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Jornalista Ismael Mateus partilha com jovens a sua análise sobre o livro “A Arma da Casa” de Nadine Gordimer

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“Este é um livro que me marcou muito. É o livro da minha vida”

Durante a palestra direccionada a jovens escritores e profissionais de comunicação realizada na Academia BAI, em Luanda, o conceituado jornalista, Ismael Mateus, foi o orador convidado de ontem, quinta-feira, dia 16, para partilhar conhecimentos e a sua analogia sobre o livro que muito o marcou “A Arma da Casa”, de Nadine Gordimer.

 Ao jornalista, foi-lhe sugerido o livro de Nadine quando foi ao Brasil e deparou-se com a obra, na época ainda não traduzida para Português. “O livro retrata o Apartheid, o preconceito, as relações e outros aspectos ligados ao realismo”. Disse Ismael. “Nadine é uma autora que me influencia fortemente pela sua forma impositiva de abordar as coisas. Ela não nos diz que isso é bom ou mau. Ela tem escritas sem adjectivos, o que é raro de encontrarmos nas escritas de outros autores. Não é algo que tenha ornamentação linguística”, acresceu Ismael Mateus.

O jornalista opinou dando uma dica aos presentes que “o que nos permite perceber uma boa escritora é quando o autor descreve a história como gostaríamos que fosse algum dia”, realçando que também tem forte admiração por outros grandes nomes da literatura angolana e estrangeira, tais como: Uanhenga Xitu, João Ubaldo Ribeiro, Pepetela, Luandino Vieira e alguns outros, mas confessou que tem uma paixão enorme pela obra “Mestre Tamoda”, de Uanhenga Xitu, por ser uma personagem de profunda emoção, apesar de a escrita do autor ser previsível, sarcástica e muito tradicionalista.

Para rematar, Ismael Mateus adiantou que, em breve, fará o lançamento da sua obra nova literária intitulada “O Mulato da esquina”, que aborda vários preconceitos.

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