Jovens angolanos desenvolvem biofiltro para melhorar a qualidade da água

Jovens angolanos desenvolvem biofiltro para melhorar a qualidade da água

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Por: Stella Cortêz

Com formação em Química, António Quilala e Yonara de Freitas são dois jovens angolanos que, com base no conhecimento adquirido na área académica, desenvolveram um projecto comunitário denominado “Minha água, minha vida”, que originou na criação de um biofiltro, aparelho capaz de remover 98 por cento das impurezas que se encontram na água, antes do tratamento para consumo.

A ideia de criar o biofiltro surgiu em 2017, durante uma pesquisa feita pelos jovens licenciados, na água consumida por algumas famílias do município do Dande, província do Bengo.

“Qualquer ser humano ficaria comovido ao constatar as condições da água que aquelas famílias consumiam”, desabafou Quilala, avançando que quando saíram daquela localidade, a convicção era urgente em fazer alguma coisa para ajudar a população.

A máquina tem a capacidade de filtrar até 30 litros de água por hora, entretanto, este é um dos aspectos que mais chama a atenção na intervenção dos jovens e a transformação da água completamente turva em límpida. A ambição de estender o uso da invenção a todas as províncias do país colide com as dificuldades financeiras, porém, cientes dos entraves adicionados que as populações rurais enfrentam por terem disponível água em péssimas condições, os mentores definiram essa guarnição populacional como principal grupo beneficiário.

O uso do filtro foi determinante na fase em que as torneiras da capital do país jorravam água turva. O custo de produção de cada unidade é de 45 mil Kwanzas, tendo os jovens gastado cerca de 2 milhões de Kwanzas para produzir as 40 unidades.

Sobre os mentores

António Quilala é licenciado em Química, Mestre em Química aplicada, além de outras formações, ao passo que Yonara de Freitas é graduada em Engenharia de Petróleos.

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