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Laton Cordeiro lamenta a falta de apoio do Estado à classe artística: “Somos uma classe de pedintes”

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Por: Hélio Cristóvão

O músico Laton Cordeiro, que recentemente falou ao PLATINALINE sobre o seu posicionamento patriótico para com o mercado angolano enquanto cidadão e artista, usou o poder das suas plataformas digitais para fazer um “grito de socorro” sobre a maneira como boa parte dos artistas angolanos é tratada em Angola. Laton usou os termos “filhos” e “enteados” para diferenciar o tratamento que é dado a alguns dos vários artistas do musical angolano.

“Se você não sair da linha do abate… Angola nunca vai mudar… se você não se decidir, Angola nunca vai mudar, assim como se você tiver medo da Rádio Nacional, da TPA e do Afro Music… Na prática, o artista continua a ser espezinhado”, desabafou o ex-Kalibrado.

O autor da música “O bajú”, que actualmente reside na África do Sul, continuou dizendo não sabe se há alguma entidade a acompanhar todos os lamentos da sua classe, e a fazer várias inquietações. “Não sei se nós, músicos, que já fizemos história estamos tão frustrados, tão desorientados, se somos tão ignorantes, que não sabemos de leis nem como reivindicar os nossos direitos, que continuamos sempre presos no MPLA, nos filhos e nos enteados, nos Damásios, Big Nelos e Republicanos, que lamentamos pelos cantos do país porque somos burros, não temos visão ou padrinhos”.

Para finalizar, Laton acrescenta que tem pensado em inúmeras maneiras de ajudar os músicos angolanos a não dependerem do 4 de Fevereiro e do 11 de Novembro para terem o que comer, com excepção dos “filhos do sistema.”

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