
É com muito desagrado que afirmo que por mais que tenha tentado fugir desse assunto, ele sempre perseguiu-me. Fiz de tudo, mas não deu. Faz parte do meu quotidiano, faz parte da minha vida. Afinal de contas, da política ninguém foge! Precisamos debater mais, encontrar formas de entrar em acordo e assim podermos ter a bendita paz que todos almejamos.
O 4 de Abril chegou, mas parece que as coisas andam meio inalteradas. Por essa razão, tive que fazer algumas mudanças nos assuntos daqui da "Coluna". E por mais que pareça impossível, a culpa dessa mudança de rumo deve-se simples e solenemente à vocês! Sim, vocês, mulheres! Mais uma vez, vocês voltaram a mudar a minha vida. Aproveito desde já para dizer que eu refuto-me a falar das angolanas devido ao mundo "externo-planetário" em que elas vivem, tornando impossível compará-las com as mulheres. Está mais do que explicado através das várias teses sócio-científicas apresentadas aqui que Deus fez o homem, a mulher e a angolana. Não necessariamente nessa ordem, pois sabemos que a Eva era angolana.
Pois então, porque razão iria eu me rebelar e começar a politicar de vez?
Simples! É que os homens podem ficar o dia todo a dar sopa, sem fazer nada, olhando para o tecto ou mesmo tirando "kibokolo" do nariz que a sua namorada não o incomodará. Nem um pouquinho. Te deixará quietinho. Entretanto, apartir do momento em que pegas no comando da TV para assistir uma série interessante, um jogo mega envolvente...
No mínimo, queres apenas 30 minutos ou aqueles 90 minutos do jogo só para ti, mas ela não deixa. Quando se trata dum jogo de futebol, é como se ela se recusasse a falar contigo nos intervalos. Ela vai se esconder a espera do momento que precises de paz. O que realmente me deixa entretido, apaixonado e confuso com essa habilidade feminina, é que ela só faz isso quando estás a curtir a cena. Se a suposta atracção televisiva estiver podre, ela vai te deixar. Se estiveres a assistir um Sassame do Kwanza-Sul contraFerrovia de Benguela, Kambondo de Malanje - Dínamos do Sambizanga, jogos que desafiam todas as leis das posições e do movimento físico de tão lentos que são, onde um remate à baliza permite ao guarda-redes beber um copo de água antes de defender e levar 1 minuto só de salto em direcção à bola; a sua namorada nem vai te olhar. Mas se entra um jogaço, tipo "Zula" contra "Zuata", Os Nús contra Os de Meia... Que lá vem ela, gingando, rebolando, disputando a tua atenção com a TV. Ridículo! Aí, você já sabe, ela quer guerra, quer disputa, quer ver quem é quem.
Todavia, isso a gente já sabe. Isso é o pão nosso de cada dia, todo mundo sabe e fala disso. Isso já nem gera mais confusão.
O que mata qualquer homem, e dá vontade de acabar com o Savimbi que há dentro de qualquer mulher é no momento em que vocês estão na cama, após sérios confrontos entre as forças de libertação nacional e a frente nacionalista, onde muito suor e sangue rolou pelos lençóis, os olhos bem no fundo, sem garra alguma, estás com um sorriso no rosto, do tipo: Ela hoje me sentiu, fogo!
Queres apenas dormir e curtir o sabor da vitória, e de repente começas a ouvir um chiado, um "zum-zum-zum" a vir do fundo, como se estivessem a sintonizar um rádio; na verdade, ela estava mesmo sintonizando um rádio. Rádio 5 a bater naquela lenha, muito relato, você não se aguenta mais, levantas bandeiras da paz, chamas o Durão Barroso, queres assinar não sei quantos acordos com os "kwachas"... E nada! Ao invés dela respeitar o cessar-boca, ela entende que aquele é o grande momento para falar sobre o dia dela, avida dela, a vida das amigas, segredos, planos, e sei lá mais o quê! Ai uê, "Ngana Zambi lelô", hoje vão matar o teu filho na cama do calvário. Você pausa tipo: "Esperinda", é "memo" agora que você quer falar isso? Você "num tá" a ver já os meus olhos como é que estão?
O pior não é ela falar, mas também pedir a sua intervenção; bem pior ainda, quer discutir a relação.
Vamos Lá Ser Sinceros! Isso é muito gozo e abuso de poder. Será que vocês (mulheres) pensam que a cama é a Jamba? Na cama é para ter paz e prazer. Eu não entendo. Antes de entrarem para as trincheiras, nunca têm nada para dizer. Após o homem já não ter mais forças nem para levantar um dedo... O Vasquinguri começa a entrar no corpo da sua parceira, e só ouves: "blobloblorarararararararra, blababalarararra"...GOOOOOOOOOOOOOOLOOOOOOOOOOOO! O homem acorda espantado e grita: É do Akwá!
Estrilho "guda" que se arranjaste! - Afinal "num" me ouviste, afinal "uououô"!
Alguém tem que morrer, esqueçam esse acordo de pássaros que não voam.
Epá, minhas irmãs, "num" é por "male", mas apostem mais no diazepam depois de tudo e nos deixem dormir em paz!
Pausado a pensar em todas as brincadeiras falhadas em que meti-me ao longo da minha infância. Lembro-me que quando mais puto, todos os meus amigos, mas todos "memo", até aquele que eu lhe olhava com desdém, faturavam no Beijinho-Beijoca. Todos! Havia sempre aquele amigo que eu olhava para a cara dele e dizia: Com essa "chipala", esse não vai à lado nenhum. Na verdade ele não ia a lado nenhum. Vinha sim, uma miudinha e lhe tacava um beijo da "bitoca". Eu ficava tipo - Xê, você "num" vê bem? - Mas é que eram todos, menos eu!

