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Cancro da mama: saiba quais são os fatores de risco e os sinais aos quais deve estar atenta (ou atento)

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O cancro da mama é uma das doenças oncológicas que mais incidência tem, em todo o mundo, sendo a neoplasia maligna mais diagnosticada em mulheres e a segunda que mais mortes causa em Portugal.

De acordo com as estatísticas mais recentes, 1 em cada 9 mulheres que viva até aos 80 anos terá cancro da mama. Não é, contudo, a ideia com que ficamos se olharmos para as percentagens verificadas em Portugal e no mundo, já que, só em 2018, a incidência desta doença oncológica aumentou cerca de 4%.

PRINCIPAIS FATORES DE RISCO

– Sexo (este tipo de tumor afeta quase maioritariamente pessoas do sexo feminino);

– Idade (à medida que os anos avançam, maior é o risco);

– Hereditariedade (5 a 10% são de origem hereditária. A causa mais comum do cancro da mama hereditário é uma mutação nos genes BRCA1 e BRCA2);

– Fatores hormonais (mulheres que tiveram a primeira menstruação antes dos 12 anos ou menopausas mais tardias – após os 55 anos – também têm uma maior predisposição que resulta da exposição mais prolongada às hormonas femininas);

– Maternidade (a medicina já provou que as mulheres que nunca tiveram filhos ou tiveram o primeiro depois dos 30 anos têm um risco acrescido de desenvolver cancro da mama);

– Etnia (As mulheres caucasianas manifestam uma maior predisposição para este tipo de neoplasia);

– Consumo excessivo de álcool;

– Excesso de peso;

– Uso prolongado da pílula;

– Tabagismo.

SINTOMAS

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SPO defende teste genético em todas as mulheres com cancro de mama até os 45 anos
Lusa

A Sociedade Portuguesa de Oncologia defende que todas as mulheres com cancro da mama em idade igual ou inferior a 45 anos devem ser referenciadas para o teste genético para definir opções terapêuticas mais adequadas e alertar os familiares.

Em declarações à agência Lusa no arranque no mês de outubro, que é de sensibilização para o cancro da mama, a presidente eleita da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO) lembra que “as mulheres que são portadoras destas alterações hereditárias, das mutações [genéticas] BRCA, têm um risco muito aumentado de ter cancro da mama”.

“Com o evoluir do conhecimento percebemos que havia alguns subtipos de cancro da mama que se associavam mais a este teste genético, que havia outras causas que poderiam ser identificadas, além da história familiar, e que [esta identificação] seria importante não só para a doente, para fazer a sua vigilância e as cirurgias profiláticas, mas também para aos seus descendentes, que poderiam ser testados e, sendo ainda saudáveis, poderiam prevenir a doença oncológica”, explicou Noémia Afonso.

Noémia Afonso considera ainda que, uma vez que esta alteração genética pode ter uma implicação terapêutica, os testes podem também ser pedidos pelo médico assistente, designadamente o oncologista.

“Podemos criar aqui um meio e treinar pessoas para que este teste genético seja pedido, especificamente para os BRCA pela indicação terapêutica, no fundo para não estarmos a aguardar uma referência para outra consulta e mais um pedido de teste, tentando passar aqui um pequeno passo que pode ser importante no diagnóstico e que pode ter implicação na terapêutica imediata”, afirmou.

A especialista exemplificou ainda: “Imaginemos uma mulher que tem um cancro da mama e vai ser operada e fazer a sua quimioterapia. Se fizer um teste genético em tempo útil, rapidamente pode optar, em vez de ser operada apenas a uma mama, ser às duas mamas e assim diminui o risco de cancro”.

Quanto aos homens, em quem o cancro de mama é raro, a presidente eleita da SPO lembra que nos portadores destas mutações genéticas BRCA “o risco de cancro da mama aumenta” e defende que “todos devem ser testados, independentemente da história familiar e da idade”.

Segundo explicou, os homens filhos de mães que tiveram cancro de mama e acabaram por ser testados, sendo-lhes detetada mutações BRCA 1 ou 2, têm uma probabilidade muito aumentada de vir a desenvolver cancro de mama.

“Se na generalidade dos homens o risco é de 0,1 por cento, nos portadores de mutações BRCA 2 esta ultrapassa os 10%, chegando nalguns casos a 12%”, disse.

Segundo dados divulgados no âmbito da campanha “saBeR mais ContA”, as mulheres portadoras de mutação no gene BRCA 1 têm uma probabilidade de desenvolver cancro da mama de 65% a 80%. Já as portadoras de mutação no gene BRCA 2 têm uma probabilidade de 50% a 75%. As mulheres sem esta mutação têm uma probabilidade de 11%.

Quanto aos homens, os portadores de mutação no gene BRCA 1 têm uma probabilidade de 3% de desenvolver cancro da mama, enquanto os portadores de mutação BRCA 2 têm uma probabilidade de até 12%. Os homens sem estas mutações têm uma probabilidade de 0,1%.

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