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Médico Jeremias Júnior Agostinho fala sobre as vantagens e desvantagens do uso do absorvente diário

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Por: Stella Cortêz

Passar o dia inteiro fora de casa requer estratégias para manter a frescura da região íntima da mulher, uma delas é o uso de protector diário ou seja, uma espécie de mini modex que lida com fortes odores. Apesar de ser um forte aliado, o modex diário pode ser prejudicial para o órgão genital feminino. Por este motivo, Jeremias Júnior Agostinho, médico e docente universitário, falou sobre as vantagens e desvantagens do uso do absorvente diário.

O médico começou por esclarecer que as mulheres, durante toda a sua vida, apresentam três fazes importantes do desenvolvimento dos seus órgãos genitais: a fase pré-menstrual, caracterizada pela ausência do ciclo menstrual e termina com o aparecimento da menarca (primeira menstruação); a fase menstrual, aquela em que a mulher vai apresentando ciclos menstruais regulares e irregulares, e a terceira e última que é a paragem do ciclo menstrual (menopausa). “Na primeira e última fases referidas, a ausência ou diminuição da produção de hormonas como o estrogénio e a progesterona faz com que a produção de líquidos necessários à lubrificação vaginal seja nula, fazendo com que este órgão seja ressequido e sem secreções. Sendo assim, não há necessidade do uso de absorvente íntimo diário. Tão logo tenha iniciado os ciclos menstruais mensais regulares ou irregulares, pode-se ponderar o uso dos absorventes, em função de cada mulher, não sendo necessariamente obrigatório”, explicou Jeremias Agostinho.

Sobre as vantagens e desvantagens do uso de absorvente diário, o médico destacou que o uso do absorvente diário pode ser desnecessário. O canal vaginal produz líquidos, cujo controlo da quantidade produzida e feito a nível interno do organismo. Em condições normais, a quantidade não é elevada ao ponto de escorrer pela roupa afora. De forma preventiva e para garantir mais conforto à mulher, pode ser usado em condições adequadas, segundo a orientação do ginecologista ou do fabricante do produto.

“Para mulheres que apresentam produção elevada, o absorvente permite absorver o excesso de líquido, manter o locar arejado e evitar odores resultantes de restos de urina, evita corrosão com as paredes labiais da vagina e da coxa. Quanto às desvantagens, ainda representa uma área muito polémica, sendo que alguns ginecologistas têm associado o uso do absorvente ao maior risco de adquirir infecções como candidíase, gardinerela vaginalis, entre outras infecções vaginais, por permitir que a zona permaneça abafada e consequentemente haja aumento da temperatura na região genital externa. Os absorventes actuais são fabricados com material 100% em algodão e possuem microesporos que permitem a troca de gases na zona, impedindo, desta forma, que a vagina permaneça abafada e susceptível a infecções. Com o desenvolvimento do material absorvível, o risco de infecção passou a ser quase nulo”, avançou.

Para terminar, o médico e docente universitário deixou o seguinte conselho: “Lembre-se sempre de consultar o seu ginecologista para receber orientações relativas à necessidade ou não de usarem absorventes, possíveis efeitos que poderão estar a causar à pele no local, bem como receber orientações sobre a forma de usar e a frequência de troca dos absorventes.”

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