
CANNES, França (Reuters) - Foi preciso nada menos que um camelo passeando pelo calçadão de Cannes para roubar a cena no dia da abertura do Festival de Cinema, uma proeza que o comediante Sacha Baron Cohen realizou com ousadia nesta quarta-feira.
O humorista britânico, astro de "Borat" e "Bruno", usou o golpe publicitário para chamar a atenção para a estreia nos EUA de seu novo filme "O Ditador", no qual ele interpreta o fictício déspota General Aladeen, do país inventado do norte da África, Wadiya.
Como grande parte da imprensa internacional estava confinada em uma sala escura para assistir ao filme oficial de estreia do festival, Baron Cohen chamou a atenção com um espetáculo a poucos quarteirões de distância.
Vestido como Aladeen, o comediante surgiu da entrada de um hotel de prestígio, à beira-mar, ladeado por duas morenas pernudas usando boinas militares e carregando falsos rifles Kalashnikovs.
"Não atire, por favor!", brincou um fotógrafo no meio da multidão em torno do ator, que permanece caracterizado em suas aparições publicitárias e estava vestido com um uniforme laranja e verde, com botas, chicote e insígnias militares.
"Relaxa, sem pressão", disse Baron Cohen à multidão de fotógrafos e jornalistas se acotovelando, enquanto policiais tentavam manter a ordem. "Eu sou um ditador! Eu não quero que ninguém se machuque."
Mas um simples ditador não pode necessariamente competir com a enxurrada de estrelas, negociadores de Hollywood e outros que lotam Cannes durante o festival. Chega então o camelo de Aladeen, cujo nome de acordo com uma placa em sua rédea é Wadiya 1.
"O Ditador", que o ator coescreveu e produziu, foi filmado enquanto os levantes populares da Primavera Árabe ocorriam em todo o Oriente Médio.



(Reportagem de Alexandria Sage)

Os amigos de Samuel Eto’o, estrela dos Leões Indomáveis, e de Fabrice Akwá, antigo goleador dos Palancas Negras, realizam ontem Quarta feira, às 15h30, no Estádio dos Coqueiros, um jogo de carácter filantrópico.
A partida de beneficência foi aguardada com expectativa. e teve uma casa razoalvel, uma vez que os amantes da bola estão ávidos de ver jogar o craque camaronês, jogador mais bem pago do mundo.
Samuel Eto’o está em Luanda para uma visita de três dias, a convite do Grupo Castle BGI, o jogo de beneficência tera o Os valores das receitas encaminhados às populações carentes do país.
Samuel Eto’o, avançado do Anzhi Makhachkala da Rússia, aufere um salário anual de 25,05 milhões de dólares norte-americanos.

O craque camaronêrs assinou contrato com o clube russo, no passado dia 23 de Agosto, válido por três temporadas.
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Fotos: Jose Matete
Foi um ano de espera – o Festival de Cannes aguardava contar com “A Árvore da Vida” na competição de 2010. Mas valeu a pena. O filme de Terrence Malick acabou com o marasmo desta 64ª edição, que até agora tinha exibido alguns poucos filmes de destaque, mas nada fora de série. O longa-metragem confirmou seu favoritismo na manhã desta segunda-feira (16), em sessão de imprensa lotada, que teve filas formadas na porta uma hora antes.
A expectativa gerada era tanta que a chance de decepção era grande – “A Árvore da Vida”, que estreia dia 23 de junho no Brasil, é o filme de autor mais aguardado dos últimos tempos. Malick começou sua carreira no final da década de 1960 e tem apenas outros quatro longas-metragens lançados. Levou anos para completar este. Alguns espectadores se decepcionaram, como mostraram algumas vaias. Mas é exagero que faz parte da cultura de Cannes.
“A Árvore da Vida” é daqueles filmes cuja trama é o de menos. O longa-metragem é uma poesia sobre a vida e a morte. A partir da morte de um dos três filhos do casal formado por Brad Pitt e Jessica Chastain, com o mais velho, já adulto (e interpretado por Sean Penn), relembrando a vida familiar, o filme relaciona a origem e a magia da vida, o amor, a beleza da natureza e a presença de Deus – ou, pelo menos, de alguma força superior. Malick, com a ajuda do fotógrafo Grant Hill, confecciona imagens belíssimas, que captam a vida como quase nunca se vê no cinema.
Na entrevista coletiva que se seguiu à sessão, a produtora Sarah Green teve de começar explicando a ausência do diretor. “O senhor Malick é muito tímido. E eu acrescentaria que seu trabalho fala por si.” Brad Pitt contou um pouco sobre o processo de trabalho com o cineasta. “Eu poderia falar sobre isso muito longamente. Foi muito interessante. Nossa história se passa nos anos 1950. Tínhamos de nos vestir com roupas nos anos 1950. Sua ideia era pegar o que acontecia no dia. As crianças não tinham roteiro. Elas tinham um guarda-roupa, escolhiam suas roupas, e rodávamos em dois takes. Quase todo dia, ele dava três, quatro páginas e desenvolvíamos coisas a partir daí. Só havia uma luz na casa, o resto era natural”, disse. “Foi uma experiência incrível. Não acho que poderia fazer novamente porque é exaustivo”, completou o ator.
Como o cineasta é “tímido”, Pitt foi convidado a falar um pouco sobre ele. “Ele até vai ao banheiro”, brincou o ator. “Ele é jovial, ri a maior parte do dia. Ele realmente ama seus personagens, essa é a diferença dos grandes cineastas.” Indagado sobre suas atitudes como pai, ele preferiu a ironia. “Eu bato regularmente nos meus filhos e funciona. E deixo-os sem comer também.”
O ator também disse por que prefere projetos desse tipo e não blockbusters. “Não conte que estarei fora de ‘Missão Impossível’, porque eu farei um dia!”, brincou. E depois, falando sério: “Eu gosto de descobrir, de achar algo novo. Eu gosto das coisas menos comerciais ou realmente engraçadas, comédias com caras como Jonah Hill e Zach Galifianakis. Quero fazer uma dessas”.