Eu até já andava com os dedos todos destrancados para ver se alguém me mandava ir beijar alguém, mas cedo descobri que as que aceitariam que eu as beijasse eram as que fizeram com que até hoje eu usasse óculos, meninas que o meu padrão de beleza estava um pouco acima daquilo que as suas lindas e fofas carinhas poderiam oferecer. Ok, também não era tão mau assim, nenhuma menininha vinha me beijar, então eu ficava aí tipo já só o experiente que não se borrava nesses mambos.
Se beijinho-beijoca eu já travava até cheirar queimado. Nem me perguntei se algum dia brinquei "papá e mamã"! Por favor, não façam isso. Não acho bom partilhar traumas com as outras pessoas.
Daí, saltei para o "futeco".
Se um dia alguém duvidar da minha nacionalidade, eu só lhe direi: "Mô" irmão, "num parla" só muito à-toa, vá buscar uma bola e atire no meu peito.
Desde miúdo que eu sou um prodígio do futebol angolano ("num" é por mal, mas hoje estou a me gabar mesmo), porém nunca descoberto. Era aí que eu dava o show. Eu era tão podre, mas tão podre a jogar bola, que há muito que eu deveria ser titular indiscutível da selecção angolana de futebol. E ainda sou, diga-se de passagem. Já cheguei a ler livros sobre como jogar futebol; para verem bem a gravidade das coisas. E mais uma vez, todos jogavam bem, menos eu.
Agora... Há algo que eu não sei se era brincadeira, ou se era outra lenha qualquer.
O nome? Ir à Cintina!
A cena consistia basicamente em ir cagar na baixa.
Cortamos a transmissão para um pequeno intervalo: Caro leitor, avizinham-se cenas muito fortes. Se você só cresceu na cidade, se você é sensível, se você éfrescuroso. Está na hora de fechar a página desse blog e navegar para um outro sítio.
Voltamos à novela de hoje:
O "people" que cresceu nessas "bandulas" de Porto-Amboim, Sumbe, Lobito, Benguela, Lubango... Sabe bem do que falo. Nesse exacto momento eles estão a gritar: Ai! "Num" acredito!
Acredite meu irmão.
Nós, os "ndengues" daquela época, tínhamos todos um metabolismo muito acelerado e sincronizado. Logo após do almoço... Cintina "time". A casa-de-banho da casa dos meus avós, por exemplo, estava logo ali. Mas eu e os meus primos (e primas também) dizíamos que na casa-de-banho não "kuyava". Tinha que ser lá! Lá na Cintina, lá na baixa, lá no cemitério "excretal", lá, onde todo o excreto faleceria.
Reuníamo-nos em grupo. Perca de 10 crianças no mínimo. Todos bem empapuçados por causa do pitéu que tinha mais funge do que carne. Era muito funge a se afogar no molho porque na mesa os "kotas" serviam primeiro e quando a panela chegava até aos "caçules", já lá estavas tu com um nó na garganta e vontade de chorar. Passavas a colher na panela e saía um destravado "iiiiiiiiiiih".
Mas lá a gente ia. Tínhamos um conhecimento exacerbado em aritmética. Todo mundo aí delineava o seu perímetro. Essa área é minha. Posição de ataque... E era "créu"!
Detalhe mais importante nisso tudo: Ninguém levava papel higiênico!
Era voltar a subir a montanha, bem nús da nossa vida e descer aquela cena com o rabo acoplado à terra. A gente dizia: Agora é só "escurrular"! E não saía nem uma feridinha. Ficava novinho tipo bunda de bebé.
Mas nem sempre a gente tinha vontade de subir obviamente. Então... Olhos de águia!"Mbora" lá procurar por uma pedra que não tenha sido violentada ainda. E com a pedra mesmo a gente limpava o "dispantintam"! Não havia rapaz, não havia rapariga. Era tudo na Cintina! E lá, nas nossas "carmosines", trocávamos várias ideias. Reclamávamos do tio que limpou toda panela ou do "catumbete" que não saiu bem.
Depois de apedrejar bem as traseiras, a gente se levantava e "qualê" lá lavar a mão?! Por isso é que eu disse. Fecha a página. Acabávamos a cena e íamos pegar numa fruta qualquer em que você mesmo é que subia na árvore para tirar.
Hoje em dia, já grandinhos, passam por mim moças que vi a se esfregarem no chão da Cintina para se soltar do "pelendoce" e que já nem cumprimentam. Ser adulto vos trouxe amnesia, só pode!
Eu passo, e olho, mas que tipo de fezes é que eu tinha na cabeça no lugar dos miolos que me faziam crer que ali era melhor que uma casa-de-banho?
Mas Vamos "inda" Lá Ser Sinceros... Isso "anssim memo" era brincadeira?
FELIZ MÊS DAS CRIANÇAS!

Quando o assunto em questão paira sobre os sentimentos, a inquietável pergunta que atiça qualquer mente é: Qual dos sentimentos existentes é o maior?
Será o amor, o ódio, a inveja, a cobiça? Qual deles nos deixa mais conectados à outrem ao ponto de termos premonições quando algo estiver a acontecer? Qual?
Após muitas invenstigações, cheguei a conclusão que nesse mundo não existesentimento maior ao que os polícias de trânsito de Luanda sentem pelos condutores automobilísticos. Minha "jimanas", "mô jimãos"; vocês sabem que os meus estudos não estão errados! É algo peculiar, meio que inexplicável.
Quando estás com todos os documentos em dia, ninguém te para. Podes meter uma cara de parvo, muito sério, descontraído, atento, podes até dançar kabetula sem pegar no volante. Eles não vão te parar nunca para averiguar a sua documentação. É como sepressentissem.
