Repúblicas do Uganda e Ruanda assinam memorando de entendimento

Repúblicas do Uganda e Ruanda assinam memorando de entendimento

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Por: Helder Cordeiro Pedro

Imagens: Victorino Gonçalves

Os Presidentes das Repúblicas de Ruanda, Paul Kagame, e Uganda, Yoweri Museveni, assinaram um memorando de entendimento de Luanda, na manhã desta quarta-feira, 21 de Agosto de 2019, com vista a ultrapassarem os problemas sociais que enfrentam há muitos anos de conturbação, durante uma cerimónia que aconteceu no Palácio Presidencial na capital angolana, acompanhados pelos seus homólogos, João Manuel Gonçalves Lourenço, Presidente da República de Angola, Félix Tshisekedi, Presidente da República Democrática do Congo e o convidado de honra, Denis Sassou Nguesso, Presidente do Congo.

Durante o discurso de abertura da cerimónia, o Presidente João Lourenço fez saber que é uma honra tal acto ser realizado em Angola coadjuvada à RDC e ouvir as partes envolvidas e diferendos de ambas regiões. João Lourenço frisou, ainda, que este é um grande exemplo de forma mais pacífica dos líderes africanos resolverem as suas divergências.

Assinado o acordo, a fotografia da família entre os líderes africanos (Rwanda, Uganda, RDC, Congo e Angola) não podia faltar para se registar o momento.

Em conferência de Imprensa, João Lourenço ressaltou que o fim dos problemas destes dois países (Ruanda e Uganda) reside no facto de ambos líderes honrarem a assinatura.

Sobre a garantia do cumprimento do acordo, o Presidente Yoweri Museveni disse que Angola e Congo intervieram num momento oportuno, e que os princípios a serem usados para colmatar tal situação são os da União Africana, e realçou que devemos viver sempre como família.

Entretanto, o Presidente Paul Kagame disse que, de acordo com a conversa mantida com os seus homólogos, vai implementar e acompanhar as directrizes para superar as dificuldades e garante que vai fazer de tudo para não desonrar nem desrespeitar o convite de Angola e Congo.

A culminar, o Presidente João Lourenço lamenta que apesar das potencialidades africanas, estas não podem ser bem-aproveitadas devido à instabilidade política na região e realça que ainda temos a situação do Sudão do Sul e dos rebeldes no leste do Congo. Todavia, felicita os líderes dos dois países (Uganda e Ruanda) pela iniciativa de terem sido movidos pelo sentimento de que este passo é um marco para os países que dirigem.

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