Quando se fala de rap feito por mulheres em Angola, é impossível não mencionar o nome de Marita Vênus. Uma das pioneiras a pegar no microfone e a espalhar o perfume do Ritmo, Arte e Poesia no mercado nacional, nos anos 2000.
No último fim de semana, Marita Vênus integrou a caravana de artistas que animaram a província do Moxico, no Leste, durante as festividades dos 50 anos da independência. Em entrevista ao Platinaline, a rapper partilhou reflexões e comparações entre o rap feminino da sua época e o que é feito hoje.
“Actualmente, em geral, e em particular no rap feminino, há mais oportunidades e diversidade, mas acredito que o contexto é outro. Quando começámos a fazer rap, era música de intervenção, éramos de certa forma revolucionárias. Hoje em dia é uma vibe mais comercial e melódica”, afirmou.
Marita Vênus destacou ainda que tem acompanhado algumas artistas da nova geração e que acredita no potencial de crescimento do movimento. “Há muitas rappers no mercado, não conheço todas, mas vou ouvindo algumas coisas e acredito que há espaço para melhorias”, acrescentou.
Com uma carreira marcada por vários prémios conquistados em Angola — como “Rap do Ano”, atribuído pela Casablanca, e “Artista do Ano” e “Artista Revelação do Ano”, pela Rádio Luanda — além de mais de 5 mil cópias vendidas do seu primeiro álbum, Marita Vênus continua a ser uma voz autorizada para falar sobre o rap feminino no país.
Por: Helmer Sanzule