Mas esquece só qualquer lenha em casa. Deixa só numa pasta qualquer. Perde só um documento. Ah! Vais saber bem! Hás de sentir o luxo a entrar em sua vida. É que o"bongô" só não se atira já no asfalto por sorte, quando estás prestes a passar por ele. Porém atinge velocidades supersónicas, tais como a do Jet Li no filme "The One" só para te multar. Você vê ele a vir à distância, abrindo alas, os lábios murmurando a dor de te ver passar, a concordar com o Waldemar Bastos, és bom como o milho, enquanto se desprende dele um sonoro não, te seguindo como se fosses a salvação da vida dele, a manteigar o pão, sabendo que tu certamente vais dar aquela gasosa bem gelada. E quando ele te alcança...
Em certas ocasiões até, nem precisas esquecer nada em casa. Basta mesmo cismarem contigo, e já está. Ele começa:
- Faculte-me a sua carta de condução e os documentos da viatura.
E tu obedeces. O polícia constata que está tudo bem com os documentos; começa a inspecionar a viatura e não tem como, está tudo bem novamente. Aí, ele aproxima-se novamente de si, e dá um grande golpe: A sua pen-drive, começas a tremer, estás perdido, acho que te apanharam. Mas por qualquer "fesada", encontras uma pen-drive e entregas ao polícia. Que afronta! Ele concentra-te bem, e no coração dele diz: Já sei como te apanhar... E como um passo de mágica, ele grita: Queira ceder-me imediatamente o seu disco do Coréon Dú! "Game Over"! Hora de facultar a "paca".
Depois da árdua e complexa negociata, só uma dica cintila em sua cabeça: Como é que com tantos carros a passar ele só viu à mim? Esses "kotas" têm feitiço.
Tipo nada, mas ele te mete "memo" a cantar o "dibinguilê".
Parece brincadeira "nê"? Mas não é! É uma situação triste, porém, os nossos trânsitossão "ngapas"! Yá, são "grandas xiras". Eles amarram umas "mabangas" no peito e umas cordas na cintura, no pulso e no tornozelo. Sempre que um desencartado passar a frente deles, as cordas começam a apertar.
Existe uma certa hierárquia. Se o interpelado estiver rebentado (sem a "uata"), a corda do pé aperta; quer dizer um "kumbú" de leve, nada de mais. Quando estás com duas infracções e tens dinheiro, a corda da mão não só aperta, como também ajuda o polícia a apontar o infractor com precisão. E se o indíviduo está com muita massa mesmo, as mãos do senhor agente ficam super geladas, sangue "quas" que "num" passa lá mais e começa já a bater palmas automaticamente.
E assim eles conseguem distinguir quem deve ser o escolhido em cada operação stop. Agora... Quando entras na contramão, passas o vermelho ou tentas fugir à um agente motoqueiro! Ah mamamamamamamamamã! Lelô, aka suku yanguê! O polícia já "ua futuka", a encostar com uma cabeça bem grande tipo dólar!
As "mabangas" dos "políces" começam já a chacoalhar, eles ficam todos vascolejados, e... Aí sim, a corda que ele tem na cintura começa a apertar, quase que se dá o primeiro caso mundial de asfixia cintural. Para acabar com tudo, calha-te num fim‑de‑semana; assim que ele te agarrar, só não mete a mão dele no teu bolso por dádiva alguma do além; você não há de lhe dar apenas uma gasosa, mas sim a famosa fórmula secreta da Coca-Cola! Vais ter que largar o salário "memo" aí no terreno, senão; bem eu acho que vocês sabem bem o que acontece à quem é avarento nessa terra.
"Num" podemos estar só aqui a se mentir, Vamos Lá Ser Sinceros meus caros camaradas!
O pessoal tem o hábito de reclamar bwé, ah porque eu "memo", eu "memo", esses senhores são corruptos, só querem gasosas para comprar cervejas e outros parlapiês de "matuje". Verdade seja dita, se eles não fossem complacentes com a concessão de multas de baixo custo, até eu que mando muita boca, já não teria a minha carta de condução. Há muito que eu mereço perder o meu baralho.
O trânsito quando te para e detecta uma anomalia, o "talo" condutor anti-corrupção é que começa a fazer olhos de boneca ao agente. É homem como você que se afirma heterossexual, um homem para as mulheres que dizem que não se vendem, mas ainda assim o tentam seduzir. "Pra" quê? "Num" é já você o "mudador" de atitudes? Só quando a batata está fria, não é? "Pro causa proque" não pedes para te multarem bem? Ham? Não pedes para levarem-te até à esquadra de maneiras a limarem-te bem o teu cabedal, darem um jeitinho na tua "muchachala" com uns bons números astronómicos porquê? Criticas, mas quando as cordas apertam para o seu carro, preferes dar uma de "Kota" Ferve!
Deixemos de "tar aqui a brincá cô vida", vamos ser sinceros com a nossa realidade e amar os polícias do mesmo jeito que eles amam à nós.
E tenho dito!

Esse assunto é que nem Moët & Chandon. Cada um tem o seu ponto de vista acerca do sabor. Uns atiram-se ao chão de desgosto, outros escrevem cartas de amor e sonetos de adágio ao produto.
Na minha África o mercado de trabalho não anda muito bom para os nossos kimbandas. Xi, parece que uma espécie de crise europeia abalou completamente as estruturas de quem há muito trabalha nessa área com amor e carinho. Tudo porque um macumbeiro europeu não é um simples macumbeiro. Ele é um mago! Um homem que congrega em si um "kibuto" rijo de conhecimentos, todos querem o conhecer, e estar ao seu lado, são sucesso absoluto. Pois é, um feiticeiro no qual você deve deixar os "i’s" soarem bem; para o europeu você tem que afinar e muito.
