“O mais importante é mostrar nas passarelas aquilo que é a minha...

“O mais importante é mostrar nas passarelas aquilo que é a minha essência”, disse Maria Borges

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Por: Stella Cortêz

A top model internacional angolana, Maria Borges, de 1,80 centímetros de altura e que entrou para a história como sendo a primeira modelo a desfilar pela Victoria’s Secret de cabelo natural, foi a convidada da edição de 2 de Dezembro do programa 4 Paredes, emitido no Facebook do PLATINALINE, onde, numa conversa descontraída com Rosa de Sousa, falou sobre alguns detalhes da sua carreira no mundo da moda.

Maria Borges, que também já foi rosto de capa da revista americana Elle, começou por dizer que, para se tornar numa modelo de prestígio, foi preciso muita dedicação, força de vontade, bem como o suporte que tem recebido da família e de todo povo angolano, pois acredita que, se não fosse todo o apoio e carinho que recebe, se calhar teria desistido pelo caminho, e que o mais importante para ela é mostrar às pessoas e nas passarelas aquilo que é a sua essência.

Para as modelos negras, quebrar os paradigmas sobre o preconceito nas passarelas internacionais era uma coisa quase que impossível, coisa que já não se vê actualmente, contudo, a menina que ficou conhecida após participar no concurso Elite Model Look Angola, organizado pela produtora Da Banda, contou que, para se tornar rosto de várias marcas internacionais e ter um excelente cache, foi necessário muita responsabilidade, concentração e ser boa naquilo que faz. “Há clientes que apreciam o meu trabalho e dizem: ʽessa menina realmente merece e vamos pagar pelo trabalhoʼ. Eu acho que é a partir daí que temos de crescer e mostrar o nosso trabalho com excelência, acima de tudo, ser uma pessoa de negócio, que é o que eu sempre sou, tento negociar e saber onde me posicionar,” disse a modelo angolana.

O rosto que durante cinco anos consecutivos marcou presença no tão prestigiado evento de moda liderado por Victoria Beckham acrescentou que, para alcançar os seus objectivos no mercado da moda internacional, teve de deixar a família, os amigos a identidade cultural, mas, mesmo estando distante, sempre faz questão de mostra às pessoas que carrega nas veias o sangue angolano.

“Adaptar-me num país diferente, com uma cultura diferente, amigos e tudo diferente não é fácil, porque a pessoa já está habituada com algumas coisas, como por exemplo, pedir ajuda, chorar, desabafar algo pessoal com alguém e olhas para atrás e não há alguém, então a única solução é encontrar pessoas excelentes nos teus ambientes e estar sempre bem acompanhada de pessoas que nos fazem crescer. Na realidade, os meus amigos, lá fora, tornaram-se na minha segunda família,” concluiu Maria.

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