Miss Angola 2018 acarinhada pelas reclusas da cadeia de Viana

Miss Angola 2018 acarinhada pelas reclusas da cadeia de Viana

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Ana Avião, disse ter recebido carinho e bênção das reclusas da cadeia de Viana, em Luanda, para ter êxitos no concurso Miss Universo, a decorrer dia 17 de Dezembro, deste ano, na Tailândia.

Em declarações hoje, sexta-feira, à Angop, no final de uma visita de aproximadamente duas horas ao presídio feminino da Comarca de Viana, Ana Avião manifestou o seu entusiasmo pela forma como foi recebida pelas reclusas, que estão a cumprir as suas penas.
Disse que com o incentivo recebido está mais forte e preparada para o concurso Miss Universo e prometeu tudo fazer para obter resultado positivo.
Acrescentou que conta também com o apoio do povo angolano e do Comité Miss Angola.
“Estou preparada para representar com dignidade o nosso país. Já fiz o trabalho da passarela e estou a aprofundar o inglês, para nada falhar no concurso de Miss Universo’’, salientou.
Sob o Slogan ‘’Eu posso recomeçar a minha vida’’, Ana Liliana dirigiu algumas palavras de incentivo as mulheres detidas e encorajou-as a manterem a fé, pensando no futuro.
“Vocês estão aqui por uma causa, mas com certeza de que no final das vossas penas estarão prontas a recomeçar as vossas vidas já em liberdade. Vocês são capazes e vão conseguir. As mulheres angolanas são muito fortes”, frisou.
Por sua vez, a directora-adjunta do presídio feminino da Comarca de Viana, Aksana Mixinge, agradeceu a disponibilidade da miss em escolher a cadeia de Viana para esta acção social, que culminou com oferta de material higiénico e didáctico.
Explicou que a cadeia de Viana, principalmente a ala feminina, não tem problemas de superlotação, já que dos 450 lugares disponíveis, alberga 245 reclusas a cumprirem penas e outras à espera da decisão judicial, para as suas liberdades ou condenação.
Fez saber que das 245 presas constam 25 reclusas estrangeiras de distintas nacionalidades como brasileiras, sul-africanas, vietnamitas, congolesas, todas detidas por supostamente cometerem crimes de tráfico de drogas.
Das reclusas estrangeiras, ressaltou, oito já foram condenadas e 17 aguardam julgamento.
Segundo Aksana Mixinge, as detidas estrangeiras têm recebido visitas de membros dos consulados dos respectivos países, para inteirarem-se do caso e apoiarem as detidas.
Informou que na cadeia as reclusas ocupam-se com várias actividades como aulas académicas e aprendem também ofícios.

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