola pode render excelentes frutos.

4. O que mais admira na cultura angolana?
O que mais admiro é a proximidade com a cultura brasileira. Estamos muito próximos culturalmente, porém distantes geograficamente. A cultura angolana soa muito familiar para mim. Adoro Semba também, por exemplo. Angola, para mim, é uma extensão do Brasil. Precisamos de mais pontes entre as duas culturas.

5. Já tinha colaborado num projecto assim com a Globo ou é o primeiro?
Foi a minha primeira experiência, e achei fantástica. Foi bem emocionante.

6. Qual a sua trilha de eleição nas novelas da Globo?
Lembro muito da trilha de abertura da novela ‘Rainha da Sucata’, amava aquela abertura, a Lambada estava no auge. A música era “Me chama que eu vou” de Sidney Magal.

7. Que importância dá às trilhas sonoras?
As trilhas sonoras dão toda a emoção das cenas. Elas são a parte vital. Faça o teste, assista uma cena no “mute” e veja a diferença.

8. Que significado tem a música na sua vida?
Não consigo separar a música da vida. Para mim é uma coisa só.