Moda Inclusiva Democratização com consciência das diferenças

Moda Inclusiva Democratização com consciência das diferenças

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Por Miss Prata

Eu sou a Miss Prata, uma jovem apaixonada pela moda inclusiva. Moro em Londres e vou partilhar o meu conhecimento e história de vida, para aumentar a consciencialização sobre a inclusão na moda.
As pessoas com deficiência representam mais de 1,2 biliões de pessoas globalmente. No caso do Reino Unido, estima-se que o poder de compra coletivo deste segmento valha 249 biliões de libras para a economia do país.

Estamos a falar de um mercado do tamanho da China que está em franca em expansão como outros mercados.

No caso do Reino Unido, estima-se que o poder de compra coletivo deste segmento valha 249 biliões de libras para a economia do país.

A moda inclusiva engloba um vasto mercado com vários subsetores, tais como: designers de moda; agências de modelos; marcas inclusivas; manequins com deficiências; empresas inclusivas e fashion weeks.

Infelizmente, o que usamos no nosso dia-a-dia tem um grande impacto na forma como olhamos para nós e nos sentimos enquanto seres humanos.

Se estiver incapacitado, a situação torna-se um pouco mais complicada, uma vez que encontrar roupas que funcionem para si, nem sempre se depara uma tarefa fácil.
É por isso que a Baiga Magazine está a lançar um novo espaço dedicado a moda inclusiva para ajudá-lo a encontrar novas soluções e servir de alerta para os profissionais da indústria.

Moda Inclusiva
A moda inclusiva é dedicada a pessoas com algum tipo de deficiência. O seu principal objetivo é simplificar o ato de vestir, levando em linha de conta as necessidades físicas e psicológicas de cada indivíduo, sem abrir mão do conforto, do design e do estilo.

Desafios
A relação entre as pessoas com deficiência e o mercado não é muito positiva. Nomeadamente na indústria da moda, a procura por alternativas mais flexíveis de vestuário para pessoas com deficiência é crescente, porém, a oferta ainda anda a “passos de tartaruga”.

Entre as adaptações de roupas que as pessoas com deficiência procuram estão a substituição de botões por fechos, velcro ou íman; a inserção de elástico em calças jeans; e de bolsos em lugares estratégicos – a fim de oferecerem conforto e praticidade.

E para quem deseja investir na moda inclusiva quais são os desafios?

Os desafios não estão relacionados somente com o design das roupas, mas também englobam as infraestruturas dos locais de venda.
Ou seja: começando por questões como a acessibilidade, as adaptações dos provadores (fitting rooms); passando pela introdução de catálogos adaptados (online e impressos), e chegando à formação dos próprios funcionários, que devem estar preparados para as tarefas de atendimento diferenciado. Os objetivos são mais do que muitos.

Investidores, atenção!

Os produtos adaptados, também exigem ambientes adaptados, que sigam normas e atendam as necessidades específicas dos consumidores. As barreiras arquitetónicas causam muitos constrangimentos e limitam o livre acesso, impedindo que a proposta da moda inclusiva alcance os seus reais objetivos.

Contudo, muitas marcas parecem ainda não saber como dar resposta a este nicho de mercado. São muitas as lojas que estão mal projetadas e que não oferecem produtos e roupas que sejam adaptáveis às pessoas com deficiência ou, em muitos casos, as roupas não são apelativas para quem consome, estando bem distantes das tendências de moda tradicionais.

Soluções
Algumas marcas de moda no Reino Unido já se movimentam para um caminho mais inclusivo, entre as quais: Marks & Spencer, Tommy Hilfiger, River Island e Asos.

Esta revolução começa em mudanças nas campanhas publicitárias e em linhas de roupa inovadoras. No caso da Marks & Spencer e da Tommy Hilfiger lançaram linhas adaptadas para adultos e crianças com deficiências físicas e mentais. Esperemos que este statement abra portas para outras marcas seguirem o mesmo percurso, porque existe uma ampla audiência à espera para ser atendida.

O segredo para o sucesso destas marcas? Foi envolverem a comunidade de deficientes, desde o início do processo (brain storming, design e marketing).

A nova linha de roupas infantis “Easy Dressing” da Marks & Spencer foi concebida, projetada e desenvolvida com os seus clientes, por um período de dois anos, começando com uma pesquisa com 300 pais e projetada para ser o mais próxima possível da linha principal de moda infantil. Da mesma forma, Tommy Hilfiger inclui roupas com fechos de uma mão, aberturas prolongadas, cintas ajustáveis e fechos magnéticos, mantendo o ADN da marca.

A moda inclusiva também tem como objetivo despertar, partilhar conhecimento sobre o assunto e desmistificar questões relacionadas com a deficiência, em si; ampliar a visão e consequentemente a ação de parceiros e colaboradores sobre o potencial de consumo da população com deficiência e criar oportunidades para novos negócios.

“A nossa deficiência não condiciona o nosso bom gosto pela moda e todos nós gostamos de nos sentir elegantes. A nossa deficiência não nos define, logo as adaptações não devem definir as nossas roupas.”

No link da revista podes ficar a saber mais https://www.baiga-magazine.com/moda-inclusiva/

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