O diretor Gus Van Sant volta ao universo dos adolescentes com “Inquietos”, filme de abertura da mostra Um Certo Olhar, exibido em sessão oficial na noite da quinta-feira (12), dentro do Festival de Cannes 2011. Enoch (Henry Hopper, filho de Dennis Hopper) perdeu os pais num acidente, tem um fantasma camarada como amigo (Hiroshi, um kamikaze interpretado por Ryo Kase) e costuma invadir velórios de desconhecidos.
Num deles, conhece Annabel (Mia Wasikowska, de “Alice”), uma garota que diz trabalhar num hospital para crianças com câncer, mas, na verdade, está doente. Enoch, sempre a dançar com a morte, termina por apaixonar-se por ela. Os dois estabelecem uma relação positiva, de viver todos os dias ao máximo, apesar de a morte estar sempre à espreita. O roteiro de Jason Lew e a direção de Gus Van Sant apostam na suavidade com toques de estranheza e muito carinho pelos personagens, que não são adolescentes comuns. O resultado é adorável.
Na coletiva de imprensa, adiada em um dia porque o cineasta não conseguiu chegar a tempo, Gus Van Sant disse que sempre tenta imprimir uma calma no set. “É importante, para que todos relaxem. Mas muitas vezes tenho de atuar, fingir que tudo está calmo.”
Para Henry Hopper, que estreia como ator, foi o ambiente ideal. “Foi muito aconchegante, seguro para eu aprender.” Ele contou que resistiu a seguir a carreira de seu pai. “Resisti, porque sei o quanto pode ser difícil e intenso, mas percebi que é um meio de expressão. Tenho amor pela arte e pelo cinema.”
Van Sant comparou “Inquietos” com seus longas anteriores – “Gerry”, “Elefante”, “Últimos Dias”. “Nos outros filmes, eu tentei não editar e usar os ensinamentos do diretor húngaro Bela Tarr. ‘Inquietos’ tem diálogo, os outros tentavam empurrar os diálogos para fora da tela”, disse. “E tanto ‘Gerry’ quanto ‘Elefante’ e ‘Últimos Dias’ eram inspirados sobre casos reais, muito explorados nos noticiários e ainda inconclusivos. Daí os finais abertos. Desta vez, há morte, perguntas são feitas, mas é diferente.”
com IG

Os atores americanos Angelina Jolie, Dustin Hoffman e Jack Black, que emprestam suas vozes aos protagonistas de "Kung Fu Panda II", atraíram as atenções nesta quinta-feira em Cannes, onde foi apresentada a última produção do estúdio Dreamworks.
No filme, que foi visto apenas por um grupo de jornalistas, durante o 64º Festival de Cannes, o gordo e desastrado panda que conquistou corações no primeiro longa-metragem -que arrecadou 633 milhões de dólares- busca agora a sua "paz interior" para poder combater o mal.
Vestida com um vestido de cor clara, Angelina Jolie, que vive "a tigresa" no filme que será lançado nos Estados Unidos em junho, falou da busca pela paz interior na entrevista coletiva à imprensa.
"Para mim, a paz interior reside em saber que meus filhos e as pessoas de que gosto estão bem", disse a estrela, acompanhada na coletiva de imprensa em um luxuoso hotel de Cannes por Hoffman, Black e pela diretora do filme, a chinesa Jennifer Yuh Nelson.

"A paz interior é uma longa viagem, que todo mundo faz. Você pode alcançá-la, depois a perde, e procura de novo. A paz interior é, sobretudo, as pessoas que você quer e que querem você. Saber que estão saudáveis, que estão bem, isso é o que me dá paz", disse.
"Que paz interior?", perguntou Hoffman, vencedor de dois Oscars. "Nunca tive tanta paz como agora, diante de centenas de câmeras e jornalistas, e sentado ao lado de Angelina", ironizou o ator, que dá voz ao mestre supremo das artes marciais, Shifu.
Poucos minutos antes, os três atores apareceram no terraço do hotel Carlton, frente ao mar, acompanhados de um panda gigante de pelúcia.

com agências internacionais
PARIS — O cineasta francês de origem grega Nico Papatakis, que foi marido da atriz Anouk Aimée, morreu no último dia 17 de dezembro, em Paris, aos 92 anos, mas o fato só foi anunciado pela imprensa nesta quarta-feira.
Nascido no dia 19 de julho de 1918 em Addis-Abeba (Etiópia), onde combateu Mussolini, Nico Papatakis foi obrigado a se exilar e encontrou refúgio primeiramente no Líbano e depois na Grécia.
Em 1939, mudou-se para Paris. Lá, ele frequentou a 'intelligentsia' parisiense da época, junto dos escritores Jean-Paul Sartre e Jean Genet ou ainda dos poetas André Breton, Jacques Prévert e Robert Desnos.