

Uma obra literária infantil intitulada “O regresso de Kambongue” será lançada na próxima terça-feira, dia 24, na União dos Escritores Angolanos (UEA), em Luanda, pela escritora Kanguimbo Ananaz.
De acordo com a escritora, o livro é uma sequência da obra “O Avô Sabalo”, lançada em 2006, e retrata a história de um jovem (Kambongue) que depois de estar formado procura mostrar aos habitantes da aldeia onde nasceu, que tudo pode ser transformado.
Assim, conta a escritora, tudo o que o jovem Kambongue aprendeu, ensina as pessoas sem instrução, desvendando que o feio pode ser belo e que o deserto pode ser cultivado, desde que haja trabalho.
“Podemos tirar, como moral deste história, que é possível levar as pessoas a saberem que independentemente da profissão que desempenhem, todos podem fazer algo para que se auto-sustentem para que o país seja melhorado. Isso, desde que haja trabalho”, explicou.
Por sua vez, o escritor angolano Akiz Neto, ao fazer a análise da obra, referiu que “O regresso de Kambongue” possui elementos catalizadores que podem acelerar o interesse humano de apostar na sua formação.
Nascida ao 03 de Fevereiro de 1959, na província do Namibe, Mara Manuela Cristina Ananaz, de nome artístico "Kanguimbo Ananaz", é escritora há 20 anos.A escritora tem ainda outras obras publicadas tais como “Seios do Deserto”, “O Avô Sabalo” e o “Soba Kangueia e a Palavra”.
com Angop


Se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou seu mandato mais conhecido como “o cara”, Dilma tem demonstrado fôlego para se tornar a mais pop entre todos os ocupantes do cargo.
A adoração dos geeks, aqueles obcecados por tecnologia, ficou evidente após a divulgação de que a presidente não desgruda de seu iPad, o tablet da Apple. Logo pela manhã, ela devora jornais brasileiros e internacionais, verifica emails e, à noite, ainda encontra tempo para ler livros. O mais recente, uma biografia do ex-presidente norte-americano Abraham Lincoln, foi comprado pela Amazon. Mas ela também já teve sua fase de escritores angolanos, como José Eduardo Agualusa e Pepetela.
A paixão de Dilma por seu brinquedinho tecnológico é tanta que ela intimou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a propor medidas de incentivo tributário e de crédito para a popularização dos tablets.
- Ela acha que isso poderá, num prazo razoavelmente curto, significar um aumento muito grande da produtividade do trabalho, melhor aproveitamento da estudantada na escola, melhor desempenho dos professores, as empresas serão altamente beneficiadas
Estrelas
O lado pop também foi ressaltado por dois convidados que recebeu ao longo de seus primeiros 100 dias de governo. Em março, Dilma abriu as portas do Palácio do Planalto para a cantora colombiana Shakira, que veio pedir ajuda para a fundação que ela coordena em seu país. A entidade, criada pela cantora, cuida de crianças carentes.
Na sexta-feira (8) foi a vez de os irlandeses do U2 desembarcarem no Palácio da Alvorada. O vocalista da banda, Bono Vox, veio conversar sobre ações de combate à Aids e de erradicação da miséria, bandeira de Dilma. Ao final do encontro, a presidente levou os músicos para conhecer a capela do palácio.
Jornada
O que mais impressiona no ritmo que Dilma vem imprimindo ao seu governo é a carga horária. Ela chega ao Palácio do Planalto entre 9h e 9h30 e facilmente estende a jornada de trabalho até as 22h. Ela não sai de seu gabinete nem para almoçar. Na conversa com Hebe, ela justificou.
- Quem está no governo tem é de trabalhar mesmo.
Os finais de semana, no entanto, são intocáveis. Avessa ao tradicionalismo do Alvorada, Dilma prefere repousar na residência oficial da Granja do Torto. Segundo ela, o lugar tem mais cara de “casa mineira”.
