Ecologia e Meio Ambiente

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A debandada geral de uma colónia de sapos num lago em L'Aquila, Itália, dias antes de um sismo em 2009 surpreendeu uma equipa de investigadores. Depois de anos de estudo concluíram que estes anfíbios conseguem prever os tremores de terra com vários dias de antecedência.

A bióloga da Universidade Aberta do Reino Unido, Rachel Grant, monitorizava uma colónia de sapos-comuns (Bufo bufo) num lago em L’Aquila, Itália, quando tudo aconteceu. “Foi dramático. Em apenas três dias, a colónia passou de 96 sapos para zero”, disse a investigadora à BBC, que publicou os seus dados na revista Journal of Zoology.

O estudo revela que os sapos “mostraram um comportamento muito pouco habitual antes do sismo de magnitude 6.3 na escala de Richter em L’Aquila, em Itália, a 6 de Abril de 2009”. “Dias antes do sismo, os sapos desapareceram subitamente dos seus locais de reprodução num pequeno lago a 75 quilómetros do epicentro e só regressaram depois de uma série de réplicas”, acrescenta o estudo.

Pouco tempo depois, Rachel Grant foi contactada pela NASA (agência espacial norte-americana), que estudava as alterações químicas que ocorrem quando as rochas estão sob stress extremo.

 

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Com base em testes em laboratório, a equipa de sete investigadores coordenada pelo geofísico Friedemann Freund, da NASA, concluiu que os animais detectam as alterações químicas na água subterrânea, causadas pela libertação de partículas através das rochas na crosta terrestre que estão em tensão, devido às forças tectónicas antes de um sismo. Esta cadeia química pode afectar o material orgânico dissolvido nas águas de um lago, transformando materiais inofensivos em substâncias que são tóxicas para os animais aquáticos.

Segundo a equipa de investigação, que publicou as suas conclusões na revistaJournal of Environmental Research and Public Health, os animais que vivem nessas águas ou perto delas são extremamente sensíveis às mudanças na sua composição química. 

Os investigadores acreditam que biólogos e geólogos podem trabalhar em conjunto para preparar melhor a chegada de um sismo. Freund diz que o comportamento destes animais pode ser apenas um de uma cadeia de eventos que podem prever um sismo. “Quando compreendermos de que forma estes sinais estão ligados e se virmos quatro ou cinco a apontar na mesma direcção, então podemos dizer que algo está para acontecer.”

 

Via Publico 

A Palanca Negra Gigante faz parte do imaginário colectivo de todos os angolanos. A selecção nacional de futebol intitula-se “Palancas Negras” e o animal foi usado como inspiração para o logotipo do CAN 2010 e da companhia de aviação TAAG. Foi desenhado um selo de correio, da autoria de Horácio da Mesquita, em sua homenagem.

 

No final dos anos 80, os cientistas estavam muito preocupados com a palanca negra gigante, uma espécie protegida desde 1933 e um dos antílopes mais belos do mundo, cujos últimos exemplares viviam na província de Malanje.

“Temia-se que a espécie tivesse desaparecido”, recorda Pedro Vaz Pinto, o biólogo angolano que fez do salvamento deste animal a sua missão de vida.

Recorde-se que há duas grandes espécies de palancas. A “vermelha” (roan, em inglês). E a “preta” (sable) que tem quatro subespécies. A mais vulgar é a palanca “comum”, que pode ser avistada na África do Sul e Moçambique. Existe também as espécies “kirk” (Zâmbia), a “shimba” (Quénia) e a “gigante” (Angola).

Esta última só pode ser vista em dois locais — o Parque de Cangandala e a Reserva Natural do Luando — ambos na província de Malanje.

“A designação em português não é muito feliz. Embora o macho da palanca negra gigante tenha cor preta, a fêmea possui um tom castanho avermelhado”, diz Pedro Vaz Pinto. A palanca negra gigante é, sobretudo, reconhecida pelo tamanho dos seus chifres (o recorde do mundo é de 64 polegadas).

 




  • 1 O que é a Palanca Negra Gigante? A palanca negra gigante (Hippotragus Niger Variani) é uma subespécie endémica de Angola que só existe na província de Malanje.

  • 2 Existem outras espécies de palancas? A vermelha (roan), que tem apenas uma raça, ou sub-espécie.  E a preta (sable) tem quatro raças: a palanca comum, a kirk, a shimba e a gigante (Angola).

  • 3 Como pode ser reconhecida? A Palanca Negra Gigante mede de 1,90 a 2,50 metros e pesa entre 200 e 270 quilos. É reconhecida pelo tamanho dos seus belos chifres (o recorde do mundo é de 1,62 metros) que são a sua melhor arma de defesa e de ataque, longos e paralelos, curvados para trás. Há outros sinais visíveis tais como não ter uma faixa branca no focinho.

  • 4 Quem a descobriu? Frank Varian, em 1909, um engenheiro belga que trabalhava nos caminhos-de-ferro de Benguela. Graças aos seus cornos distintivos, é considerado como o mais belo e nobre de todos os antílopes.

