Entre 2017-2025, Angola pagou ao resto do mundo valores na ordem dos 66 920,8 milhões de Usd, dos quais, 54,4% referentes
a lucros e dividendos, 40,0% juros e 5,6% rendimentos de trabalho. Por outro lado, de todas actividades efectuado pelos agentes económicos residentes em Angola, o retorno foi de apenas 4 288,9 milhões de Usd, valores bastante abaixo em relação ao que o País paga ao resto do mundo.
Este indicador, sugere um envio expressivo de juros, lucros e rendimentos de trabalho para o exterior, sinalizando a contínua dependência dos investimentos estrangeiros, assim como alto endividamento externo e forte presença de capital estrangeiro no país.

Tal resultado, não constitui um problema em si, quando analisamos do ponto de vista da literatura económica, desde que o saldo da corrente seja capaz de cobrir os custos do capital que financia a economia angolana. Com efeito, sabendo que o País é petrodependente de apenas uma commodity (Petróleo), faz com que a gestão dos rendimentos primários seja um assunto desafiador para o caso de Angola.
Assim, reduzir paulatinamente o défice dos rendimentos primários começando com a substituição da mão-de-obra estrangeira com a mão-de-obra local, pode ajudar na sustentabilidade das contas externas do País no médio e longo-prazo.




