NO’ART retrata os fenómenos sociais de Luanda

NO’ART retrata os fenómenos sociais de Luanda

COMPARTILHE
A A A

Os fenómenos sociais de Luanda foram ontem apresentados em dezoito obras de arte durante a segunda edição da exposição NO’ART. Os retratos são um questionamento sobre a identidade da cidade capital e podem ser visitados até amanhã, no ELA.

Trata-se de dezasseis obras e duas instalações de Maiomona Vua e Serafim Serlon. Os artistas plásticos recorreram aos estilos próprios para abordar os problemas das inundações, falta de electricidade, saneamento básico precário, mortes nas estradas bem como o desafio da mulher em Luanda.

As obras continuarão patentes no Espaço Luanda Arte (ELA) até esta quarta-feira e podem ser visitadas a qualquer hora do dia.

Ontem, durante a apresentação, representantes de corpo diplomático acreditados em Angola, artistas plásticos e cidadãos luandenses surpreenderam-se ao ver várias das situações vividas a serem retratadas por artistas com técnicas diferentes.

A adida para imprensa, cultura e educação da Embaixada Americana, Deneyse Kirkpatrick, testemunhou o acto e considerou nobre a atitude dos artistas e da organização.
A representante disse ser a primeira vez que presencia eventos e momentos do género. Para si, as reflexões que os jovens apresentam em telas demonstram suas preocupações para com o futuro da cidade.

“Sinto que eles querem que o povo e as próximas gerações conheçam mais sobre este facto. É a primeira vez que vejo esse tipo de exposição em Luanda”, considerou.
Para António Pinto, a exposição abre a possibilidade para se começar a discutir os desafios sociais da capital.

FF EE DD CC BB AA GG HH

“Estou agradavelmente surpreendido com estes artistas que, para mim, são ilustres desconhecidos. Este esforço do NO’ART para sensibilizar os jovens a trazerem suas línguas é louvável”, elogiou.

Baseados nas preocupações e problemas dos cidadãos, os 18 trabalhos significam, para Guilherme Mampuya, o dinamismo da arte de rua e da cidade ao mesmo tempo.

“Esses trabalhos mostram o dinamismo de cada um deles. São duas Luanda, uma da street, feita por Serafim e outra mais citadina, de Maiomona”, descreveu o artista plástico.

comentários facebook