É lá, inclusive, que corre solto um velho companheiro de Dilma, o labrador Nego. Presente do ex-ministro José Dirceu, que deu o cachorro quando Dilma ocupou a residência reservada aos ministros da Casa Civil, Nego virou o xodó da presidente a ponto de aparecer na televisão durante a campanha eleitoral.
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A cantora Gersy Pegado, do grupo as Gingas, apresenta dia 17, na Praça da Independência, em Luanda, o seu primeiro livro, “Gingas na Minha Retina”, no qual mostra os momentos mais marcantes das “Meninas do Maculusso”.
Segundo a autora disse ao Jornal de Angola, o livro foi escrito para servir de testemunho às gerações vindouras sobre o percurso de um dos grupos femininos mais conceituados do país e mostrar o seu ponto de vista acerca do mercado musical angolano.
“Na verdade, foi um exercício que comecei a fazer e acabou por tomar uma proporção maior do que eu esperava”, disse a cantora. Acrescentou que, ao analisar o mercado discográfico, “achei por bem justificar a minha posição, de forma que decidi contar a minha trajectória, enquanto membro das Gingas porque, para lá da performance em palco, fizemos coisas maravilhosas por este país”.
Explicou ainda que o livro, reproduzido em Portugal, foi prefaciado por Jomo Fortunato e editado pela Aviluppa Kuimbila. “O livro não anula a visão da minha mãe e professora sobre as Gingas. Certamente um dia ela irá escrever sobre esse grupo monumental que criou. Ainda assim, não me sinto alheia a este projecto do qual estou na génese e ajudei a construir desde o seu primeiro dia. Por essa razão, sinto-me bastante à vontade e feliz por poder mostrar às pessoas o orgulho de fazer parte deste grupo”, disse.
Lembrou que com 29 anos de carreira, a actividade das Gingas, que começou em 1982, vai prosseguir ainda por muitos anos. “Vamos continuar a fazer a música que a todos habituámos, mas acompanhando as actuais mudanças do mercado”. As Gingas têm cinco discos no mercado, que as ajudaram a serem elevadas à condição de um dos grupos femininos mais emblemáticos da música angolana.

O amplo acesso da população mundial aos sistemas informatizados, notadamente à rede mundial de computadores, permitiu o encurtamento de distâncias por meio da troca de arquivos e mensagens online entre os usuários da internet, o comércio eletrônico, a interação social através de sites de relacionamento, e tantas outras inovações que contribuíram, efetivamente, para a consolidação da globalização e do desenvolvimento geral da sociedade.
Nesta linha de raciocínio, o desenvolvimento da informática, a despeito dos avanços tecnológicos alcançados, acarretou na construção de terreno fértil para a criação de condutas criminosas inéditas. Assim, o computador e o software passaram a ser – ao mesmo tempo – alvo e instrumento da delinqüência cibernética.
No caso de Angola, com o avanço do numero de adeptos, o uso indevido da internet já vem sendo um problema, o aumento dosMUJIMBOS enviados por e-mail difamando empresas ou pessoas, vem crescendo gradativamente. Segundo Wanderson Castilho, perito em investigação Forense Digital e Especialista em Segurança de Informação, um caso de difamação verbal chega ao conhecimento de, no máximo, 50 pessoas. “No mundo virtual, a mesma calúnia pode ser divulgada para um milhão”, argumenta.
Para o especialista quanto mais a internet se espalha, mais a privacidade das pessoas diminui. “O aumento de recursos tecnológicos para leigos expõe as pessoas ao perigo. Fotos expostas em sites de relacionamentos, por exemplo, são sempre um prato cheio para manipulações criminosas”, explica.
O perito garante que é muito mais fácil descobrir o meliante nesses casos que em delinquências ocorridas fora da internet. Mais que ainda não existe legislação especifica para esse universo. “No Brasil onde ocorrem pelo menos 100 casos de crimes eletrônicos por dia, os criminosos acabam enquadrados em leis que, apesar das semelhanças e similaridades, não se afinam com a realidade virtual”, afirma.
