Angola innovation summit Celebra sucesso

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Angola innovation summit contou com mais de 650 participantes registados e o conteúdo já ultrapassou as 26.000 visualizações nos canais digitais

Decorreu no passado fim-de-semana o Angola Innovation Summit (AiS), o maior evento de inovação em Angola e nos PALOPs num formato 100% digital que conectou os stakeholders do ecossistema de inovação sem limites geográficos.

Dedicado à inovação e à competitividade, o evento integrou quatro áreas de actuação, nomeadamente, Conferência, Feira Virtual, MasterClasses, e Rampa de Produtos, e contou com mais de 650 participantes registados para os dois dias da iniciativa em directo em plataforma própria e têm até ao final desta semana para visitar a Feira Virtual que ainda está disponível. 48 horas depois do encerramento do Angola Innovation Summit são já mais de 16.000 visualizações das palestras e mesas redondas ministradas ao longo do evento.
100% digital este evento está a contribuir activamente para a potencialização dos ecossistemas de inovação nos PALOP, de um modo geral, e em Angola, de um modo particular, e promover as boas práticas e a conscientização da Inovação como um desafio e oportunidade global no processo da competitividade.
Um dos momentos altos do Angola Innovation Summit foi a palestra ministrada por Marcos Souto, Representante Residente do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Angola. O convidado alertou para o facto de quem “95% da economia angolana ainda depende do petróleo” e que para salvaguardar o sistema financeiro o caminho está na política monetária, destacando o compromisso que o Governo tem assumido neste sentido, apesar de “devermos esperar uma inflacção superior a 20%”.
Por sua vez, Pedro Lopes, Secretário de Estado para a Inovação e Formação Profissional de Cabo Verde destacou na sua intervenção o caminho que este país tem percorrido na aposta no talento dos seus jovens. Com várias iniciativas já desenvolvidas e a dar positivos resultados, Pedro Lopes destacou que para Cabo Verde é prioritária “a aposta no capital humano com infra-estruturas” e que previligiam um “ecossistema com comunidade queb agrega o talento dos jovens, o know-how das universidades e a experiência dos empresários” que permitiu em conjunto com o poder político lançar o programa “Cabo Verde Digital” que tem sido bandeira internacionalmente após o seu lançamento no Websummit. O Secretário de Estado chamou ainda à atenção para o facto de Cabo Verde ser um país que dá importância aos seus problemas e desafios para buscar as melhores soluções e que prova disso é, por exemplo, a aposta na “reconversão de jovens desempregados de longa duração, através da aposta na sua formação em áreas prioritárias para o país e o reforço da sua vontade de vencer”. Houve ainda tempo para uma breve abordagem às estratégias para a captação de investimento estrangeiro e Pedro Lopes adiantou que o seu país está neste momento a desenvolver “um visto especial para jovens que querem criar a sua start-up em Cabo Verde” porque acredita que “é preciso que os países africanos dêem visibilidade e exposição ao talento dos jovens, nacionais ou estrangeiros” e que este é um país com bom ambiente global para desenvolvimento de negócios, dados os “índices baixos de corrupção que permitem às pessoas acreditarem que podem desenvolver os seus negócios sem depender do poder político”.
A Mesa Redonda sob o tema “Financiar a Inovação ao Longo da Cadeia de Valor” com as participações de Sérgio Póvoas (Director do Business Angel Club de Portugal), Diogo Ponte (Managing Director da Kairos) e Danila Manita (Assessora da Comissão de Reestruturação do Fundo Activo de Capital de Risco Angolano) foi também um dos momentos de reflexão com destaque para várias iniciativas que podem ser desenvolvidas para estimular o desenvolvimento económico através de micro e pequenos empresários que podem fomentar a criação de emprego em Angola.
O evento contou com patrocínio do BANCO BAI e apoio da Asseco PST e da InnovationCast. José Bucassa, Director do AiS, faz “um balanço muito positivo do evento, que cumpriu as nossas expectativas ao nível de participantes. Termos 650 pessoas a assistir a um evento 100% online mostra que estamos, de facto, no caminho da inovação” e adianta também que “é um orgulho que possa ter acontecido a partir de Angola o maior evento de inovação e competitividade, que possamos ter reunido tão ilustres palestrantes e que entendamos cada vez mais que estamos no mapa e com muita vontade de caminhar rumo à melhoria económica, financeira, competitiva e inovadora”.
Foi integrado na Conferência o III Fórum para Competitividade & Inovação, que decorreu durante os dois dias do evento, com a participação de 22 oradores/especialistas, a partir de 8 países. Destacam-se também as presenças de Pedro Lopes, Secretário de Estado para Inovação de Cabo Verde, que também é um dos 50 Campeões Digitais de África nomeado pelo Africa Digital Festival; do Efosa Ojomo, Senior Research Fellow no Clayton Christensen Institute for Disruptive Innovation nos EUA, e é co-autor do Livro “Paradoxo da Prosperidade: Como a inovação pode tirar um país da pobreza”; de Adedeji Ogunnubi, que é o HR Manager da TOTAL & EP Canadá, do Luis Madureira, especialista em Competitive Intelligence (CI) – Estratégia – Inovação – Crescimento, de Danila Manita, Assessora da Comissão de Reestruturação do Fundo Activo de Capital de Risco Angolano (FACRA); Gadi Lipiner, Consultor e Ex.CEO e fundador de Startups tecnológicas em Israel; Eli David, CEO da StartupBlink que tem ajudado vários dezenas de organizações públicas para promover, mapear e desenvolver o ecossistemas dessas nações; Mayra Silva, Administradora Executiva do NOSi (Núcleo Operacional da Sociedade de Informação de Cabo Verde); Miguel Lúcio, Administrador Executivo na Asseco PST; Leonardo Varella-Cid, Co-fundador do InnovationCast.com (software de gestão de inovação), Patrício Quingongo, especialista em petróleo e gás, Sérgio Póvoas, Director do Business Angel Club em Portugal, Maya Fomodu, CEO do Ingressive Capital.
A próxima edição acontecerá em 2021 que trará muitas novidades com 3 novas áreas de actuação no formato do evento, alargando-se para 7, e que serão anunciadas nas vésperas.

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