Semana de moda de Paris vai do western às viagens em uma...

Semana de moda de Paris vai do western às viagens em uma profusão de cores

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Uma aposta bem sucedida no novo estilista da Balmain, uma parisiense cidadã do mundo na Carven, uma profusão de cores em Ann Demeulemeester e guerreiras virginais do americano Rick Owens: um bom começo para o terceiro dia da Semana de Moda de Paris.

BALMAIN: WESTERN EM DOURADO 

Olivier Rousteing, que sucede aos 26 anos o estilista Christophe Decarnin, apresentou uma coleção brilhante de milhares de cristais e bordados em dourado que emprestavam uma boa continuidade e fluidez para a marca francesa. Inspirado pela androginia dos “trajes iluminados” dos toureiros, grande tendência da temporada, e pela conquista do oeste americano, entre cowboys e neons de Las Vegas, o jovem estilista contou com grandes top models em sua passarela usando rabos de cavalo, apresentando o espírito de uma coleção que misturava luxo e rock and roll. 

Com uma trilha sonora 100% INXS, o grupo australiano famoso nos anos 1980, o desfile mostrou com muita energia um branco imaculado, um preto gráfico e um azul céu em jeans manchado, além de prata e dourado. As cinturas são alta e amplas, muitas vezes adornadas com tachas de inspiração punk, os vestidos misturam bordados, seda, couro e matelassê, além de cristais em franjas de cowgirls ao longo dos braços. Para evitar o “bling bling”, barulho das jóias de encontro uma à outra associado à mistura de correntes, muito usadas pelos rappers, uma saia bordada de dourado foi combinada com uma camisa em jeans ou simplesmente branca. Os minishorts aparecem em couro ou camurça preta, juntos a saias longas western abotoadas em toda a frente.

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Balmain desfila coleção baseada no western dourado (Fotos: Getty Images)

 

CARVEN: A VIAJANTE
O jovem estilista Guillaume Henry, que relançou a marca Carven, mostrou a viagem de sua elegante parisiense, usando a inspiração em vários folclores e culturas para criar looks coloridos e frescos, entre golas fechadas ou avantajados decotes retangulares, “para ser atrativo, mas não muito frontalmente”, disse Henry em uma entrevista à AFP no museu Jeu de Paume. 

O estilista trabalhou muito o couro nessa coleção, em várias tonalidades, como o amarelo girassol, jogando “com os códigos do folclore artesanal, como nos aventais dos ferreiros”. Seus casacos são fluidos e se dividem em duas partes, como nas jaquetas. Fúcsia e azul royal foram as principais cores escolhidas, atenuadas por beges e tons pastéis, enquanto a renda aparece aqui e ali, muitas vezes em detalhes nas mangas.

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Modelo desfila criação da grife Carven, com assinatura do estilista Guillaume Henry (Foto: AFP)

 

OWENS VIRGINAL 

Branco e preto harmonizados por ferrugem e bege. Looks alongados, que muitas vezes se prolongavam até o chão, modelagens cruzadas. Na passarela do estilista americano Rick Owens, instalado em Paris há oito anos, mulheres de chapéus futuristas e lábios de um vermelho ácido usavam looks de guerreiras virginais com casacos curtos armados, ombros arredondados e mangas três quartos sobre longas saias fluidas em jérsei, em branco ou prateado, até os tornozelos. Destaque para a modelo Karlie Kloss, com seu andar todo especial, que comandava o ritmo do desfile.

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Looks alongados, lábios vermelhos e muita modelagem ampla nas criações da grife Owen (Foto: AFP)

DEMEULEMEESTER EM CORES

A areia espalhada no chão do Convento des Cordeliers anunciavam a cor do desfile: um bege rosado e um degradê do preto ao verde nos looks da estilista belga Ann Demeuleemest, geralmente fiel ao branco e preto. As modelos usavam grandes chapéus pretos ou cabelos esvoaçantes e despenteados, usando modelagens muito compridas em pantalonas de organza com costuras aparentes, muitas vezes cobertas com franjas de lantejoulas.

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Pantalonas marcaram o desfile das coleção criada pela estilista belga Ann Demeuleemest (Fotos: AFP)

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