Arte e Cultura

 

 

Mais de uma hora depois do fumo branco, o cardeal francês Jean-Louis Tauran anunciou a partir da varanda da Basílica de S. Pedro o nome do novo Papa: Jorge Mario Bergoglio.

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O Papa Francisco nasceu em Buenos Aires e tem 76 anos. O nome do jesuíta Jorge Mario Bergoglio era um dos falados para suceder a Bento XVI. Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires, é o primeiro papa do continente americano e o primeiro jesuíta a chegar ao cargo máximo da Igreja Católica.

"Buona sera", disse dirigindo-se aos fiéis na praça de S. Pedro em italiano, agradecendo o acolhimento caloroso de todos. "Os cardeais foram buscar-me ao fim do mundo", indicou. Depois, rezou em homenagem ao papa emérito, Bento XVI.

O Papa Francisco apelou depois à "fraternidade" dentro da Igreja e deu a sua primeira bênção 'Urbi et Orbi'.

"Anuncio-vos uma grande alegria, temos um papa, o muito eminente e reverendo senhor, o senhor Jorge, cardeal Bergoglio da Santa Igreja romana o qual escolheu o nome de Francisco", disse Tauran em latim.

O sucessor de Bento XVI foi eleito à quinta votação, ao segundo dia de Conclave.

A praça de São Pedro é pequena para todos os fiéis que quiseram ver de perto o novo papa.

Imagem publicada no site do Vaticano anuncia o argentino Jorge Mario Bergoglio como novo papa (Foto: Reprodução)

Segunda, 04 Março 2013 13:55

Turma da Mônica faz 50 anos

Escrito por eddie pipocas

A personagem mais famosa do cartoonista brasileiro Maurício de Sousa, a Mônica, ‘nasceu’ a 3 de Março de 1963. Há cinquenta anos, a ‘dentuça’ era apresentada numa banda desenhada como uma personagem secundária do 'Cebolinha', mas rapidamente roubou as atenções, tornando-se a protagonista da ‘turminha’. “Mulher quando chega toma conta”, justificou o autor, citado pelo site da Globo.

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É uma menina gordinha de vestido encarnado e dentuça, que anda sempre acompanhada de um coelho de peluche azul, com o qual bate nos amigos mais brincalhões. Já sabe de quem estamos a falar? Para quem ainda não a reconheceu, trata-se da Mônica.

Maurício de Sousa já se dedicava ao desenho e às tirinhas de banda desenhada quando, em 1963, criou a Mônica, personagem inspirada numa das filhas e baptizada com o mesmo nome, e cujo sucesso acabou por ditar aquela que seria a estrela de uma "turma" que inclui outras figuras como Cebolinha, Cascão e Magali.
Aos 78 anos, Maurício de Sousa é, possivelmente, o autor de banda desenhada de maior sucesso do espaço da lusofonia, e um dos mais carismáticos do Brasil, por conta desse império erguido com a ajuda de Mônica, que o levou a editar milhares de revistas com as histórias da turminha, a abrir parques temáticos e a avançar para o cinema e a televisão.
O autor sempre disse que o sucesso de Mônica se deve ao facto de ser uma "menina moderna, urbana, activa e com um temperamento forte" e por "debater temas actuais e vocacionados para as crianças".
Ao longo dos anos, Maurício de Sousa aproveitou o sucesso das personagens para passar mensagens positivas e pedagógicas e a promover a revista de banda desenhada no incentivo à leitura entre os mais novos.
Esta semana, o autor apresentou no Brasil o plano de comemorações do meio século de vida da Mônica, que inclui uma exposição, a reposição de um espectáculo inspirado em "Romeu e Julieta", lançamento de brinquedos e o projecto de criação de uma série intitulada "Turma Adulta".

Segunda, 10 Setembro 2012 02:16

Angola Mãe Querida

Escrito por Sarchel Necesio

Descubra como ajudar Gregório Semedo a editar e publicar o livro "Angola mãe querida" em Angola, Cabo Verde e Portugal. Nesta obra viajamos pelo quotidiano angolano após guerra civil. Gregório Semedo lança projeto na plataforma de financiamento coletivo Zarpante para captar fundos necessários.5 de setembro de 2012, Paris.

