Kudurista Rei Loy está feliz e satisfeito por ter concluído o Ensino Médio neste ano

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Por: Vídia António

Em entrevista cedida ao Platina Line no Show da Virada, que teve lugar na quarta-feira última, o kudurista Rei Loy disse-nos que teve um ano bastante positivo no que toca a sua vida pessoal: Deu continuidade aos estudos e concluiu o Ensino Médio.

Rei Loy disse que sempre quis estudar, mas não o fez porque deu prioridade à sua carreira musical, porém o desejo de querer ser polícia em 2020 falou mais alto e, por conta disso, o kudurista não pretende parar de estudar e vai entrar na Universidade em 2017, sendo um dos grandes objectivos do cantor para o próximo ano, mas sem deixar a música, que é a sua grande paixão.

O autor do sucesso “Dilema” disse-nos também que a sua pouca produtividade no mundo da música neste ano deve-se aos seus estudos, pois teve que abrir mão de alguns compromissos profissionais para estudar, e salientou que não se arrepende de nada, porque estudar é a sua maior prioridade no momento.

Orgulhoso dos seus feitos, o kudurista deixou uma mensagem para os seus colegas do estilo Kuduro. “Para os meus colegas que ainda não terminaram os estudos, principalmente para aqueles que nem o Ensino Médio terminaram, aconselho-vos a voltarem a estudar, porque a música todo mundo pode fazer desde que tenha talento, mas para trabalhar em outras áreas, é preciso estudar mesmo. Eu, particularmente, dei continuidade aos estudos porque quero ser polícia e para ser polícia, tenho que ter pelo menos o Ensino Médio feito. A música não é para sempre; podes fazer muito sucesso agora, mas amanhã vais te arrepender por teres deixado de estudar por causa da música. Portanto, voltem a estudar meus colegas! O kuduro precisa de pessoas inteligentes e não espertos”, disse Rei Loy.

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HÉLDER PEDRO, DE COBRADOR DE TÁXI A PROMESSA DA TV NACIONAL Há alguns meses que a televisão nacional ganhou um novo rosto. Hélder Pedro é o “platinado” que todos os sábados apresenta o mais recente programa de televisão sobre o jet7 angolano, no canal Jango Magic, da operadora DStv. A voz naturalmente colocada e a dicção não deixam margem para dúvidas de que a vocação radiofónica está-lhe no ADN. Apesar de ter optado por estudar Ciências Físicas e Biológicas no ensino médio, Hélder era apelidado pelos colegas de o “Bartolomeu da sala”, numa clara comparação a Ernesto Bartolomeu, famoso apresentador do telejornal da TPA 1. Várias foram as vezes que o jovem ouviu dizer que estava a perder-se no curso errado, porque “tinha um grande potencial para o jornalismo”, disse em entrevista à BANTUMEN. Num teste às suas capacidades, em 2008, decidiu criar a Rádio One, onde o seu quarto era o estúdio e os vizinhos a audiência. Uma coluna no terraço e estava criada a primeira rádio a ser emitida no município de Cacuaco. “Tudo o que eu falasse, as pessoas que viviam nos arredores da casa ouviam. O programa da Rádio One começava às 18 horas e tinha como convidados os meus irmãos e primo. O projecto surge com o intuito de entreter as noites da nossa vizinhança, uma vez que havia muita bandidagem no bairro e a zona era muito silenciosa.” Mas antes de chegar às televisões do país através do semanal “Platinando”, as curvas e contra-curvas da vida de Hélder levaram-no a ser pedreiro, cobrador de táxi, taxista e segurança num quintal do pai. Mas a perseverança está-lhe impressa no caracter. Em 2012, o “Bartolomeu da sala” conseguiu chegar à redação da Platina Line, através do pai que conhecia um dos funcionários da empresa. “Por ser bom e talentoso, passei no casting. Comecei como repórter, passei de seguida a fazer o programa de rádio na Kairós e fui promovido mais tarde para apresentador de TV, fazendo até hoje o programa “Platinando” com a minha colega Rosa de Sousa.” Um ano mais tarde, a responsabilidade do jovem trabalhador-estudante tornou-se demasiado pesada e foi necessário optar entre as várias actividades que desenvolvia ao mesmo tempo. “Estudava na Utanga do Capolo, fazia o curso de Electrónica e Telecomunicações e era difícil conciliar os estudos, serviço de táxi “não personalizado” e a Platina Line. Larguei o táxi e os estudos por falta de apoio, pois nessa altura o meu pai já não tinha condições para sustentar os meus estudos. E eu que sempre pensei que ser estudante universitário fosse um mar de rosas e que fosse principalmente fácil pagar as propinas, enganei-me!” Depois de dois anos dedicados à comunicação, Hélder decide voltar a estudar e é actualmente aluno da Universidade Independente de Angola, no curso de Ciências da Comunicação. Numa breve análise à liberdade de expressão dos meios de comunicação nacionais, Hélder Pedro diz que a “Platina Line veio revolucionar a comunicação social em Angola, em particular o mundo do entretenimento. Mas, como infelizmente a nossa sociedade ainda não tem uma mente tão aberta neste campo, encaramos certas informações como abusos contra identidade, o que impossibilita a liberdade de comunicação e muitas vezes de expressão. Como resultado, muitos jornalistas, comunicólogos e não só, vêem-se na obrigação de omitirem determinadas informações”, explica. Entre o online e a TV não consegue designar um preferido e garante que as duas categorias têm as suas vantagens. No entanto, os seus objectivos centram-se em chegar à cadeira de pivô de telejornal e, quem sabe, ser o sucessor do ídolo Ernesto Bartolomeu.

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