Ministra quer espaços de debate sobre cultura nacional

Ministra quer espaços de debate sobre cultura nacional

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A criação de um espaço de debate para se repensar a cultura nacional e se traçar novas áreas de actuação, capazes de dar sustentabilidade aos planos e metas alinhadas no PND 2018/2022 e que definem as políticas de governação no domínio da cultura, foram defendidas nesta quarta-feira, em Luanda, pela ministra da Cultura, Carolina Cerqueira.

A responsável, que falava na abertura do colóquio Agostinho Neto e a cultura, augurou que as politicas culturais tenha impacto nos domínios da economia criativa e na educação cultural, contribuindo para a diversidade das expressões culturais e permitir um maior envolvimento da sociedade civil, como actores na implementação das políticas culturais e serviços.

Para Carolina Cerqueira, desta forma, se fará a promoção da cultura como fonte de desenvolvimento sustentável, procurando no sector privado a sustentação para o desenvolvimento das amplas redes de intervenção e de realizações.

No domino do desenvolvimento sustentável, Carolina Cerqueira avançou que é indiscutível que a cultura assume um grande papel de intervenção, uma vez que o investimento nesta área a nível mundial e, sobretudo, nos países menos desenvolvidos é o mais pequeno na última década.

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A ministra adiantou que urge dinamizar a produção cultural e das artes, para que as industriais culturais possam contribuir no desenvolvimento sustentável e para a erradicação da pobreza e diminuição da vulnerabilidade social, constituindo uma fonte de inesgotável criatividade e de inovação, capaz de oferecer emprego a indivíduos e grupos sociais, garantindo-lhes uma plataforma de expressão em defesa dos direitos e liberdades fundamentais.

Em relação aos desafios, a ministra apontou a necessidade de mobilidade dos artistas e das suas obras, por tratar-se de uma premissa crucial para a heterogeneidade de ideias, valores de partilha, capazes de promover uma cultura vibrante, resiliente, com acesso e desenvolvimento das novas tecnologias na implementação das políticas culturais.

A integração de uma perspectiva do género nas políticas culturais, a inclusão de medidas que possam promover a participação da mulher no domínio das indústrias criativas, através das actividades que lhes estão tradicionalmente associados como o artesanato, culinária e indústria têxtil, é outra área de grande interesse e inovação a nível de outros países consta igualmente dos desafios culturais.

Apoiar igualmente o acesso das mulheres às industriais criativas e culturais modernas, como filmes e os medias que podem influenciar a percepção acerca da identidade do género e suas relações e contribuir directa ou indirectamente para a igualdade do género.

A ministra destacou como importante a relação entre os sectores da cultura e do turismo, para se aproveitar mais as potencialidades turísticas do país, com maior ousadia dos artistas e promotores de espectáculos, na criação de agenda cultural que acompanhe o desenvolvimento que se espera para o sector do turismo.

“As associações de natureza cultural devem liderar o processo de internacionalização da cultura angolana, com a união entre os artistas e empresários nacionais e estrangeiros interessados em investir no sector da cultura”, asseverou.

A prioridade neste caso, de acordo com Carolina Cerqueira, deve ir para os domínios das artes plásticas, dança, do teatro e da literatura, culinária e moda, mais acutilantes e devidamente organizados para se vingar nesta empreitada da internacionalização da cultura.

Carolina Cerqueira adiantou que a visão estratégica de Agostinho Neto sobre a cultura angolana continua actual e viva para a reflexão sobre a vitalidade e robustez das políticas culturais a adoptar, no actual contexto nacional em resposta às exigências de integração regional, de um mundo cada vez mais global, periodizando essencialmente a criatividade artística a favor do desenvolvimento.

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