Gregório Semedo, escritor e artista plástico, nasceu no sul de Angola, reside em Lisboa desde 1981 e precisa captar 5.500 EUR para editar e publicar 500 exemplares do livro "Angola mãe querida" para venda em Angola, Cabo Verde e Portugal.

O livro conta a história do jovem emigrante angolano "Zito", que passa pelo processo de adoção denova pátria contrastando com a busca e resgate de suas verdadeiras origens em Angola. Toca de leve nos fenómenos de dispersão do povo angolano: o tráfico negreiro e a guerra civil.O projeto busca captar fundos no site Zarpante até 29 de janeiro de 2013. Para realizá-lo, são necessários: 3.000 EUR para editar, publicar e divulgar o livro em Portugal; 1.250 EUR para divulgá-lo em Angola; 750 EUR para divulgá-lo em Cabo Verde. Tanto pessoas físicas quanto jurídicas podem contribuir. As contribuições podem ser sob forma financeira ou sob forma de permuta.

Recompensas estão previstas em troca: exemplares oferecidos, inclusão de logo na lista de patrocinadores, palestras sobre o impacto económico da imigração, exposição dos quadros a óleo que fazem parte da ilustração do livro…Financiamento coletivo (crowdfunding) é uma forma inovadora e alternativa de financiar projetos por meio de contribuições de múltiplas fontes agregadas. Conceito já bem conhecido em outros países (Estados Unidos, França…) que Zarpante oferece aos lusófonos.

Financiar coletivamente um projeto, encontrar meios para contornar a crise, mantendo produção artística e cultural diversificada e legitimada pela participação pública.

O público passa a ser ator do cenário cultural, ao ter direito de escolher os projetos que deseja ver acontecer. Trata-se de mecenato democratizado. Estabelece contacto de artistas independentes e menos conhecidos com o público, cansado de ver, ler e ouvir sempre as mesmas coisas. Para fazer acontecer o projeto "Angola Mãe Querida", acesse, por favor, o link seguinte: http://zarpante.com/investment/produ-1070.Zarpante (http://zarpante.com) é uma plataforma de financiamento coletivo, criação colaborativa eco-produção para projetos relativos à arte, à cultura e ao património lusófonos.

O actor angolano Hoji Fortuna, radicado em New York, Estados Unidos da América, lançou nessa terça-feira o seu primeiro livro, intitulado “New York for Actors – Nova York para Actores”.

A obra, que retrata a sua experiência no cinema americano, foi apresentada em Brooklyn, no restaurante Sul-Africano Madiba, o cognome de Nelson Mandela, na presença de amigos do actor e colegas de trabalho de vários quadrantes das artes performativas e literárias Nova Iorquinos.

de acordo com o actor, a obra foi concebida para novos actores, aspirantes a actores e actores estrangeiros, constituindo um manual de leitura acessível com o essencial do cinema numa cidade Que Nunca Dorme».

Disse ainda que “o livro oferece uma variedade de dicas e truques partilhados por alguém que vive na pele as peripécias de uma vida de actor numa das cidades mais competitivas do mundo”.

Desde casting, networking, promoção pessoal, passos para a aquisição de um agente ou manager até formas de se tornar legal, New York for Actors conta, de uma forma mais simplificada que a maioria dos manuais do género, tudo que o leitor precisa saber para seguir carreira de actor nos EUA.

O livro não é apenas destinado a actores ou aspirantes a actores, podendo também ser utilizado por qualquer curioso em saber como se constrói uma carreira artística num dos mais desafiadores ambientes em termos de artes performativas.

Hoji Fortuna é um actor angolano, um estrangeiro nas terras do Tio Sam, mas alguém que tem dado mostras de uma tenacidade, sabedoria e talento que já lhe valeram a inclusão no livro de premiados a nível mundial, com o galardão de Melhor Actor Secundário Africano nos prémios da Academia Africana de Cinema.