Já um africano… Ai um africano! Até eu se apanho um "feticero" dessa estirpe piso-lhe no peito e lixo-lhe a "muchachala" toda juntamente com o cabedal. Tal como a trotinete de madeira que começou cá e regressou metalizada e muito cara, o mesmo aconteceu com a feitiçaria. Só é bonito se for "Made in Europe". Doutra forma, "mbora" lá matar os camaradas.
Entretanto com essa cena de globalização e tecnologia, surgiu a macumba online. O que fez com que muitos homens de "pembas" largassem a função. Você recebe um e-mail ou um post no Facebook detalhando uma estória, e no final: Reenvie senão a sua mãe morre. Muitos enviam e reenviam, mas sinceramente; adianta mesmo? É muito trabalho para pouca gente. Quer dizer, tirando os pedidos que chegam nos gabinetes dos "chiras", agora também têm que matar as mães de milhões de desconhecidos? E para piorar nem metem o endereço. Ah, porque a tua mãe vai morrer se não reenviares. Assim o coitadinho do "kimbanda" vai lhe apanhar aonde? Como é que ele vai montar a "tala" (mina terrestre tradicional)? Ham?
Se antes, os bruxos bungulavam em sua porta ao som de músicas sem ritmo, materiais gastos e tal, o que faziam com que as danças saíssem mal; de lembrar também que dispunham de poucos toques de dança, eram mais jaracuzas, poperôs e gato preto; diminuindo assim, o grau de efectividade das suas acções drasticamente por gastarem muita concentração ao escutar a música de ataque e repetir muitos toques.
Hoje em dia, eles cruzam já com um dj de renome tipo o Malvado ou mesmo o Kapiro na porta das suas vítimas. O dj põe-se a “suculentar” muito som rijo a saírem numas JBL e o kimbanda puxa o seu portátil e começa a mandar os toques na porta. Em caso de dúvida ele pode rapidamente aceder o You Tube e checar um toque novo que já esteja a rolar.
Sabendo que as coisas funcionam mais à base da proximidade, e no caso das "talas" é fundamental que o "kota bwé" saiba aonde a sua vítima irá passar para que possa pisá-la. Como é possível vocês quererem matar alguém por e-mail?! Co-mo? Assim "memo" se isso fosse possível vocês acham que os Estados Unidos da América iriam vos deixar em posse dessa divindade? Achas que iriam destruir nações quando poderiam apenas mandar um e-mail para o Saddam Hussein, Muʿammar al-Qaḏḏāfī ou mesmo para oOsama Bin-Laden? Era só um e-mail e já era!
É que seria festa grande! Estás furioso com alguém, e simplesmente dirias: Só se nunca mais abrires o teu Facebook ou a tua caixa de entrada de e-mail, porque eu vou te mandar uma pemba rija. Todo mundo estaria a correr das redes sociais porque estariam a se"bondar" por tiros online! Queres a namorada de alguém, era só mandar: Se não enviares para 3500 pessoas a tua namorada será minha. É que para pôr o "me gosta" não seria mais aquele trabalho todo de ter que "tramancar" o biquini da pinta para se fazer o grande trabalho. Tudo seria mais rápido e ao alcance de qualquer um.
Vamos só Lá Ser Sinceros! O que é que leva alguém a reenviar essas macumbadas electrónicas? Será o simples apetite de cair numa estupidez? Querer reconhecimento da sua falência neuronal?
Assim mesmo sentaste, leste, e logo após gritaste: "Uauê, "lelô"! Deixa enviar agora "memo", antes morrer a mãe do meu amigo (porque você envia ao seu amigo) do que a minha! Se a "kota" então entregar as pastas (bater as botas), vais assumir a autoria do crime? Isso é o cúmulo do medo e da superstição, misturada com 15 colheres de egoísmo numa solução já saturada.
Falando em crime... Será que esse tipo de desacato deveria ser considerado como uma tentativa de homicídio culposo?
Por outro lado; será que eu é que estou enganado e no final das contas são todos uns bruxos aqueles que enviam essas mensagens aos outros? Pode ser que tenham ido à um "kimbanda" buscar feitiço mas antes de receber o pau deveriam enviar 150 e-mails aos seus amigos pedindo para reenviar, senão nada feito.
Pensando bem, a tecnologia deve ter mesmo afectado tudo. E como no caso das superstições nós raramente sabemos quais têm sido as inovações, se calhar os bruxos estão mesmo a criar esses posts e a publicarem no "wall" dos seus amigos. Pelo sim, pelo não, vamos deixar os pancos se divertirem um pouco.
O pior será se no final de tudo, eles estiverem com a razão!

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No princípio era Adão, Eva e os sogros do Adão. Depois daquela grande borrada, só mesmo os sogros para segurarem o mano Adão com a Eva. Os tempos foram passando e os sogros decidiam e mantinham os seus genros.
Porém os pais da Eva não erão imortais, e para o mano Adão não "sapar", Eva teve que mandar vir reforços. Caim e Abel.
E assim começou a era da barriga de segurança.
Como nada dura para sempre, Adão, só queria já assumir os filhos. Trocando muita das vezes a Eva pela Minga.
Foi aí que Eva pensou:
Que homem é esse que não quer que uma mulher tatue o seu nome numa das partes do corpo? Que homem? Para qualquer homem, essa seria uma perfeita demonstração de fidelidade, porque "num" vamos estar só aqui a se mentir. Que se dane o amor, todos querem fidelidade. É como se ninguém mais fosse ter a possibilidade de plantar qualquer lenha que fosse naquele terreno. É seu e só seu. Não haverá obras embargadas, muito menos reservas fundiárias. E assim todos viveriam felizes para sempre!
