Luanda, 27 de Janeiro de 2026 – A China deixou de ser o maior credor de Angola em 2025, tendo sido ultrapassada pelo endividamento interno, segundo informações avançadas esta terça-feira, em Luanda, pelo director-geral da Unidade de Gestão da Dívida Pública (UGD), Dorivaldo Teixeira.
A informação foi prestada durante a apresentação da Estratégia de Endividamento para o período 2026–2028, ocasião em que o responsável destacou a evolução positiva do perfil da dívida pública angolana nos últimos anos, com particular ênfase na redução do peso dos credores externos, nomeadamente da China.
De acordo com Dorivaldo Teixeira, Angola registou progressos significativos na gestão da dívida. “Entre 2021 e 2025 saímos de um rácio de dívida pública sobre o Produto Interno Bruto de 69% para 50,5%”, afirmou, sublinhando que este resultado foi alcançado apesar de uma ligeira subida da dívida externa, citou a agência Lusa.
O novo enquadramento reflecte uma mudança na estrutura do endividamento do país, com maior recurso ao mercado interno, estratégia que visa reduzir a exposição externa, mitigar riscos cambiais e reforçar a sustentabilidade das finanças públicas.
A apresentação da estratégia de endividamento para o triénio 2026–2028 reafirma o compromisso do Executivo angolano com uma gestão prudente, responsável e previsível da dívida pública, num contexto de consolidação fiscal e estabilidade macroeconómica.



