AngoDiva é um blog, aonde a Stylist angolana Cinosanda Sandele partilha o seu amor pelo mundo da moda e expõe em palavras as suas ideias e emoções por intermédio dos seus looks.
Com gosto pela escrita a blogger usa o AngoDiva para partilhar tudo o que tem aprendido com os seu seguidores, dá dicas de como adaptar peças de roupas que ao nosso ver a principio pareçam feias a nossa personalidade, sendo ela uma tendencia ou não.
De acordo com a angolana licenciada em economia e residente na Holanda, Cinosada Sandele o blog surgiu primeiramente por ter um gosto enorme pela escrita, e porque ama expor em palavras as suas ideias e emoções por intermédio dos seus looks.
No entanto, Cinosada apontou que a ideia do blog tornou-se mais objectiva quando em 2015 ao abrir o seu Instagram, a angolana pode perceber que com o pouco que partilhava na sua conta, conseguia inspirar muita gente.
“Fiquei extremamente surpreendida pelo feedback bastante positivo que passei a receber desde então”, enfatizou.
Cinosanda Sandele acredita que não existem roupas feias, porém o que existe são formas diversificadas de as usar. Tem exemplificado que essa convicção realcionada a moda partiu da sua infância.
“Nasci numa sociedade onde as pessoas trabalhavam “gratuitamente” e recebiam o que necessitavam em troca, o que quer dizer que as pessoas não tinham muita escolha, usavam as roupas que recebiam, sejam elas da sua preferência ou não”, explicou a stylist.
Acrescentando ainda que “mas nem por isso o estilo deixou de ser patente naquela pequena sociedade. A maior parte das pessoas eram muito estilosas e tinham uma criatividade enorme de transformar as roupas que recebiam em um estilo próprio”.
“Especialmente o meu pai, ele tinha uma forma de se singularizar extraordinária quando vestia”, “mas o que mais me encantava era a sua postura, o meu pai tinha uma capacidade de “stylar” uma farda que era igual a de muitos súper criativa e única”. “A farda nele parecia simplesmente exclusiva”, indicou.

Os primeiros passos de stylist Cinosanda no World fashion
Com a forte influencia da sociedade aonde nasceu e do seu pai, apesar de naquela altura ser apenas uma criança a stylist afirma que foi dai onde partiu o seu senso de estilo.
Desde dai começou a perceber que o estilo pouco tem haver com tendências, mas sim com toda aquela peça de roupa que podemos adaptar a nossa personalidade sendo ela uma tendência ou não.
Mas, aproximadamente 11 anos atrás o seu interesse em conscientemente levar uma vida mais saudável física – e emocionalmente aumentou consideravelmente.
Desde então tem aprendido muito sobre assunto. Sendo o estilo, a moda ser muito ligada a estes assuntos, percebeu que com o blog também teria a oportunidade de partilhar tudo o que tem aprendido e assim inspirar outros neste campo também. Isso tudo tornou a ideia do blog mais compacta e deu-lhe um “why” (razão) muito mais forte. O que lhe faz querer continuar a fazer-lo cada vez mais e melhor, sem perder o foco.

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HÉLDER PEDRO, DE COBRADOR DE TÁXI A PROMESSA DA TV NACIONAL Há alguns meses que a televisão nacional ganhou um novo rosto. Hélder Pedro é o “platinado” que todos os sábados apresenta o mais recente programa de televisão sobre o jet7 angolano, no canal Jango Magic, da operadora DStv. A voz naturalmente colocada e a dicção não deixam margem para dúvidas de que a vocação radiofónica está-lhe no ADN. Apesar de ter optado por estudar Ciências Físicas e Biológicas no ensino médio, Hélder era apelidado pelos colegas de o “Bartolomeu da sala”, numa clara comparação a Ernesto Bartolomeu, famoso apresentador do telejornal da TPA 1. Várias foram as vezes que o jovem ouviu dizer que estava a perder-se no curso errado, porque “tinha um grande potencial para o jornalismo”, disse em entrevista à BANTUMEN. Num teste às suas capacidades, em 2008, decidiu criar a Rádio One, onde o seu quarto era o estúdio e os vizinhos a audiência. Uma coluna no terraço e estava criada a primeira rádio a ser emitida no município de Cacuaco. “Tudo o que eu falasse, as pessoas que viviam nos arredores da casa ouviam. O programa da Rádio One começava às 18 horas e tinha como convidados os meus irmãos e primo. O projecto surge com o intuito de entreter as noites da nossa vizinhança, uma vez que havia muita bandidagem no bairro e a zona era muito silenciosa.” Mas antes de chegar às televisões do país através do semanal “Platinando”, as curvas e contra-curvas da vida de Hélder levaram-no a ser pedreiro, cobrador de táxi, taxista e segurança num quintal do pai. Mas a perseverança está-lhe impressa no caracter. Em 2012, o “Bartolomeu da sala” conseguiu chegar à redação da Platina Line, através do pai que conhecia um dos funcionários da empresa. “Por ser bom e talentoso, passei no casting. Comecei como repórter, passei de seguida a fazer o programa de rádio na Kairós e fui promovido mais tarde para apresentador de TV, fazendo até hoje o programa “Platinando” com a minha colega Rosa de Sousa.” Um ano mais tarde, a responsabilidade do jovem trabalhador-estudante tornou-se demasiado pesada e foi necessário optar entre as várias actividades que desenvolvia ao mesmo tempo. “Estudava na Utanga do Capolo, fazia o curso de Electrónica e Telecomunicações e era difícil conciliar os estudos, serviço de táxi “não personalizado” e a Platina Line. Larguei o táxi e os estudos por falta de apoio, pois nessa altura o meu pai já não tinha condições para sustentar os meus estudos. E eu que sempre pensei que ser estudante universitário fosse um mar de rosas e que fosse principalmente fácil pagar as propinas, enganei-me!” Depois de dois anos dedicados à comunicação, Hélder decide voltar a estudar e é actualmente aluno da Universidade Independente de Angola, no curso de Ciências da Comunicação. Numa breve análise à liberdade de expressão dos meios de comunicação nacionais, Hélder Pedro diz que a “Platina Line veio revolucionar a comunicação social em Angola, em particular o mundo do entretenimento. Mas, como infelizmente a nossa sociedade ainda não tem uma mente tão aberta neste campo, encaramos certas informações como abusos contra identidade, o que impossibilita a liberdade de comunicação e muitas vezes de expressão. Como resultado, muitos jornalistas, comunicólogos e não só, vêem-se na obrigação de omitirem determinadas informações”, explica. Entre o online e a TV não consegue designar um preferido e garante que as duas categorias têm as suas vantagens. No entanto, os seus objectivos centram-se em chegar à cadeira de pivô de telejornal e, quem sabe, ser o sucessor do ídolo Ernesto Bartolomeu.