De malas prontas para o AngoPor, Cristo sublinha: “Espero que seja um festival que não leve a música apenas para a nossa comunidade”

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Por: Stella Cortêz

O Pavilhão Carlos Lopes e a Alfândega do Porto vão, no mês de Abril, reunir artistas lusófonos para a realização da primeira edição do festival de música denominado “AngoPor”, evento a decorrer em Portugal.

Cristo Pombal, um dos nomes angolanos que integra o cartaz do festival, falou em entrevista ao PLATINALINE, sobre como surgiu o convite, bem como das expectativas desta actividade que, de certa forma, servirá de ponte para a divulgação dos seus trabalhos.

“O convite aconteceu de forma natural por um grupo empresarial que decidiu realizar um festival em Lisboa e no Porto, duas das maiores cidades de Portugal. De acordo com as explicações dadas pelos empresários, o festival tende a ser realizado de uma forma totalmente diferente dos festivais de música que já têm acontecido, ou seja, sair da mesmice”, proferiu.

O autor do tema “Astro da minha vida” continuou ao dizer que este será o primeiro festival em que participará, cuja realização é fora do território angolano, avançando que, embora já tenha feito actuações a título individual, sente-se feliz e muito expectante quanto à receptividade do público português e não só.

“Afinal, continua a ser o reconhecimento do meu trabalho e a prova de que muita das vezes o mediático nem sempre é o que a crítica consome. Para os que lá estarão, vão poder ouvir-me cantar uma canção nova, que será lançada em breve e, se tudo correr bem, começarei a promovê-la no final do mês, como single promocional de uma possível obra discográfica. Quanto ao resto, viajarei por temas que me consagraram e levaram o meu nome em outros palcos, como: Astro da minha vida, Meu Bairro, Lá Na Minha Banda, De bem com a vida, Ngaxi e entre outros”, frisou.

O cantor angolano sublinhou que esta é sempre uma oportunidade dos artistas se afirmarem em outras paragens, porque, como é sabido, há pouca divulgação, no geral, da música angolana nos mercados estrangeiros.

“Os poucos que conseguem furar, fecham-se, e isso nada ajuda no que toca a internacionalização da nossa música. Tenho dito que seria muito mais fácil se os artistas que já conseguiram algum espaço lá fora, abrissem as portas para os outros, assim como os músicos nigerianos, congoleses e sul-africanos fazem. Mas, infelizmente, os nossos irmãos ainda têm a pequenice de julgar que sozinhos conseguem caminhar, e a prova de que isso não funciona é o pouco tempo que têm de pódio. Espero, de facto, que seja um festival que não leve somente a música para a nossa comunidade, mas para o público da casa também”, finalizou.