Entretanto, dessa vez a Eva não precisou da cobra para se "payar".
Na vida real todo homem quer isso, nem que depois venha a se arrepender por ter permitido tal acto. No momento, no fundo "memo" do cérebro, no macôco do coração,ele quer.
Só que queremos duma forma surpreendente. Sem precisar falar. Duma forma arrebatadora, que leve com ele o fôlego e nos faça soluçar que nem bonecas. Porém... E é aqui que a realidade começa a portar-se mal. As coisas acontecem um pouco fora do seu"timing".
A maior parte das mulheres recorrem à esse método de pesca quando já se sentem inseguras. Para provar que não há razões do rapaz se afligir, elas tentam dar o xeque-mate, com uma jogada supostamente mais certeira do que a barriga de segurança. Só que se esquecem, que o comportamento não mudou por insegurança. Qualquer ser-humano inseguro corre atrás. Quem gosta de perder? Preferimos deixar perder.
Com essa jogada ela acha que ficará tudo bem. Bem, ele realmente fica eufórico. Começa já a imaginar os "kambas" a se baterem no chão, com um ar nebuloso de incredibilidade. Respeitando e reverenciando o camarada. Mesmo se ele fosse um cabo no grupo, subiria já para general. Afinal, tatuagem é tatuagem.
Agora, para quem ainda não foi presenteado com uma tatuagem, o que fazer?
Vamos Lá Ser Sinceros!
Se fizeres uma análise profunda como o nosso IRE (Instituto de Relacionamentos e Estatísticas). Hás de notar que o segredo da tatuagem está na "bofatada" e nos maus-tratos. Sim, sim, sim, sim! Está tipo brincadeira "nê"? Parece mentira? A verdade é "memo" assim, totalmente surreal.
Toda dama que tem o nome tatuado sofre grandes grelhas palmares na relação. Ao invés de ser elevada ou posta no pedestal, é promovida à saco de pancada. Se lhe pisarem no peito então... Até o nome do tataravô ela colocará no pescoço.
Não sei agora se o "madiê" quer tirar a tatuagem com "suquetos" da cara da dama, mas é assim mesmo que acontece!
A maioria delas já nem merecem ser chamadas de angolanas. As angolanas são poderosas. Mas epá, com a facilidade de contacto que temos agora com o Dubai, é bem provável que algumas estejam a ser importadas.
Normalmente, as que costumam tatuar, já sabem que tem uma fulana no pé do fulano, ou que a "ex" quer voltar, ou que já não lhe dão tanta atenção, ou porque quer provar que aqueles que passaram na vida dela não chegarão aos pés dele.
Uma análise muita lógica, digna de uma grande jogada de xadrez. Se não fosse o facto de fazerem isso pelos homens errados. Que pelo que temos vistos... São muitos, senão mesmo todos. Ou será que a culpa é mesmo do dedo podre das nossas magnânimas? Será que escolhem os seus homens com o cotovelo?
Mas minha "wi", me diz "inda" se já estão a te pontapear, que tipo de minhoca é essa que fura as suas membranas neuronais e a faz tatuar? Depois, quando trocam de namorado, vão meter um monte de flores em cima do nome para disfarçar. Você até olha no pé dela e diz: Aqui tipo estão a jogar "bica-bidom", tem algo se escondendo nesse arbusto.
"Num" tranca só a cara tipo "tou" a mentir; para e pensa antes de abanar a cabeça: A sua amiga que tatuou o nome do seu mais-que-tudo, lhe tratam bem?
Você sabe a resposta. Ela deveria ser chamada de Criollitas de tanto lhe bolacharem.
Tem muito "omem" achando que só porque ela tatuou, nenhum tropa vai se atirar lá. "Môs" manos, deixa já vos avisar: O Rambo existe!
Pelo sim, pelo não, já sabes. Queres ver seu nome tatuado com todo o amor do mundo? Coloque tudo na palma da mão e desce na cara dela. A OMA não gosta, mas funciona!
"Num brinca cô vida"!


O banco que fica na área do Lar do Patriota em Luanda foi assaltado.
Oh meu Deus! Aonde é que esse mundo irá parar? Estou tão triste pelo sucedido.
Xê! Vamos Lá Ser Sinceros! Esses truques de boneca aqui não. Recebi essa notícia como se me dissessem que o meu filho acabara de nascer! SENSACIONAL! Estava tipo o Ludacris, da minha boca só saía: Yeah, baby yeah!
É que eu, e muitos outros "usuários" das redes bancárias daqui da banda estamos fartos de entrar no banco a rir, e sair a chorar.
É sempre a mesma cena: - O senhor vai nos desculpar, mas não temos sistema.
Chegas já bwé sério, a transpirar e tudo, lá um dos agentes te atende todo prestativo, depois de comeres uma boa bicha do focinho, ele demora lá uns 20 minutos e depois olha para si, você ri, o seu coração grita "PACA NA HORA", e ele diz: O sistema acabou de cair. Mas... Seu... Olha... O que é que o senhor estava a fazer enquanto o sistema estava de pé?
Começamos a achar que o "talo" sistema ou tem poliomyelitis ou está a fazer "tentem"; quer dizer, está a aprender a andar. Quando não há sistema, não há dinheiro.
