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Tinawc será a primeira galeria angolana a participar na artissima – international fair of contemporary art- em torino, Itália

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A This Is Not A White Cube (TINAWC) é uma das seis galerias africanas selecionadas para a 25ª Edição da ARTISSIMA – International Fair Of Contemporary Art, em Torino, Itália, que será realizada entre 2 e 4 de Novembro de 2018. Nesta mostra, a galeria vai representar os artistas angolanos Cristiano Mangovo, Januário Jano e Pedro Pires e o moçambicano Gonçalo Mabunda. A TINAWC vai participar nesta feira de arte com apoio do Banco Económico.

A comemorar o seu 25ª aniversario, a edição deste ano terá como tema “Time Is On Our Side”, com um olhar estático congelado numa moldura da memória e da celebração, mas com um fluxo dinâmico capaz de definir o ritmo da mudança, enquanto captura o tempo de suspensão emocional ativado por obras de arte. Com direcção artística da curadora e historiadora de arte Ilaria Bonacossa, a ARTISSIMA assume, nesta edição, um valor duplo de um passado eloquente e de um future aberto a explorações criativas.

Cristiano Mangovo Dar o coracao no mundo, acrilico sobre tela, 200x148 cm, 2018 Gonçalo Mabunda, O Mandante de Manjacaze, 60x60x12 cm, 2018 JANUARIO JANO MPONDA_003_120x224cm PEDRO PIRES 7 FOTO

| CRISTIANO MANGOVO BIO|

A paisagem africana de hoje oferece novas formas de reflexão e de diálogo em todos os aspectos. Mudança, velocidade e surpresa são constantes. Energia, urgência e emoção são uma presença nutritiva e, por isso, fértil. Cristiano Mangovo, através da sua criatividade, faz um exercício do equilíbrio de poder (e suas contradições) entre uma sociedade que está em constante mudança e o questionamento dessa mesma sociedade. Desenvolvimento e evolução não são forçosamente sinónimos, mas não se contradizem. Comprometido com as principais questões específicas do contexto em que opera, como a protecção ambiental, os direitos da mulher, ou sobre temas como o consumismo, os valores humanos, as relações sociais ou o urbanismo, o artista tem como framework a paisagem urbana e as cenas da vida quotidiana.

| JANUÁRIO JANO BIO|

Artista visual, nascido em Luanda (Angola), Januário Jano vive e trabalha entre Luanda, Londres e Lisboa. Em 2005, o artista terminou a sua graduação na Universidade Metropolitana de Londres, Inglaterra e, desde então, está envolvido em projectos de pesquisas que têm sido o centro do seu trabalho artístico. Januário Jano trabalha principalmente com pintura, instalação, vídeo e fotografia, usando mistura de média e material para desenvolver um corpo de trabalho relevante nos rituais do seu trabalho.

Em 2016 foi premiado com Art Laguna Prize na categoria Business for Art, um dos mais prestigiado prêmios de arte em Veneza, Itália. Em 2015, participou da exposição colectiva, “UNORTODOXO”, no Museu Judaico de Nova Iorque, exposição que teve como curadores Jens Hoffman e Kelly Taxter. Considerado, pelos críticos de arte, um dos mais proeminentes artistas angolanos, Januário Jano foi em 2013 um dos convidados do Goethe Institut-Angola, como artista visitante, a participar no projecto “África Em Movimento” em Doual ́Art, na cidade de Douala nos Camarões. Em 2014 esteve envolvido na “Ilha de São Jorge” um projecto da Beyond Entropy, com curadoria de Paula de Nascimento e Stefano Rabolli Pansera.

| PEDRO PIRES BIO |

Nascido na década 70, Pedro Pires explora no seu trabalho questões sobre identidade e estereótipos em relação directa com educação, história e instituições. Este interesse vem da sua experiência pessoal enquanto angolano e português. O artista explora a sua identidade e posição política, social e económica nestes dois países e continentes, fazendo paralelismos com outras realidades.

Usa diversos meios, técnicas e objectos do quotidiano de diferentes contextos, que são fortemente utilitários e produzidos em massa, para construir vários significados figurativos e conceptuais de identidade em diferentes sociedades. Há uma constante preocupação em pensar sobre assuntos locais e globais, usando referências de contextos tradicionais, populares, locais ou estrangeiros. Os seus trabalhos já foram expostos em locais como: Museu de Belas Artes de Montreal, Canada; Somerset House – 1:54 Art Fair, London; Grand Palais – ArtParis Art Fair, Paris; Gallery Momo, Johannesburg and Cape Town; Arsenale di Venezia, Venice.

| GONÇALO MABUNDA BIO|

Nascido em 1975, Maputo, Moçambique. Mabunda está interessado na memória colectiva do seu país, que só recentemente emergiu de uma longa e terrível guerra civil. Trabalha com as armas recuperadas em 1992, no final do conflito de 16 anos que dividiu a região.Nas suas esculturas dá formas antropomórficas para AK47s, lançadores de foguetes, pistolas e outros objetos de destruição. Embora se possa dizer que as máscaras se baseiam numa história local da arte tradicional africana, o trabalho de Mabunda adquire uma impressionante vantagem modernista, semelhante às imagens de Braque e Picasso. As armas de guerra desativadas carregam fortes conotações políticas, mas os belos objetos que ele cria também transmitem uma reflexão positiva sobre o poder transformador da arte, resiliência e criatividade das sociedades civis africanas.

Mabunda é mais conhecido pelos seus tronos. Segundo o artista, os tronos funcionam como atributos de poder, símbolos tribais e peças tradicionais da arte étnica africana. São sem dúvida uma forma irónica de comentar a sua experiência infantil de violência e absurdo, e da guerra civil em Moçambique que isolou o seu país por um longo período.

O trabalho de Mabunda foi exposto na Bienal de Veneza, Museu Kunst Palast, Dusseldorf, Galeria Hayward, Londres, Pompidou, Paris, Guggenheim, Bilbao, Museu de Arte Mori, Vitra Design Museum, Alemanha, Tóquio e em várias feiras de arte como: 1- 54, Feira de Arte da Cidade do Cabo, FNB Joburg Art Fair, Marraquesh.

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