Wime Bráulio fala sobre o estado das artes cénicas em Angola: “Não...

Wime Bráulio fala sobre o estado das artes cénicas em Angola: “Não há estímulo do nosso Governo”

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Por: Hélio Cristóvão

Dedicou mais de 10 anos em uma das séries de comédia com maior popularidade em Angola, “Conversas no quintal”. Wime Bráulio, em entrevista ao PLATINALINE, considerou não haver incentivo para as artes cénicas por parte de algumas entidades que poderiam ajudar a desenvolver as artes, por este motivo, muitos são os actores angolanos que têm preferido emigrar e fazer no exterior do país o seu ganha pão.

Nos últimos períodos, Wime tem dedicado grande parte do seu tempo à sua produtora “Didascalhas entretenimento”, especializada na produção e encenação de peças de Teatro. “Sonho ter uma sala de teatro e poder realizar filmes, assim haveria espaço para os grupos que muitas vezes não têm onde se apresentar. Existem muitos talentos no país, pena que o mercado não os favorece tanto”, frisou.

Questionado se sente saudades da série Conversas no Quintal, ele diz: “Claro que sim! Foram bons tempos, afinal de contas foram mais de 10 anos fechados no estúdio de gravação”.

Entre o teatro e a televisão, Wime revelou sentir-se mais à vontade nos palcos: “Sempre fui muito ligado ao teatro. A TV foi simplesmente uma consequência. É no teatro onde me sinto mais à vontade, porque foi lá onde comecei”, finalizou.

De lembrar que, além de Wime, outros actores fizeram grande sucesso na época, na série Conversas no Quintal, como: Mónica Cirilo (Victória), o “malogrado” João Morgado (Kazuarino), Vanda Pedro (Luena), Luís Kifas (Sidónio), Josefina dos Santos (Lembinha) e Orlando Sérgio (Adão Filipe).

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