Entretanto, o que mais me surpreende é nada mais, nada menos, assaltarem um banco e... Vejam só... Conseguiram levar o "kitadi"! Co-mo?! Como é que conseguiram fazer isso? Quer dizer, "pros" gatunos têm sistema "nê"? Para vos roubarem, vocês até conseguem arranjar sistema, para os gatunos levantarem o dinheiro condignamente. Mas quando é o "mô kumbú", de ir lá levantar honestamente, "num" me dão. Ah, porque"fiôko-fiôko o sistema "bônho"!
É "pro causa pruque" porquê então?
Assim para levantar quatro mil kwanzas, terei antes que empunhar uma arma e assaltar o banco? Chego lá, todo bem vestido, porque se estiver mal vestido não vão me dar mesmo, e digo: Quero assaltar quatro mil kwanzas dessa conta aqui. Ham, a propósito, quero factura. E daí ponho-me a correr.
Pelo que pude apurar, os bandidos quando chegaram na agência, não deram tempo à ninguém. Aquilo foi chegar já pisando no peito dos guardas, grelhas nas caras das agentes, o sistema tenta cair, simulando um desmaio, mas eles eram mais "fididos", agarraram o sistema, "bofatadas cô o sistema", quem é que disse que o sistema "num" levanta para poderem tirar o dinheiro à vontade. Quem? "Tás a brincá cô vida ou quê"?
Lá os bandidos saem do banco e sobem no carro para fugir, tipo em Joanesburgo, só que com mais engarrafamento. Eles ficam presos no engarrafamento, o sistema sai e corre na rua a gritar: Eles estão aí! Os polícias também sobem nos seus carros, mas também muito engarrafamento com eles. Até conseguiam ver os bandidos lá em frente, mas estava a fazer muito sol e os polícias não queriam sair do carro e depois transpirarem desnecessariamente. Esperaram "memo" no carro. Depois vimos os helicópteros...
De momento, não há sinais dos bandidos, nem do sistema! Haver vamos, quem há de chegar primeiro.

Nessa vida, todos nós tomamos cuidados para não sermos traumatizados, muitos tomam mais cuidado ainda de não traumatizar o próximo. Por uma questão de bem-estar, a nossa consciência nos alerta sempre que entramos numa zona de desconforto.
Com o passar do tempo, os seres humanos foram ficando cada vez mais frescurosos, e hoje em dia são esse poço de ar fresco, umas tremendas geleiras das Antártidas. Vemos pessoas se traumatizando por tudo e por nada. Ora porque viu alguém a beijar na rua, ora porque roubaram-lhe o namorado, ora porque caiu no chão, ora porque o pai esbofeteou-lhe, ora porque mataram toda a sua família, ora porque está sempre a reprovar... Epá, tem trauma para todos os gostos, e pessoas escolhendo a que melhor se adapta a sua personalidade.
Entretanto, existe algo nessa terra que deveria chamar-se de "o pai da traumatização", e isto, isto chama-se festa de aniversário.
A festa de aniversário é o patrono dos traumas,Comandante-em-Chefe, segundo dados estatísticos mais de 80% dos traumas são provocados por essa festinha sem importância alguma. Mas deixem que vos diga: Se você acha que o seu aniversário não tem importância alguma, e que não deveria haver festinhas para celebrar, pois então, você faz parte das estatísticas. É, meu amigo, também és um traumatizado.
Mas de onde vem essa "maka" toda? De onde parte tanta "funguiça"?
Todo mundo já pensou em dar uma mega festa de aniversário, com todos os seus amigos e conhecidos, uma festa de parar o prédio, o bairro, a avenida, o município e quiçá mesmo a cidade.
Após pensar, você realiza a festa. Só que a gente já sabe como é a vida, os seus amigos e os seus conhecidos, eles estão sempre prontos para te dar um bom soco na boca do estômago. Prontos só não, porque eles realmente dão quando alguém mais popular que você decide dar também uma festa no mesmo dia. E assim você leva um bom sopapo das vistas e ninguém aparece na sua festa. Realçar que quando se trata de festa, se planeias chamar 80 e só aparecem 20 (com muito milagre e poder divino), é o mesmo que nada. Então a sua festa bate na rocha!
Cada minuto leva 30 minutos para passar, podes fazer tudo que estiver ao seu alcance e o tempo não passará. Sofrerás! Nem já quando uma namorada te trai e tu lhe apanhas dói assim. É muita vergonha! A tua cabeça começa a pesar 70 kilos. Desenvolves uma química absorvente e inexplicável com o chão, parece que a sua cara e o chão querem fazer amor. Aí, o DJ começa a tocar mal. Quer dizer já não basta não ter ninguém, o DJ ainda se dá o luxo de dar "bandeiras". Tentas recuperar murmurando que és forte, mas quando olhas à volta, vês um salão super grande, decorado com luzes negras e máquinas de fumo e tudo, dos 20 convidados que apareceram 5 são primos e 15 são fofoqueiros (e tudo homem, nada de mulher), não tem como não estares na boca do povo no dia seguinte. A sua vida parecerá um filme do James Bond: O Amanhã Nunca Chega! Toda e qualquer gargalhada solta, a sua mente dirá: Estão a te rir "malé"!
O pior, se é que existe algo pior do que o que está a acontecer, é que aparece sempre alguém que tenta sentir a tua dor. Boom... Começas a procurar cordas para suicidar-se ou até mesmo uma navalha para cortar os pulsos, mas só tem faca descartável.
Nessa fase, já não queres mais saber do bolo de aniversário, ou se entrou pato no boda. O que mais queres é que apareçam patos. Mas nem essa "falida" terás, é muita sorte para ti. Patos não gostam de boda podre.
