U Color Run angaria mais de 1 milhão de Kwanzas a serem doados ao Hospital Pediátrico de Luanda

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A primeira edição da U Color Run, que teve lugar no domingo, dia 19 do corrente mês, no Talatona, juntou mais de 800 participantes, permitindo angariar mais de 1 milhão de Kwanzas a serem doados ao Hospital Pediátrico de Luanda.

A iniciativa, inédita em Angola, fez sucesso entre os participantes de todas as idades que, a correr ou a andar, percorreram quatro quilómetros com muita cor, alegria e boa disposição.

Bruno Samora, conhecido personal trainer angolano, garantiu a preparação física de todos os presentes com uma aula de Fit Kuduro e a Delta Q, marca de café líder em Angola, ofereceu o café, uma dose de energia para começar a prova. A U Color Run terminou com uma explosão de cor, festa e muita animação a cargo dos DJ Paulo Alves e Cláudio do Pânico.

A iniciativa desportiva de carácter solidário organizada pela Ucall, empresa angolana líder de mercado em serviços de contact center e experiência de cliente, contou com o patrocínio da Unitel, Zap, Banco Bic, Refriango, através da marca Pura, e Standard Bank de Angola, enquanto que a Uanda – Comunicação Integrada e Relações Públicas e a illusive Angola prestaram todo o apoio de comunicação, fotografia e vídeo durante o evento.

A Color Run acontece um pouco por todo o mundo, mas foi a primeira vez que se realizou em Angola. Ao longo de quatro quilómetros, os participantes passam por várias colors zone, cada uma com uma cor diferente, onde são pulverizados com tinta em pó, totalmente natural e segura, sendo composta essencialmente por amido de milho. O objectivo principal não é a velocidade, o tempo ou as classificações, mas sim um momento colorido de muita diversão, riso, alegria e convívio entre amigos e família.

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HÉLDER PEDRO, DE COBRADOR DE TÁXI A PROMESSA DA TV NACIONAL Há alguns meses que a televisão nacional ganhou um novo rosto. Hélder Pedro é o “platinado” que todos os sábados apresenta o mais recente programa de televisão sobre o jet7 angolano, no canal Jango Magic, da operadora DStv. A voz naturalmente colocada e a dicção não deixam margem para dúvidas de que a vocação radiofónica está-lhe no ADN. Apesar de ter optado por estudar Ciências Físicas e Biológicas no ensino médio, Hélder era apelidado pelos colegas de o “Bartolomeu da sala”, numa clara comparação a Ernesto Bartolomeu, famoso apresentador do telejornal da TPA 1. Várias foram as vezes que o jovem ouviu dizer que estava a perder-se no curso errado, porque “tinha um grande potencial para o jornalismo”, disse em entrevista à BANTUMEN. Num teste às suas capacidades, em 2008, decidiu criar a Rádio One, onde o seu quarto era o estúdio e os vizinhos a audiência. Uma coluna no terraço e estava criada a primeira rádio a ser emitida no município de Cacuaco. “Tudo o que eu falasse, as pessoas que viviam nos arredores da casa ouviam. O programa da Rádio One começava às 18 horas e tinha como convidados os meus irmãos e primo. O projecto surge com o intuito de entreter as noites da nossa vizinhança, uma vez que havia muita bandidagem no bairro e a zona era muito silenciosa.” Mas antes de chegar às televisões do país através do semanal “Platinando”, as curvas e contra-curvas da vida de Hélder levaram-no a ser pedreiro, cobrador de táxi, taxista e segurança num quintal do pai. Mas a perseverança está-lhe impressa no caracter. Em 2012, o “Bartolomeu da sala” conseguiu chegar à redação da Platina Line, através do pai que conhecia um dos funcionários da empresa. “Por ser bom e talentoso, passei no casting. Comecei como repórter, passei de seguida a fazer o programa de rádio na Kairós e fui promovido mais tarde para apresentador de TV, fazendo até hoje o programa “Platinando” com a minha colega Rosa de Sousa.” Um ano mais tarde, a responsabilidade do jovem trabalhador-estudante tornou-se demasiado pesada e foi necessário optar entre as várias actividades que desenvolvia ao mesmo tempo. “Estudava na Utanga do Capolo, fazia o curso de Electrónica e Telecomunicações e era difícil conciliar os estudos, serviço de táxi “não personalizado” e a Platina Line. Larguei o táxi e os estudos por falta de apoio, pois nessa altura o meu pai já não tinha condições para sustentar os meus estudos. E eu que sempre pensei que ser estudante universitário fosse um mar de rosas e que fosse principalmente fácil pagar as propinas, enganei-me!” Depois de dois anos dedicados à comunicação, Hélder decide voltar a estudar e é actualmente aluno da Universidade Independente de Angola, no curso de Ciências da Comunicação. Numa breve análise à liberdade de expressão dos meios de comunicação nacionais, Hélder Pedro diz que a “Platina Line veio revolucionar a comunicação social em Angola, em particular o mundo do entretenimento. Mas, como infelizmente a nossa sociedade ainda não tem uma mente tão aberta neste campo, encaramos certas informações como abusos contra identidade, o que impossibilita a liberdade de comunicação e muitas vezes de expressão. Como resultado, muitos jornalistas, comunicólogos e não só, vêem-se na obrigação de omitirem determinadas informações”, explica. Entre o online e a TV não consegue designar um preferido e garante que as duas categorias têm as suas vantagens. No entanto, os seus objectivos centram-se em chegar à cadeira de pivô de telejornal e, quem sabe, ser o sucessor do ídolo Ernesto Bartolomeu.

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