Fortuna conhece em primeira mão os desafios que um actor em começo de carreira enfrenta e as soluções para superar esses desafios e partilha-as neste seu primeiro livro.

Nova Iorque para Actores encontra-se à venda em formato digital (e-book) no website Lulu.com (http://www.lulu.com/) e pode ser lido em qualquer computador, ou dispositivo móvel como i-pad, i-phone, kindle ou outro smartphone, bastando ao leitor comprar o livro e fazer o download do aplicativo grátis Adobe Digital Editions oferecido no mesmo site.

O show do Criança Esperança 2012 será insperado no tema "A Esperança é o que nos Move", e a formação da identidade brasileira será mostrada através das mais diversas etnias. Como sempre, o show promete nos surpreender e emocionar com a presença de artistas e celebridades consagradas, fazendo um show em prol da criança e do adolescente.

Sábado, 18, após a novela Avenida Brasil, você acompanha na Rede Globo o espetáculo Criança Esperança 2012. E A Platina Line mostra os destaques de toda a programação do Criança Esperança para você que conta com Leila Lopes a Miss Universo nos destaques do evento.

A atriz Cassia Kis Magro fará a narrativa da apresentação. Thiaguinho, Paula Fernandes, Dani Suzuki, Reynaldo Gianecchini, Priscila Fantin, Maria Gadú, Carlinhos Brown e outros artistas irão nos encantar com encenações e participações musicais. Já a apresentadora Xuxa Meneghel promete animação com um número surpresa.

Criança Esperança não pode faltar Renato Aragão, condutor do espetáculo Família Destino. Paula Fernandes, Luan Santana, Thiaguinho e Diogo Nogueira comandam o show de abertura cantando a música Canta Brasil enquanto imagens do povo brasileiro serão mostradas no telão.

Países como Angola,  Portugal, Itália e Japão serão abordados com muita música, o tema será as artes e literatura de cada um, e, no final, estes serão reunidos em uma grande Babel, que representa a união das culturas.

Carlinhos Brown representará continente Africano com um mix de canções de origem africana com Leo Maia, Negra Li, Chico Cesar e outros. Representando Portugal, a fadista Mariza cantará 'Meu Fado Meu', e logo acontecerá a Revolução dos Cravos com Maria Gadú cantando 'Tanto Mar', música de Chico Buarque, com participação de Ricardo Pereira.

Made In Japan, do Patu Fu, foi a música escolhida para representar o Japão, com interpretação de Daniele Suzuki, Geovanna Tominaga e Fernanda Takai, e terá Odori, uma dança tradicional do país. Stênio Garcia, Reynaldo Gianecchini e Priscila Fantin representarão a Itália, que também conta com a presença de Sandy Leah, cantado 'Per Amore', Daniel e Luiza Possi com 'Esperança'. Haverá também um encontro entre Agnaldo Rayol e Rosana Lamosa, uma das mais importantes sopranos brasileiras, na interpretação da música 'Tormento D’Amore'.

Criança Esperança 2012 ainda conta com a presença de Preta Gil, Fiuk e Buchecha fazendo uma homenagem às diferenças da população.Gaby Amarantos fará uma versão em tango do sucesso Ex Mai Love. Revelação, Sorriso Maroto, Bom Gosto e Latino também marcam presença no palco do Criança Esperança, além de Marieta Severo, Patrícia Poeta, Fernanda Torres, Andréa Beltrão, Rodrigo Sant’anna e Thalita Carauta. Sandra Annenberg e Evaristo Costa irão comandar o Mesão dos Artistas, em que famosos atenderão às ligações dos telespectadores para as doações.

Neste ano, a apresentação da Xuxa no Criança Esperança será surpresa.

O Criança Esperança está em sua 27º edição, e Ivete Sangalo não poderá participar este ano, devido as gravações de "Gabriela" e ainda com a agenda de shows sempre cheia, a cantora Ivete Sangalo fará muita falta no programa. No dia do programa, Ivete Sangalo estará se apresentando no "Cerveja Cia. e Folia", em Belém, acompanhado do seu trio elétrico.

