Assalto Ao Sistema Bancário‏

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O banco que fica na área do Lar do Patriota em Luanda foi assaltado.
Oh meu Deus! Aonde é que esse mundo irá parar? Estou tão triste pelo sucedido.

Xê! Vamos Lá Ser Sinceros! Esses truques de boneca aqui não. Recebi essa notícia como se me dissessem que o meu filho acabara de nascer! SENSACIONAL! Estava tipo o Ludacris, da minha boca só saía: Yeah, baby yeah!

É que eu, e muitos outros “usuários” das redes bancárias daqui da banda estamos fartos de entrar no banco a rir, e sair a chorar.
É sempre a mesma cena: – O senhor vai nos desculpar, mas não temos sistema.
Chegas já bwé sério, a transpirar e tudo, lá um dos agentes te atende todo prestativo, depois de comeres uma boa bicha do focinho, ele demora lá uns 20 minutos e depois olha para si, você ri, o seu coração grita “PACA NA HORA”, e ele diz: O sistema acabou de cair. Mas… Seu… Olha… O que é que o senhor estava a fazer enquanto o sistema estava de pé?
Começamos a achar que o “talo” sistema ou tem poliomyelitis ou está a fazer “tentem”; quer dizer, está a aprender a andar. Quando não há sistema, não há dinheiro.

Entretanto, o que mais me surpreende é nada mais, nada menos, assaltarem um banco e… Vejam só… Conseguiram levar o “kitadi”! Co-mo?! Como é que conseguiram fazer isso? Quer dizer, “pros” gatunos têm sistema “nê”? Para vos roubarem, vocês até conseguem arranjar sistema, para os gatunos levantarem o dinheiro condignamente. Mas quando é o “mô kumbú”, de ir lá levantar honestamente, “num” me dão. Ah, porque“fiôko-fiôko o sistema “bônho”!
É “pro causa pruque” porquê então?

Assim para levantar quatro mil kwanzas, terei antes que empunhar uma arma e assaltar o banco? Chego lá, todo bem vestido, porque se estiver mal vestido não vão me dar mesmo, e digo: Quero assaltar quatro mil kwanzas dessa conta aqui. Ham, a propósito, quero factura. E daí ponho-me a correr.

Pelo que pude apurar, os bandidos quando chegaram na agência, não deram tempo à ninguém. Aquilo foi chegar já pisando no peito dos guardas, grelhas nas caras das agentes, o sistema tenta cair, simulando um desmaio, mas eles eram mais “fididos”, agarraram o sistema, “bofatadas cô o sistema”, quem é que disse que o sistema “num” levanta para poderem tirar o dinheiro à vontade. Quem? “Tás a brincá cô vida ou quê”?

Lá os bandidos saem do banco e sobem no carro para fugir, tipo em Joanesburgo, só que com mais engarrafamento. Eles ficam presos no engarrafamento, o sistema sai e corre na rua a gritar: Eles estão aí! Os polícias também sobem nos seus carros, mas também muito engarrafamento com eles. Até conseguiam ver os bandidos lá em frente, mas estava a fazer muito sol e os polícias não queriam sair do carro e depois transpirarem desnecessariamente. Esperaram “memo” no carro. Depois vimos os helicópteros…

De momento, não há sinais dos bandidos, nem do sistema! Haver vamos, quem há de chegar primeiro.

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