Inspire-se : Três mulheres Angolanas que venceram a luta contra cancro

Inspire-se : Três mulheres Angolanas que venceram a luta contra cancro

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Empresa The Masters of Laces muda o visual de três mulheres que venceram o cancro

A empresa angolana The Masters of Laces, vocacionada em aplicações de cabelos front lace, penteados e maquilhagens, proporcionou no sábado, dia 2 de Setembro, um encontro no Hotel Diamante, com três mulheres que viveram com cancro.

O principal objectivo do encontro foi levantar a autoestima de três mulheres, nomeadamente: Alice Mendonça, Helena Agostinho e Sílvia Correia, que viram as suas vidas totalmente transformadas a partir do momento que foram diagnosticadas com cancro. Para entender melhor, conheça as histórias dessas mulheres que venceram essa doença.

Alice Mendonça

Com 50 anos de idade, Alice contou ao Platinaline como tudo aconteceu: numa viagem para Lisboa, Alice decidiu fazer um check-up para o melhor controlo da sua saúde e foi diagnosticada com cancro da mama, mas só depois de três anos conseguiu contar aos filhos o que se passava e, até o momento, a sua mãe de nada sabe. Alice é actualmente vice-cônsul no Brasil e mãe de 3 filhos. Para ela, a vontade de viver e a sua fé em Deus sempre foram maiores que qualquer dor, quimioterapia ou ainda a remoção do seio;

Helena Agostinho

Mãe de três meninas e abandonada pelo esposo antes mesmo de lhe ser diagnóstico o cancro da mama, Helena perdeu toda autoestima, nem mesmo sentia vontade de se olhar ao espelho.

Helena descobriu o nódulo no seio com 28 anos de idade, quando ainda amamentava a sua filha mais nova. Aconselhada pela melhor amiga, a jovem visitou o Centro Nacional de Oncologia, em Luanda, e teve todo o acompanhamento até o momento da cirurgia. “Eu já sabia que as sessões de quimioterapia fazem com que todos os pelos no corpo caiam, pestanas, sobrancelhas, cabelo, mas não pensei que o cabelo ficaria desfigurado como se tivesse passado lâmina”, disse Helena;

Sílvia Correia

Sílvia viu a sua vida a virar de pernas para o ar neste ano, quando, no início, foi diagnosticada com cancro no cérebro. “Eu sentia muita dor de cabeça e estava a perder a visão. Estando na África do Sul com a minha tia, fomos ao hospital onde me disseram que tinha cancro no cérebro. Reagi da melhor forma, ainda traduzi para a minha tia que não fala inglês o que o doutor tinha dito”.

Com 22 anos de idade, Sílvia teve que trancar o ano na universidade onde fazia o curso de jornalismo e começar com os tratamentos. Inicialmente, a jovem teve todo o seu lado esquerdo do corpo paralisado, sem movimentos nos pés e nos braços, foi submetida a várias sessões de radioterapia e quimioterapia, tratamento que fizeram com que tivesse quedas de cabelo. “Quando entrei na sala de cirurgia, dei um ʻadeusʼ a todo mundo com sorriso no rosto, porque eu sabia que sairia daquela sala com vida”, disse Sílvia. Questionada sobre o que mais sente falta na sua vida, ela respondeu: “do meu sorriso, eu tinha um sorriso muito lindo e é dele que mais sinto falta, mas tenho a certeza de que voltarei a sorrir como antes”.

Com apoio dos pais, namorado, filhos e amigos, essas três mulheres conseguiram vencer o cancro e abraçar a vida com mais intensidade. As perucas foram ofertas da The Masters of Laces e tiveram ainda o apoio da boutique Lecia Glamour nos looks em que pousaram para as nossas fotos. Seja a alegria que você quer sentir é o slogan que as nossas guerreiras deixam para si, caro leitor.

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