Rosa Soares comemora seis anos de carreira literária

Rosa Soares comemora seis anos de carreira literária

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Por: Iraneth da Cruz

Dotada de uma visão literária precoce, a escritora angolana Rosa Soares comemora seis anos de carreira, no dia 20 de Dezembro, com direito a apresentação dos seus quatro livros já lançados, que estarão a venda no dia do evento e ainda uma pendrive com os livros em formato digital.

Contactada pela PLATINALINE, Rosa disse que viveu a sua adolescência focada na literatura e, com o passar do tempo, foi evoluindo com os leitores, lembrando-nos que começou a escrever muito cedo e, aos seus 17 anos, publicou o seu primeiro livro.

“Nestes seis anos arrisquei, falhei, cresci, acertei e aprendi muito enquanto transformava outras vidas com as minhas palavras e estimulava a leitura entre os jovens, hoje, aos 23 anos de idade, sinto que estou a viver a minha missão e cumprir um propósito muito maior do que eu”, salientou Rosa Soares.

Como a literatura e uma boa música combinam, o evento que vai acontecer no hotel Béu Mar, no Benfica, conta com a atração musical de Lil Saint e apresentação de Paulo Pinheiro, que fará as honras da casa.

Sobre fazer carreira na literatura, a Menina Prodígio conta que não é fácil, primeiro pela falta de cultura literária em Angola e, depois, porque o mercado ainda é muito fechado para jovens autores. A jovem acresceu que grandes editoras priorizam escritores mais velhos e conceituados, por esta razão, até o momento, trabalha como escritora independente desde o início da sua carreira.

“Uma das dificuldades é a falta de financiamento para os meus projectos, o que me leva a produzir tiragens limitadas, e pela falta de transparência de muitas gráficas em Angola. Já tive os meus livros reproduzidos e vendidos no mercado informal sem a minha autorização. Sou muito dedicada ao meu trabalho e primo sempre pela qualidade, o que me leva a investir muito, ainda que nem sempre tenha o retorno financeiro esperado. Em contrapartida, tenho traçado o meu caminho e conseguido criar uma geração de jovens leitores e destruir a narrativa de que “os jovens angolanos não gostam de ler”, finalizou Rosa Soares.

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