Receitas do Pura All Star Games revertem a favor de três lares de acolhimento

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As receitas arrecadadas com a venda dos bilhetes da segunda edição do Pura All Star Games, que decorreu no Pavilhão da Cidadela Desportiva, em Luanda, foram convertidas em bens de primeira necessidade para três lares de acolhimento de crianças desfavorecidas da capital.

O Centro de Acolhimento Horizonte Azul, em Viana, o Centro Arnaldo Janssen, no Bairro do Palanca, e o Lar Pequena Semente, em Cacuaco, receberam alimentos, roupa, produtos de higiene básica e de limpeza, entre outros bens de primeira necessidade. Além da oferta de donativos, a Refriango proporcionou às crianças uma oficina de basquetebol e o convívio com atletas profissionais e personalidades ligadas à música e à dança, como António Cristo (treinador de basquetebol), Leonel Paulo (atleta profissional), Mona Nicastro (músico) e Fábio Dance (músico e bailarino).
João dos Santos, porta-voz do projecto, garantiu que mais do que oferecer bens materiais «a Refriango levou mais alegria e esperança aos lares, proporcionando às crianças convívio com artistas e atletas da nossa selecção nacional de basquetebol».
Pura All Star Games juntou grandes nomes do desporto e várias figuras públicas com uma paixão em comum: o basquetebol. «Este ano, mais do que um evento para adeptos da modalidade, Pura All Star Games foi um evento para famílias», explicou João dos Santos, director-adjunto de Marketing da Refriango e porta-voz do projecto. Para além dos jogos entre grandes lendas da modalidade, jogos entre celebridades e concursos de skills, de triplos e de smash, o evento contou igualmente com animações para a família, como a Corrida de Bebés, grandes surpresas para o público, muita música e dança cheerleaders.
Pura All Star Games é uma iniciativa desportiva organizada pela Refriango, através da marca Pura, que promove uma vida saudável por via da prática do desporto, sendo Patrocinadora Oficial do Comité Olímpico Angolano e de diversas federações desportivas em Angola, nomeadamente a de Basquetebol.

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HÉLDER PEDRO, DE COBRADOR DE TÁXI A PROMESSA DA TV NACIONAL Há alguns meses que a televisão nacional ganhou um novo rosto. Hélder Pedro é o “platinado” que todos os sábados apresenta o mais recente programa de televisão sobre o jet7 angolano, no canal Jango Magic, da operadora DStv. A voz naturalmente colocada e a dicção não deixam margem para dúvidas de que a vocação radiofónica está-lhe no ADN. Apesar de ter optado por estudar Ciências Físicas e Biológicas no ensino médio, Hélder era apelidado pelos colegas de o “Bartolomeu da sala”, numa clara comparação a Ernesto Bartolomeu, famoso apresentador do telejornal da TPA 1. Várias foram as vezes que o jovem ouviu dizer que estava a perder-se no curso errado, porque “tinha um grande potencial para o jornalismo”, disse em entrevista à BANTUMEN. Num teste às suas capacidades, em 2008, decidiu criar a Rádio One, onde o seu quarto era o estúdio e os vizinhos a audiência. Uma coluna no terraço e estava criada a primeira rádio a ser emitida no município de Cacuaco. “Tudo o que eu falasse, as pessoas que viviam nos arredores da casa ouviam. O programa da Rádio One começava às 18 horas e tinha como convidados os meus irmãos e primo. O projecto surge com o intuito de entreter as noites da nossa vizinhança, uma vez que havia muita bandidagem no bairro e a zona era muito silenciosa.” Mas antes de chegar às televisões do país através do semanal “Platinando”, as curvas e contra-curvas da vida de Hélder levaram-no a ser pedreiro, cobrador de táxi, taxista e segurança num quintal do pai. Mas a perseverança está-lhe impressa no caracter. Em 2012, o “Bartolomeu da sala” conseguiu chegar à redação da Platina Line, através do pai que conhecia um dos funcionários da empresa. “Por ser bom e talentoso, passei no casting. Comecei como repórter, passei de seguida a fazer o programa de rádio na Kairós e fui promovido mais tarde para apresentador de TV, fazendo até hoje o programa “Platinando” com a minha colega Rosa de Sousa.” Um ano mais tarde, a responsabilidade do jovem trabalhador-estudante tornou-se demasiado pesada e foi necessário optar entre as várias actividades que desenvolvia ao mesmo tempo. “Estudava na Utanga do Capolo, fazia o curso de Electrónica e Telecomunicações e era difícil conciliar os estudos, serviço de táxi “não personalizado” e a Platina Line. Larguei o táxi e os estudos por falta de apoio, pois nessa altura o meu pai já não tinha condições para sustentar os meus estudos. E eu que sempre pensei que ser estudante universitário fosse um mar de rosas e que fosse principalmente fácil pagar as propinas, enganei-me!” Depois de dois anos dedicados à comunicação, Hélder decide voltar a estudar e é actualmente aluno da Universidade Independente de Angola, no curso de Ciências da Comunicação. Numa breve análise à liberdade de expressão dos meios de comunicação nacionais, Hélder Pedro diz que a “Platina Line veio revolucionar a comunicação social em Angola, em particular o mundo do entretenimento. Mas, como infelizmente a nossa sociedade ainda não tem uma mente tão aberta neste campo, encaramos certas informações como abusos contra identidade, o que impossibilita a liberdade de comunicação e muitas vezes de expressão. Como resultado, muitos jornalistas, comunicólogos e não só, vêem-se na obrigação de omitirem determinadas informações”, explica. Entre o online e a TV não consegue designar um preferido e garante que as duas categorias têm as suas vantagens. No entanto, os seus objectivos centram-se em chegar à cadeira de pivô de telejornal e, quem sabe, ser o sucessor do ídolo Ernesto Bartolomeu.

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