Galeria Tamar Golan indica o caminho a seguir com uma nova exposição...

Galeria Tamar Golan indica o caminho a seguir com uma nova exposição individual de Mateus dos Santos

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O artista plástico angolano Mateus dos Santos vai apresentar-se na Galeria Tamar Golan com  “Caminho a Seguir”, uma exposição individual a inaugurar no próximo dia 21 de Junho de 2019, Sexta-feira, às 18h00. A exposição ficará patente ao público até ao dia 20 de Julho, podendo ser visitada de Segunda-feira a Sábado, entre as 12h30 as 19h30, na galeria de arte contemporânea da Fundação Arte e Cultura, na baixa de Luanda.

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O ARTISTA

O anfitrião da proposta que nos é dada apreciar no final de semana de 21 de Junho é Mateus dos Santos, um filho da Ingombotas, Luanda que nasce justamente num dia 21, mas em Junho de 1987. Nessa altura, o autor de “Caminho a Seguir” estaria a ensaiar os primeiros sons da vida, num mundo onde viria estudar artes plásticas no INFA, em Luanda (2004-2008).  É hoje membro da Brigada de Jovens Artistas Plásticos e, do seu périplo pelo mundo das artes, várias foram as exposições colectivas em que participou, nomeadamente no English Language Festival, no Centro de Formação Profissional do Cazenga (2005 e 2007), na Exposição Colectiva de Fim de Curso de Artes Plásticas na UNAP (2008), na Exposição da Embaixada da Itália, no Elinga Teatro (2011 e 2012) e na Exposição Coopearte, Galeria Celamar, (2011 e 2012). Quem visita o seu currículo verifica ainda que, em 2014, participou na exposição de artes plásticas, Dinâmica Juvenil, alusiva ao Mês da Juventude, na UNAP e que, no mesmo ano, marcou presença na Exposicão Prémio Ensa-Arte, no Centro Cultural Português.

 

A EXPOSIÇÃO

Caminho a seguir conduz-nos por percurso entre as encruzilhadas da sociedade Luandense, com todos os problemas que esta cidade leva às suas gentes, aos lugares e à forma como a cultura se faz e acontece entre nós, os de Luanda. É uma conjugação entre o surrealismo e o figurativo, genericamente, e um todo com os títulos dados às obras, um esforço para tentar trazer espelhados os dizeres e a forma de estar dos Kaluandas. É, ao mesmo tempo, uma crítica e uma proposta de formas de valorização da pessoa enquanto centro da realização das coisas e do respeito que se deve ter em relação aos outros, desde a Zungueira ao Roboteiro. É ainda um testemunho do valor da mulher e da ascendência da sociedade até ao valor espiritual e material que os nossos bairros, ruas e ruelas que, ainda que com lama e partidos, representam para cada um de nós. Nós, que do bairro de lata construímos e edificámos, como homens válidos, uma sociedade que enferma de problemas preocupantes e que a degradam todos os dias. Com um colorido diferente, a estética de Mateus dos Santos dá-nos a ver e notar a presença de uma diversidade de tons para lá das dificuldades e dos conceitos, sugere mesmo uma certa alegria e vivacidade características do bom angolano, aquele que apesar dos problemas e das malambas de todos os dias ainda se apruma e olha para a vida e sorri com um olá e segue o seu caminho.

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