  • 5 Onde pode ser encontrada? 
É dos grandes mamíferos mais raros do mundo, com uma distribuição geográfica muito restrita. Em Angola só pode ser vista em dois locais: o parque de Cangandala e a Reserva do Luando, ambos na província de Malanje. Nunca foi confirmada a sua presença fora destes locais. E nunca foram exportados quaisquer exemplares vivos de palancas negras gigantes para outras reservas, centros de reprodução ou jardins zoológicos.

  • 6 Desde quando foi considerada uma espécie protegida? 
A palanca negra gigante está incluída, desde 1933, na lista de espécies sob protecção absoluta (Classe A) 
pela Convenção para a Protecção da Fauna e Flora Africana. Está também listada pela CITES (Convenção Internacional para o Intercâmbio de Espécies Selvagens de Fauna e Flora) e na Lista Vermelha da IUCN como uma espécie “criticamente ameaçada”.

  • 7 O que se está a fazer em Angola para a proteger? Foi criado o Santuário da Palanca Real em 1938, depois elevado à categoria de Reserva Natural Integral do Luando em 1955. Dois anos depois, para protecção adicional contra a caça furtiva, foi estabelecida uma multa de cem mil dólares pelo abate de cada animal. Após a descoberta de manadas de palancas na área da Cangandala criou-se, em 1963, a Reserva Natural da Cangandala que, em 1970, foi declarada como um Parque Nacional.

  • 8 Quais são os principais hábitos da espécie? A palanca negra gigante vive em terrenos arborizados, em “haréns” de 10 a 30 animais, com um macho dominante ou em grupos celibatários de machos, sempre junto a cursos de água permanentes. O seu período activo ocorre durante o início da manhã e ao cair da tarde. Alimenta-se de ervas e folhas.

 


  • 9 Quem são os seus inimigos? Os seus principais predadores são a hiena, o leão e o leopardo. Mas o pior de todos é, sem dúvida, o homem. Por ter sido caçada até à exaustão chegou a julgar-se que a espécie já estava extinta.

  • 10 Quando é que pode ter crias? A palanca negra gigante atinge a maturidade sexual entre os 2 e 3 anos de idade. O período de gestação é de 9 meses. Na estação húmida a fêmea gera uma cria que desmama aos 8 meses. A mãe mantém-a escondida durante os primeiros dez dias de vida.

 

PlatinaLine/O Pais

 

O segundo semestre da promotora de espectáculos Casa70, localizada em Luanda, está preenchido com quatro eventos previstos para Setembro, Outubro e Dezembro, com grande destaque para as actuações da Banda Maravilha, Yuri da Cunha e Paulo Flores.

 

De acordo com a programação da promotora , a 2 de Setembro o espaço será reservado para a "Farra da Casa", numa atracção voltada mais para o público adulto (kotas), enquanto nos dias 13, 14 e 15 a Banda Maravilha centralizará as atenções com concertos para a gravação de um DVD ao vivo.

 

Para esta empreitada, a banda contará com as participações especiais do brasileiro Emílio Santiago e do cabo-verdiano Tito Paris. Além desses nomes, Paulo Flores e Carlitos Vieira Dias completam a lista do elenco convidado.

 

Entre 27 e 29 de Outubro será a vez de Yuri da Cunha e seus convidados, deixando por definir Novembro, enquanto o fecho da temporada acontecerá com o habitual Paulo Flores, que já se tornou tradição nos últimos três anos.

 

Os shows estão marcados para 7, 8, 9 e 10 de Dezembro, sendo que contará com a presença de alguns convidados cujos nomes ainda não foram anunciados.
Terça, 21 Dezembro 2010 15:56

Animais regressam ao Parque Nacional da Cameia

Escrito por Sarchel Necésio

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Cameia - Várias especieis de animais que tinham fugido do Parque Nacional da Cameia, localizado na província do Moxico, estão a regressar ao seu habitat natural, informou hoje à Angop, o administrador do respectivo parque, Henriques José dos Santos.


A fonte explicou que animais como Quelengues, Palancas e Leões, entre outros, que durante o conflito armado atravessaram a fronteira rumo as Repúblicas da Zâmbia, Botswana e Zimbabwe, estão a regressar em manadas.

 

Henriques dos Santos louvou o comportamento dos caçadores furtivos que não estão abater os animais de forma indiscriminada.

 

Apontou como principais dificuldades a falta de fiscais para a cobertura dos mais de 14 mil e 450 quilómetros quadrados. Com quatro postos fiscais, apenas existem 12 funcionários, número considerado muito ínfimo.

 

No Parque Nacional da Cameia existem animais como songues, núces, javalis, tungo, hienas e raposas.

O Parque Nacional de Cameia definido como Reserva de Caça em 1937 e transformado em parque em 1957.

 

 

O Parque está limitado a Leste pelo rio Zambeze, a Sul pelo rio Luena e a Oeste pela linha do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB), que o atravessa a Norte.

Grande parte do parque é constituída por planícies inundadas por grandes rios que fazem parte da bacia hidrográfica do Zambeze, tais como o Luena, Lumeji e o Chifumage.

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