O Programa Criança Esperança é uma iniciativa da Rede Globo em parceria com a Unesco, o principal objetivo é de mobilizar a sociedade para garantir os direitos da crianças e do adolescentes. Anualmente, a campanha motiva as pessoas a doarem recursos, depositados diretamente na conta da Unesco, que seleciona projetos sociais em todo o Brasil por meio de um edital.

Para fazer sua doação para o Criança Esperança, basta ligar para um dos seguintes números até o dia 26 de agosto, e sua doação somente será concluída se você ouvir a gravação até o final:

0500 2012 007 para doar R$ 7,00 / 0500 2012 020 para doar R$ 20,00 / 0500 2012 040 para doar R$ 40,00 R$ 0,39 + impostos por ligação de telefone fixo / R$ 0,71 + impostos por ligação de telefone celular Todo o dinheiro é depositado diretamente na conta da UNESCO e não tem dedução fiscal

 

 

Leila Lopes nos Bastidores do evento 

O poeta José Luís Mendonça vai animar a próxima Maka à quarta-feira, a realizar-se a oito de Agosto, na União dos Escritores Angolanos (UEA), em Luanda, com o tema “Os desafios da criação literária em Angola no século XI”.

Segundo a nota de imprensa “com o presente tema, pretende-se abordar os desafios de criar literatura como sendo desafios universais de quem pretendente ser escritor, em qualquer parte do planeta, que tem de enfrentar situações nas esferas metodológica, intelectual e teleológica”.

Nessa perspectiva, na qualidade de criador de literatura, o orador pretende levar à discussão três grandes desafios universais.

Dentre eles, aponta o caso de como contribuir historicamente para o progresso da literatura mundial, criando obras que superem as dos precursores, ser um intelectual ético e moralmente comprometido com a sociedade, e com os problemas da sua época, agindo como uma espécie de reserva moral, que é também um desafio de ordem sociolinguística”, refere a nota.

A sessão está aberta a todos os interessados, desde associados da UEA, investigadores, estudantes, empresários, jornalistas, artistas, amante da literatura, num espaço que tradicionalmente promove o debate de ideias.

Joe de Almeida, que assina como Joe D'Almeida, nasceu em 15.11.1972 na Lunda Norte, porém passou grande parte da infância em Malange, posteriormente em Luanda. Viveu alguns anos em Portugal e reside em Londres desde 2004.

 


Escritor, compositor e poeta Joe ama a arte de enfatisar as palavras, a poesia, a lirica, assim como o belo do trocadilho no significado das palavras, a prova disso é a sua obra poética que será publicada em breve.


Desde 2003 passou a explorar uma outra área da literatura, a prosa; neste momento escreve seu primeiro romance que estará pronto em alguns meses, além de ser colunista na revista KHANITA.

 

Também trabalha para o Studio Fire (www.studiofire.org) onde escreve e compõe músicas para o DJ Patrick, Santana e Melody.

 

veja alguns dos poemas do Joe

 

De que te escondes ?!

É vã a tua caminhada
Um mudo som o que vozeias
... Trilhando uma cilada
Que só a tí estonteias

Preenches de vácuo as promessas
Enriqueces falsos profetas
Nem à nós, nem à tí confessas
Teus sonhos se esfumam em sarjetas

Angola
De que te escondes ?!

És rica nos teus gastos
Alcanço-te sempre em miragem
Tens os filhos de rastos
Sem fado e em desvantagem

" Miragem .. "
De Joe D'Almeida
London 16/05/12


Levo anos a amar-te
Sófrego, poeta e pintor
Busco em rimas formas de achar-te
Dou comigo um eterno sofredor

... Levo uma vida prá dizer-te
As vontades e desejos d'alma
Vozeio tímido prá oferecer-te
Preces, amor e vivalma

Levo anos a pintar-te
Sou Picasso em tua honra
Mas perco-me ao perpetuar-te
Pois é viril o teu descaso e desonra

Levo uma vida a chamar-te
Mas tú finges que nem ouves
Dou comigo a venerar-te
E mesmo assim não te moves

" Desamor ... "
De Joe D'Almeida
London 14/05/12

Um livro em memória de Deolinda Rodrigues foi lançado no sábado, em Filadélfia, Estado norte-americano da Pensilvânia, por uma amiga de adolescência da heroína angolana obra, intitulada “Dear Deolinda” (Querida Deolinda), é da autoria de Marcia Hinds Gleckler, que conheceu Deolinda Rodrigues em 1954, quando fazia parte de um grupo de três missionários norte-americanos que trabalhou em Angola como supervisor do Centro Cristão de Educação de Crianças, no bairro da Cuca, em Luanda, onde Deolinda Rodrigues dava aulas.

