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Helena Dias diz que a antologia em que participa visa romper as barreiras para a valorização da negritude

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Por: Stella Cortêz

Helena Dias é uma das representantes angolanas na Antologia Internacional Feminina denominada “Negras de lá, Negras Daqui”, que integra oito escritoras, entre elas moçambicanas, camaronesas e brasileiras, que, em entrevista ao PLATINALINE, falou sobre como surgiu o convite e o que retratam os seus poemas que constam no referido livro.

A angolana que participa com 10 poemas que espelham o dia-a-dia das mulheres angolanas, o amor, a África unificada, a sua beleza, riqueza, bem como os seus costumes, contou que o livro é composto por poemas, contos e crónicas, e o seu principal objectivo é romper as barreiras para a valorização da negritude. “Pretendemos, com este livro, criar um ambiente mais inclusivo em que os artistas negros em todo o mundo se revejam e possam apoiar a luta contra a discriminação racial no universo artístico e noutros fóruns. Os textos incluídos retratam a auto-afirmação da mulher negra no mundo, os seus costumes, cultura e outros aspectos”, contou Helena.

“O convite para integrar a antologia surgiu depois da minha participação na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, onde foi feita a apresentação do meu primeiro livro. Participar na antologia foi uma experiência positiva, tenho aprendido muito com as outras escritoras por meio da sua exposição artística. O Brasil é um país com uma veia cultural muito rica e a influência de África sobre as escritoras participantes torna o livro muito interessante. O intercâmbio tem servido como uma escola para pensar em novos caminhos para a literatura angolana”, acrescentou.

Importa mencionar que o livro comporta 120 páginas, foi produzido no Brasil, pelo projecto Raízes, Edições Afrikanse e editora Alupolo. Além de Helena Dias, Tuekiava é outra representante de Angola nessa antologia, porém reside no Brasil.

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