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Angolana Isalina Gonçalves arrebata prémio de melhor actriz da CPLP no festival de cinema Independente “O cubo”

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Por: Hélio Cristóvão

Isalina Gonçalves, actriz angolana, que há 19 anos iniciou a sua carreira como actriz, na companhia de teatro Horizonte Njinga Mbande, sagrou-se vencedora do prémio de melhor actriz no festival internacional “O cubo”, que visa prestigiar o cinema independente a nível da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Neste festival, Angola esteve representada com o filme “A testemunha”, no qual Isalina teve grande destaque.

Sendo este o seu primeiro prémio da carreira de quase 20 anos, Isalina falou, em entrevista ao PLATINALINE, do valor sentimental deste troféu para si, para a sua equipa e, sobretudo, para os angolanos. “Quando o meu realizador ligou para mim, estava muito distante de imaginar que seria esta a grande novidade, senti-me super feliz e saltei de alegria. Não se trabalha para prémios, mas dediquei-me bastante neste projecto e dei tudo de mim, entretanto, este belo reconhecimento é simplesmente o resultado de um trabalho de equipa que, por sinal, foi bem feito”, disse a grande vencedora.

Além de actuar em diversas peças teatrais no início da sua carreira, com destaque para “A sogra”, “Casado sem casa” entre outras, a actriz teve várias passagens em telenovelas angolanas como: “Jikulumessu”, “Sede de viver” e “Minha terra minha mãe”. “Na verdade, só precisamos de oportunidade para mostrar trabalho e mostrar que podemos ir para frente”, disse.

Não obstante a actriz, Nguabi Silva, realizador do filme “A testemunha”, falou igualmente sobre como recebeu esta grande notícia. “Apesar de não ser o primeiro, para mim, este prémio tem um sabor de victória e mostra que estamos no caminho certo, mesmo num período difícil como este, em que temos que fazer as nossas produções com muita cautela em função da pandemia da Covid-19, sinto que é o reconhecer de que o nosso trabalho tem sido feito com algum brio apesar das dificuldades.”

O realizador disse, ainda, que a produção da curta metragem de 13 minutos começou em Agosto deste ano. “O filme retrata uma mulher que acorda amnésica e, na medida em que se desenrola a história, remete-lhe a situações que a levam a um final inesperado”, avançou.

“Nós os artistas angolanos e os da sétima arte também estamos dispostos a distribuir, a criar e a mostrar o nosso saber, só precisamos de algum apoio”, manifestou Nguabi.

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