Na época, Deolinda era seis anos mais velha do que a “Amiga Marcia”, como carinhosamente a heroína a tratava. Após o regresso de Marcia Glecker aos Estados Unidos, em 1958, a amizade continuou através de cartas e poemas, escritos por Deolinda Rodrigues.

A autora do livro disse à Agencia de Noticias de Angola , nos Estados Unidos, que numa dessas cartas, Deolinda lamentava o facto de a amiga não responder às suas missivas. “A heroína chegou igualmente a escrever (em inglês) para a minha mãe”, revelou Marcia.

As missivas e outro acervo bibliográfico de Deolinda, algumas enviadas a partir de Angola e outras de São Paulo, Brasil, onde estudou de 1958 a 1960, estão publicadas no livro, cuja apresentação contou com a presença dos filhos da autora, que a encorajaram a escrever para render tributo à amiga.

“Nas suas cartas, Deolinda realmente questionou-me por eu não lhe responder. Foi então que se tornou absolutamente claro para mim: eu tinha de escrever, responder, e daí o título do livro, ‘Dear Deolinda’”, disse, comovida, a autora, durante a apresentação do livro de 117 páginas, incluindo duas de fotografias de Deolinda Rodrigues e amigas, e do monumento às heroínas angolanas em Luanda.


Durante a apresentação, feita em português, depois de mais de 50 anos sem exercitar a língua, Marcia Gleckler referiu-se a uma carta que Deolinda Rodrigues endereçou, em 1959, a Martin Luther King Jr. solicitando apoio para a causa do povo angolano na sua aspiração de se ver livre da opressão colonial. 


A autora destacou as qualidades intelectuais e a coragem de Deolinda Rodrigues em enfrentar e superar as dificuldades da vida, e o seu espírito solidário e corporativo. Marcia Gleckler levou para a cerimónia alguns presentes que recebeu de Deolinda Rodrigues, como panos, um quimono, lenço e missangas, e realçou a contribuição da amiga na luta de libertação do povo angolano, sacrificando a sua vida aos 28 anos de idade.

 


Lembrou que, uma das coisas que a marcou, durante a sua estada em Angola, foi quando manifestou preocupação pelo facto de não ser fluente em português e Deolinda Rodrigues lhe ter respondido: “Menina Marcia, quando você tem algo a dizer, o português é perfeito”.

 

 

Convidado a tecer algumas considerações, o embaixador Ismael Gaspar Martins enalteceu o espírito patriótico e exemplar de Deolinda Rodrigues e a sua contribuição activa na luta pela independência de Angola. Presenciaram o lançamento do livro, o representante permanente de Angola junto das Nações Unidas em Nova Iorque, embaixador Ismael Gaspar Martins, o cônsul-geral de Angola em Nova Iorque, Adão Pinto, e a cônsul-geral angolana em Houston, Júlia Machado. Loide Ana de Almeida Santos, amiga e ex-colega de escola de Deolinda Rodrigues, cantou algumas músicas da infância de ambas.

Sábado, 07 Janeiro 2012 23:30

Música o que nos faz…

Escrito por Sarchel Necesio

Música o que nos faz…

 

“Faz-nos sentir coisas que nem imaginávamos... a música faz-nos e dá-nos muito...”