Lá a noite acaba. Aquilo que mais querias aconteceu. Já não há mais festa, ou pelo menos um jantar que tentou mascarar-se de festa. Todo mundo já se foi embora. Começas a dar razão aos ricos por contratarem especialistas na hora de organizar uma festa de aniversário. Agora aparece outro problema: Não queres dormir porque se o fizeres, o amanhã chegará. Estás em sérios palcos de aranha! Ficas a pensar: Será que não tem ninguém aí interessado em te matar. Quiçá matar toda tua família fazendo com que o assunto do dia seguinte não seja a tua festa que ao invés de bater na Rocha, "rochou memo" já no Catambor!
Durante a madrugada, os seus sonhos foram apenas sobre a lenha que você tentou organizar. O dia clareia, notas que a maior desgraça da tua vida foi estares vivo. Começas já a jurar: Eu "memo", assim "memo" eu, juro nunca mais dar festa de aniversário. O trauma está instalado. Queres psicólogos, você é maluco, "tás" a pensar que estás na Europa ou quê?! Aqui é África, "tá brincá cô" vida!
Quando sais a rua, notas que os teus "amigos" deveriam ser evangelistas, espalharam as boas novas extremamente rápido. E aí... Xeque-mate... Mais um que nunca mais dará festas.
Eu sei que chegou aí partes em que você riu bwé, mas Vamos Lá Ser só Sinceros, todo mundo que hoje em dia não aceita dar boda no seu aniversário, está traumatizado. Já deu uma lenha que ninguém foi. Se ainda não te aconteceu, e você gaba-se de não gostar mesmo, é porque viste alguém a passar por isso, e disseste: Possas! Eu nunca vou fazer isso!
Eu vou dar uma dica: Um amigo que não aparece na tua festa de aniversário, é só teu amigo de vuco-vuco, vapo-vapo! Não dá para lhe pôr muito próximo do coração, vai espetar-te uma facada para ver o que acontece. Festa podre ou não, o teu amigo estará aí a pular, a fingir que está bom, mas no dia seguinte vai te falar. Se não tiver transporte, ele vai se bater no chão, mas vai ter transporte, se está relaxado a espera que algo aconteça, essa pessoa não tem urgência nem vontade de ir. Acomodou-se! Eu já coei certos bodas, mas coei porque não queria ir. Aqui ninguém me vem com fatelas de que não deu porque estava mesmo ocupado; "xé", assim até as 2 horas da manhã estavas a resolver grandes assuntos, "né"?
Quando a festa está podre ou "malaike" a culpa é sempre dos convidados, pois eles não sabem como levantar a moral da farra. Portanto é bom que tenhas sempre um grupo de amigos que pertençam a FAF (Federação Angolana dos Fanfarrões).
Posso aqui voltar a fazer uma lista de situações que possivelmente desencadeariam uma corrente de trauma. Mas nenhuma, repito ALTO e em BOAS LETRAS, nenhum desses traumas, nem o de guerra, chegará perto e causará mais danos do que uma festa de aniversário mal comemorada!
Muitas investigações foram feitas, muita boca foi mandada, muitas guerras iniciadas e muitas vidas foram levadas. Mas nenhum laudo plausível foi dado ao mundo. OsEstados Unidos da América não tiveram coragem de chegar e assumir a culpa pelos ataques de 11 de Setembro.
Eles acobardaram-se porque as falhas de segurança estavam logo ali à vista. O Pentágono sabe que o avião só foi assaltado porque os assistentes de bordo eram meros homens e mulheres; porque eles sabem que isso jamais aconteceria em Angola.
Se atacassem Angola, coisa que jamais acontecerá, mas prontos... Eles teriam que subir num voo da TAAG. Ali mesmo já é que o luxo iria começar a lhes entrar. Antes de embarcar, 3 horas de atraso. Dentro do avião vão petiscar mais 2 horitas de atraso. Todas as aeromoças te atendem já com uma cara de anti-terror. Iriam já tremer. Tentariam refastelar-se um pouquinho inclinando o banco, mas aquela lenha só iria mover 2 centímetros para baixo e nem um milímetro a mais. Ainda assim os passageiros de trás iriam reclamar exigindo que os terroristas voltassem a pôr as cadeiras nas suas posições padrão. Os terroristas, é claro, ficariam chateados, mas pensariam: Antes de matarmos essa gente, vamos só já comer, são muitas virgens lá em cima não dá para chegar "fobado". Mas é mesmo aí que a TAAG se excede, lhe é servido uma "comida", mas esse termo comida é uma expressão árabe para "catumbete". E assim eles começam já a se questionar sobre quem quer matar quem aí!
Assim que eles tentassem levantar para tomar o avião, viria uma daquelas aeromoças com a cara do Silvester Stallone na pele do Rambo e diria:
- Meus senhores, sentem-se agora. Não é momento para levantar.
Para já, ela nem vai querer saber se eles entendem português ou não.
Um deles que estaria "mbora" a lutar para falar português atiraria:
- Eu kaboom avião.
Ela começaria já a xinguilar, espíritos começariam a libertar-se do seu corpo, as pálpebras ficariam super dilatadas, e tudo isso só no segundo aviso.
- Você não entende o que é sentar? Sen.ta! | Nessa parte, só as vistas dela...
Começa já a segurar o pobre terrorista que quer apenas terminar sua missão, a lhe forçar a voltar aos seus assentos. Vá, senta, senta, senta! "Tás brincá cô vida" ou quê! Estás a pensar que isso aqui é o quê?
Insatisfeito e muito revoltado enquanto um deles tira uma pistola, o outro abre a camiseta mostrando a bomba pronta a ser detonada se as pessoas não colaborassem.
