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“Os profissionais de cinema podem produzir filmes pedagógicos para sensibilizar as pessoas a partir de casa”, diz Óscar Gil

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Por: Stella Cortêz

O cineasta e Presidente do Conselho Directivo da Associação Angolana de Profissionais de Cinema e Audiovisual, Óscar Gil declarou que os profissionais de cinematografia podem produzir filmes pedagógicos e micro-programas para sensibilizar e entreter as pessoas durante o tempo de combate à pandemia que assola o mundo.

“O cinema é um veículo de transmissão de mensagens e valores, por isso é que nosso lema é “cinema amplia conhecimentos, cinema desvenda outros universos. Nós, direcção da Aprocima, julgamos ser um momento ímpar para se produzir telefilmes com carácter lúdico ou didáctico, para serem difundidos nas redes sociais em todo o país, poderia ser cinema móvel, mas devemos evitar os aglomerados de pessoas”, disse.

Óscar avançou que optar por telefilmes é, neste momento, a solução, pois permite informar e transmitir mensagens sobre a prevenção sanitária e sensibilizar as pessoas para que conheçam os riscos dessa pandemia, tudo feito a distância.

“Apelamos ao Executivo para que nos abra as portas para que nós, profissionais do ramo, possamos dar as nossas contribuições produzindo esses filmes, as aulas que ajudam os estudantes neste período de isolamento social para estudarem em casa. Devia se lançar um concurso para que as produtoras apresentassem propostas de conteúdos em colaboração com os Ministérios da Educação, Saúde e do responsável pela Comunicação Social. Estamos para produzir filmes pedagógicos, seria uma forma de desafiar os nossos associados a fazerem curta-metragens e animação sobre a Covid-19”, realçou.

 

“Lançamos este desafio, pois estamos prontos para contribuir nesta fase crítica e de guerra mundial contra o coronavírus. É também uma oportunidade para que adolescentes e jovens possam experimentar fazer filmes com telefones, cuja temática seja em torno da Covid-19”, acrescentou.

Para finalizar, o Presidente da Associação dos Profissionais de Cinema e Audiovisual alertou aos angolanos que a covid-19 não é um filme de ficção, é realidade. E sublinhou que os profissionais da área não querem que a doença se transforme num filme de terror e drama nesta Angola, já martirizada e devastada por guerras e outras epidemias, pelo que aconselha a todos a seguirem à risca todas as orientações do Ministério da Saúde.

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