 

 

Devo dizer que a vida sem música não tem qualquer graça, não tem qualquer cor, a música dá cor à vida, vivacidade e sabor! É um verdadeiro arco-íris num dia em que chove e faz sol, traz todas as cores consigo... fica a nosso critério escolhermos a que mais nos favorece nesse dia, a que nos vai vestir com o melhor tom, que pode ser de bom gosto e requinte ou não, pode ser a que nos fica melhor ou não, pode combinar na perfeição ou destoar desajeitadamente sem intenção. Essas cores podem-nos vestir de alegria, tristeza, nostalgia, paixão, ilusão, pacificidade ou orgulho.

 

 

A música tem a capacidade de despertar em nós sentimentos tais, que por vezes nem nos apercebemos, mas quando damos por nós já estamos com um outro estado de espírito... por vezes de um estado alegre passamos para um estado nostálgico, só de ouvirmos uma certa música, concerteza porque a associámos a uma outra altura, a uma outra vivência, a pessoas que entraram na nossa vida numa outra vida... Também por vezes estamos tristes, mas só de ouvirmos certas músicas parece que de repente uma seringa de fortificação preenche as nossa veias e chega a todo o nosso corpo, e também à nossa mente e alma, tornando-nos de um momento para o outro tão fortes e cheios de auto-estima numa verdadeira terapia psicofisiológica. É uma verdadeira arma de “changing-feelings” e o melhor de tudo é que podemos usar e abusar dela.

Ai ai ai... a música o que nos faz...

 

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Faz-nos querer soltar o nosso Ser mais atrevido que por vezes está bem escondido, mas existe, faz-nos querer ser o Ser mais romântico à face da terra, faz-nos querer amar num minuto, desejar nalguns segundos, pisar nuns centésimos e acordar nuns milésimos, sim... acordar para a vida, porque a música tem capacidades mil e se não existisse teria que ser inventada, porque de outra forma não valeria a pena viver! A música faz-nos viver!

Duas estudantes angolanas e uma brasileira (afro-descendente) estão desde o começo do corrente mês ministrando um curso com o seguinte tema: Cultura e Arte Africana e Afro-Brasileira: Conhecer, fruir e poetizar.

A escolha desse tema deve-se ao fato de que Arte e Cultura Africana e suas influências na cultura brasileira é um assunto que faz parte do currículo brasileiro na educação básica.

Tendo em conta a falta de reconhecimento e visibilidade das culturas tradicionais e periféricas no Brasil, Indígena e Afro-brasileira respectivamente, percebeu-se a necessidade de ser criada uma lei nacional obrigatória para inserção do ensino da cultura e história dessas comunidades na educação básica. O referido curso tem como objetivo promover vivências e reflexões acerca da lei brasileira 10639/03, a qual trata das relações étnico-raciais.

Visto que as mesmas estudantes estão se formando em Artes Visuais, elas decidiram unir o útil ao agradável e trabalhar este tema pertinente dentro da sua área de atuação.

Esse mesmo curso está em vigor desde o dia 4 de maio de 2011, e está sendo ministrado no departamento de Artes Visuais da Universidade Estadual de Londrina.

E os temas abordados são os seguintes:

  • Diáspora africana.
  • Conceito de Arte: da África ao Afro.
  • Arte africana: suas expressões artísticas da pré-história ao contemporâneo
  • Arte Bantu e Yorubá: suas influências nas manifestações artísticas brasileira.

Dentro desses temas estarão sendo trabalhadas algumas das manifestações artísticas africanas mais desenvolvidas como a pintura, a escultura, a gravura, arquitetura, a estamparia, entre outros.

O curso será ministrado através da contextualização histórica dos conteúdos, debates sobre os assuntos já citados, leitura de imagens e vivências artísticas.

O público alvo desse evento são os professores da rede de ensino que se deparam com esse tema dentro do seu planejamento e não conseguem administrar uma aula devido a falta de conhecimento sobre o assunto e suas possíveis metodologias de ensino e a escassez de material de pesquisa e de apoio.

É proposta das estudantes providenciar no final do curso um arquivo de mídia com todos os textos, imagens e atividades realizadas durante o evento para que os professores ao fim do curso tenham seu próprio material de apoio para que possam trabalhar em sala de aulas, com mais conhecimento e propriedade sobre o assunto.

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