É diretor da E-Net Security Solutions, bacharel em física pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Brasil, com especialização em Análise Forense Digital. Castilho recebeu, ao longo dos últimos anos, o mesmo treinamento da equipe de segurança do serviço secreto norte-americano. Desvendou mais de 500 crimes de internet - de uso inadequado de imagens e roubo de senhas a casos de pedofilia, estupro e seqüestro virtuais. É autor do Manual do Detetive Virtual (Editora Matrix).

Exibido na parede do apartamento do rapper Jay-Z em Manhattan, o quadro “Charles The First”, de Jean-Michel Basquiat, tem uma função mais importante que indicar a volumosa riqueza do morador. Ele serve como advertência ao compositor norte-americano – o sucesso para os negros talentosos nos Estados Unidos é uma armadilha.
Basquiat criou a obra de arte inspirado em Charlie Parker, jazzista que, feito ele, morreu precocemente, em decorrência de overdose de heroína. Ele colocou na pintura uma inscrição segundo a qual a maioria dos reis tem a cabeça decepada. Quando se torna notável, um indivíduo se transforma em alvo de caça – querem a todo custo roubar-lhe a coroa. Sempre que pode, Jay-Z olha para o quadro, vê o próprio reino ameaçado e se contenta por contrariar a regra. Ele garante ser possível ter fama sem perder a alma.
“Charles The First” revela a personalidade de Shawn Corey Carter, de 41 anos, nome verdadeiro de Jay-Z, um dos negros mais influentes dos Estados Unidos. Segundo a Billboard, ele é o artista solo com mais álbuns número um da história, tendo ultrapassado Elvis Presley. Ele mesmo se chama de “o novo (Frank) Sinatra” no rap “Empire State of Mind”, que ameaça desbancar “New York New York” como o hino da Big Apple.
Empresário bem-sucedido, dono de fortuna de mais de US$ 450 milhões, segundo a Forbes, e casado com a cantora Beyoncé, ele não esquece o passado pobre e violento em Marcy, conjunto habitacional do Brooklyn, em Nova York. “A vida no Brooklyn está queimada na minha pele como uma marca”, ele escreve em “Decoded” (Spiegel & Grau, 320 páginas., US$ 35), livro recém-lançado que eleva o rapper à condição de poeta. “Decoded” chegou no último dia 5 ao terceiro lugar da lista de livros de não-ficção mais vendidos do New York Times.
Em “Decoded”, Jay-Z comentou 36 de suas composições, quatro das quais à espera de gravação. Ele emprega no livro a gíria das ruas e o ebonics, inglês falado pelos negros do Norte dos EUA. De saída, conta como se apaixonou pelo gênero musical quando, aos 9 anos, presenciou outra criança rimando no conjunto habitacional onde morava.
O garoto se chamava Slate e, em transe, cantava para uma roda de adultos. Durante 30 minutos ininterruptos, Slate disparou centenas de versos. Jay-Z saiu impactado. Nas semanas seguintes, preencheu com rimas o espaço em branco dos cadernos escolares. E criou o hábito de anotar, num pedaço de papel ou num canto da memória, todo verso nascido inesperadamente.
A preocupação naquela fase era “descrever o conteúdo da mente de uma criança”. Inventado por imigrantes caribenhos no Sul do Bronx, o hip hop engatinhava no início dos anos 1980. Segundo Jay-Z, desde o berço o rap descreveu a realidade pobre dos negros. Mas para evoluir lhe faltava conteúdo próprio. Não bastava mencionar o que comiam ou viam, era preciso expressar o que havia na alma. Jay-Z não podia ser poeta sem primeiro perder a inocência. A caminho da adolescência, ele foi abandonado pelo pai. Superou o trauma 20 anos depois, ao perdoar a ausência em um encontro meses antes da morte do progenitor.