Financeiramente, a diáspora faz todo sentido: com valor de mercado de 50 bilhões de dólares e expectativa de crescer ainda mais, a menor participação no Facebook transforma qualquer engenheiro em um multimilionário no dia da abertura de ações.
Mark Zuckerberg, o dono da ideia (há a controvérsia que alimenta a história de “A rede social“) e CEO do Facebook, ocupa a posição de bilionário mais jovem da história com seus 24%, o que equivaleria a 12 bilhões de dólares. Os outros cofundadores têm fatias menores, mas ainda na casa dos bilhões de dólares: Dustin Moskovitz tem cerca de 6%, Sean Parker tem 4% e o brasileiro Eduardo Saverin, 5% depois de brigar nos tribunais.

O fundo russo Digital Sky Technologies, dona do serviço de e-mail e da rede social mais populares da Rússia, tem 10% do Facebook. Clientes da Goldman Sachs, razão pela qual a Securities and Exchange Commission (a CVM do mercado norte-americano) resolveu investigar a transação, respondem por cerca de 3%.
A Elevation Partners, do vocalista do U2 Bono, tem 1,5%. No “Outros investidores” indicado pelo gráfico, devem estar a fatia de 1,6% da Microsoft e o investimento de 13 milhões de dólares feito pela Accel Partners em 2005.
Vale lembrar que as contas são todas feitas baseadas na avaliação de 50 bilhões de dólares nascida após o investimento da Goldman Sachs. Analistas já cogitam a hipótese de que, aberto ao público, o valor de mercado do Facebook ultrapasse o dobro disso e fique entre as 10 maiores empresas de tecnologia do planeta.

Cética, a The Economist relembra com razão que os ganhos do Facebook (avaliados teoricamente em 2 bilhões de dólares em 2010) não podem ser auditados e argumenta que, ainda que sejam reais, uma avaliação de mercado 25 vezes maior que o faturamento anual pode ser um exagero descabido.
É vantajoso para um fundo de investimento “inflar” a avaliação de uma empresa na qual tem participação – na hora em que as ações são oferecidas ao mercado, os ganhos do fundo (e de todos aqueles que participam do gráfico acima) são exageradamente maiores. A The Economist emprega o nada educado termo “grande lula-vampiro” para descrever a atuação da Goldman Sachs em investimentos anteriores. A vítima da vez pode ser o Facebook e seu fluxo de caixa ainda não auditado.
Fonte:Epoca

