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Angolanos choram a morte de Paulão

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Um mês após a morte do técnico David Dias, amantes do desporto nacional e angolanos no geral voltam a viver momentos de tristeza com o passamento físico de Paulo Alves ” Paulão”, esta segunda-feira, vítima de doença.

Craques do futebol de outros tempos, dentro e além fronteiras, ambos fazem parte da história com feitos marcados pela presença na selecção nacional que participou pela primeira vez numa Taça das Nações, o CAN de 1996, na África do Sul.

Até altura do ocorrido, David Dias contava 51 anos de idade e orientava tecnicamente o Recreativo da Caála, coincidentemente os mesmos (51) de Paulão, igualmente treinador dos escalões de formação no Atlético Sport Aviação (ASA).

Como jogador, David Dias representou, em Portugal, as formações do Juventude de Lisboa, FC Torriense e FC Maia.

Paulão jogou no 1º de Maio de Benguela (1993-1994). Representou ainda entre 1994-1995 (Vitória de Setúbal) e 1995 – 1997 (Benfica). No final da época de 1997 passou para Académica e mais tarde para o Sporting de Espinho onde evoluiu até 2002.

Ainda em 2002 regressa ao país e actua pelo Petro de Luanda, uma época e em 2003-2004 encerra a carreira ao serviço do ASA.

É sobre esta última perda que agora os angolanos “choram”.

Akwá, antigo colega nas selecções nacionais escreveu assim nas redes sociais: “Meu amigo, meu companheiro de luta e de longas jornadas. O melhor que eu vi jogar em Angola, meu ídolo”.

O melhor goleador de todos os tempos dos Palancas Negras recorda momentos nas selecções e na académica de Coimbra (Portugal), terminando a sua mensagem dizendo ainda não acreditar (…)

Para o presidente do ASA, José Luís Prata, a família do futebol fica amputada com a sua morte, acrescentando tê-lo conhecido ainda muito cedo como jogador de um nível que lhe permitiu jogar regularmente no estrangeiro, sobretudo, como titular no Benfica.

O antigo vice-presidente da Federação Angolana de Futebol para as selecções nacionais afirmou que o país perdeu um quadro pelos feitos enquanto jogador e, nos últimos tempos, como treinador nos escalões de formação (juniores).

O ex-presidente do 1º de Maio de Benguela, Rui Araújo, referiu que o extremo direito, além de ter sido um grande atleta, foi um homem íntegro.

O dirigente foi o responsável pela transferência de Paulão do Ferrovia da Huíla para o 1º de Maio de Benguela, onde representou o clube com outros nomes sonantes como Jorgito, Castela, Salvador e Dinho.

Lamenta igualmente o sucedido, o antigo colega de selecção Osvaldo Roque “Jony”, que o caracterizou como “figura única, amigo e conselheiro”.

Já o jornalista, Ladislau Fortunato, referiu que Carlos Alves Paulão foi muito talentoso e inteligente como futebolísta.

“A sua técnica e habilidade eram apreciadas em toda a parte fazendo dele um jogador único e dos mais evoluídos na história do futebol angolano”, sustentou.

José Rochas “ Minhas “, um dos grandes emblemas do Atlético do Namibe, afirmou à Angop que recebeu a notícia com grande tristeza, após terem estado juntos na semana anterior, numa gala de homenagem à sua pessoa, realizada pela Rádio – 5.

Quanto à vida do futebolista, indicou ter marcado uma geração, e que para ele foi o mais regular que conheceu no país.

Afirmou que Paulão é chamado por Arrastão, apelido atribuído pelos adeptos do 1º de Maio, pela adesão em massa do público aos estádios para o verem jogar.

Em comunicado, lamentam, tambem, o desaparecimento físico do jogador o Ministério da Juventude e Desportos, a Federação Angolana de Futebol e a Associação Angolana de Imprensa Desportiva.

A onda de consternação ultrapassou a fronteira nacional. João Chissano, antigo atleta da selecção de futebol de Moçambique, escreveu no facebook que perdeu um irmão.

O também ex-seleccionador dos “Mambas”, como também é designado o combinado nacional moçambicano, acrescenta que Paulão foi o maior capitão de Angola que defrontou nas quatro linhas.

Os Jornais portugueses Abola, Record e o Jogo noticiam o falecimento do angolano, no geral, aludindo ao facto de ter se notabilizado no futebol luso e descrevendo suas qualidades como exímio executante.

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