Nessa situação, as mulheres iriam entrar em pânico, mas colaborariam e deixariam os outros trabalhar. Entretanto, isso é muito desaforo para uma angolana levar em casa. Aí, iria vir já a chefe das assistentes (uma ex-sanzaleira de renome, a variação mais perigosa dessa mutação que é a angolana) pronta a interrogar os terroristas: - Mas que brincadeira é essa? Xé, tu aí fecha "mazé" essa camisa pá! O senhor não viu que não pode subir à bordo com esse tipo de material?
Quando um tenta responder ela abre já uma galheta da cara do terrorista: - Nunca mais tenta me responder estás a ouvir? Agora dá cá isso! - Tentando receber a pistola e a bomba.
Mas eles estavam remitentes. A "kota" só disse: Ninguém se mete. Vou tirar esses dois a "manuale"!
Aí instala-se o tumulto, bofetadas mais bofetadas, bicos da "chulipa", os passageiros estrangeiros a gritarem de medo enquanto que os angolanos gritavam: Bilô! Xê "tropeira" tira a câmera, tira a câmera!
Mas não é porque as vezes, chapada de angolana mata veado, imagina só numa pessoa. Depois de muito pontapé, todo mundo tonto, só uma voz era patente naquele meio e era a voz da chefe que proferia as seguintes palavras: Me larga! Te dei "né"? Te dei "né"? Fala mais! Muita boca, agora beberam chichi de porco.
E assim teríamos o problema resolvido. Mas Vamos Lá Ser Sinceros... Não se trata só do 11 de Setembro. Mesmo o Muammar Gaddafi só caiu porque insistia em pôr mulheres como suas seguranças. Se ele metesse angolanas... Iria ter "babulo" grande mas até hoje ele estaria vivo. Ninguém iria entrar no palácio. E simplesmente diriam às forças americanas: O Gaddafi "num" está. Saiu! - Fim de conversa!


Ouço por aí que quem não deve, não teme. Porém, para quem realmente vive a vida, sabe perfeitamente que o verdadeiro ditado é: Quem não tem, não teme. Essa deveria ser a lei que governa a tomada de qualquer decisão.
Torno-me num autêntico pateta, um burro original (daqueles com selo e garantia), quando vejo um trapo, quer dizer, tropa a tremer, com as pernas bambas, hesitando na hora de avançar em direcção à um alvo em forma de mulher; com dicas do tipo: - Ah porque não, "num" tenho coragem, ela deve ser antipática, e por aí afora. "Mô" irmão, deixa já te atirar uma dica muito verídica: Quem não tem, não teme! No máximo ela dirá um não; se for mulher. Porque se for angolana... Bem, essa vai te olhar de baixo para cima, vai trancafiar a cara, enervar-se-há severamente, os olhos ficarão vermelhos, a mão descerá ligeiramente em direcção à "jibô", cuspirá no chão e finalmente dar-te-há às costas. Como podes ver, nada de mais!
Como já foi várias vezes discutido por aqui, se aguentas angolana, aguentas tudo. Pois então, qual é o medo?
Não há razões de temer. Não ficarás menos pessoa se tentares ter aquilo que nunca tiveste.
É claro que esta lei não foi criada para encorajar futilidades como as que foram acima mencionadas. O objectivo principal dessa lei é dar força, garra, pegada, agilidade e velocidade, na hora de actuar num terreno com muitas interesseiras, comumente conhecidas como gatunas!
Elas pertencem à P.I.R. ("Pandidas" de Intervenção Rápida). Essas são "mamoites" no ataque, "num" brinca só "cô" a tua vida. Por serem de um batalhão especial de ataque, elas só actuam em ocasiões especiais. Não atacam qualquer um! São que nem tubarão, quanto mais sangue melhor.
As P.I.R., prontificam-se sempre a controlar e deter o movimento daqueles que aparentam ter muito "kitadi". E é aí que a gente entra, a gente aplica logo o nosso ditado, e resolvemos o problema. Meus amigos, todos sabemos que as P.I.R. são um estrondo, delírio de muita gente, se até hoje as estradas em Luanda continuam esburacadas, a culpa é toda delas, elas raptam a alma e ninguém tentará o resgate. Todo homem quer ter uma P.I.R. ao seu lado, mas elas escolhem as vítimas, raramente são vitimizadas.
O que é que elas tanto procuram num homem? Dinheiro! E se não tiveres, ela não vai. Simples, simples, até mais do que simples.
Mas, "môs wis" nunca foi mal fazer "playback". Eu já vi o Anselmo Ralph, Big Nelo e sei lá mais quem a fazer e mesmo assim as damas gritavam na plateia. Então se você quer uma "gatuna", se a que te faz delirar é uma "pandida", porque não fingir que tens dinheiro? Ham? Porque não?
Quem não tem, não teme! Se não tens dinheiro, vais ter medo de ser interceptado por uma interesseira porquê? Assim o que é que tu não tens que ela vai conseguir tirar ou levar?
Fingir, não é acreditar na sua própria performance, gastar o que não tens. É mesmo fingir.
Eu vejo muitos homens reclamando do facto de certas mulheres serem interesseiras. Elas estão no seu direito, cada um escolhe aquilo que mais lhe atrai no sexo oposto. Tu gostas da "bunda", ela gosta do bolso. Vamos Lá mazê Ser Sinceros pá! Tu finges que não queres saber da bunda, ela vai fingir que não quer saber do bolso. Até chegar o dia em que tudo se clarificará!
Carreguem isso como um material didáctico. Isto é o "Dudú come matete" na hora de encarar uma "pandida". Na hora em que achares que ela está fora do seu alcance, lembre-se, mas lembre-se em câmera lenta e volte a ver a cara do seu mestre dizendo-lhe: Quem não tem, não teme! E se estás com um sorriso no rosto, meu caro, tu não tens mesmo!
mauro Sergio escreve também para
www. millaeamigos.com