Clientes do condomínio “Minha Casa” denunciam suposta burla e o proprietário contrapõe: “Tudo o que estão a fazer é para nos ver mal”

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Por: Hélio Cristóvão
Cerca de 20 clientes do projecto de condomínio “Minha Casa” procuraram a redacção do PLATINALINE para denunciar a suposta burla das vendas de apartamentos de diversas tipologias no interior do Projecto Nova Vida.
De acordo com um grupo de cidadãos, as empresas Brightness Kinu Comércio e Prestação de Serviços e Kiv Imperial, dedicadas nas áreas de construção e imobiliária, lançaram o projecto “Minha Casa”, no interior do projecto Nova Vida, Município do Kilamba Kiaxi, para a construção de 99 apartamentos, com tipologias T2, T3 e T4. Para aderir ao mesmo, segundo conta Edna Santos, uma das clientes insatisfeitas, era necessário fazer o pagamento do valor de entrada de acordo com as diferentes tipologias.
“Muitos de nós fizemos o pagamento no início de 2020 e outros no início do ano corrente (2021) com o compromisso de se fazer a entrega das residências no prazo de um ano. Desde o pagamento até ao momento, ainda não se iniciou as obras que tinham como data de entrega 12 meses após o pagamento”, disse.
Após o “incumprimento contratual”, os clientes solicitaram a devolução dos valores ao proprietário Rosário Kivota, e o mesmo, segundo explicam, tem falhado com a comunicação e não tem cumprido com as datas previstas de devolução do dinheiro com atrasos de mais de 90 dias.
Em contrapartida, a redacção do PLATINALINE procurou o proprietário do projecto de condomínio acima mencionado, este por sua vez fez saber que apresentou aos clientes três possíveis soluções: 1ª reajuste dos preços, de 26% devido a queda da moeda; 2ª ficarem com o lote onde seria feita a moradia, e o cliente optar pela auto-construção ou 3ª devolução dos valores num prazo de 90 dias, pela falta de liquidez que a empresa tem.
 “Independentemente de ter pessoas insatisfeitas, também existem pessoas satisfeitas, ainda com algumas obrigações com a empresa que nos vão ajudar a liquidar alguns dos nossos acordos.”
De acordo com os clientes insatisfeitos, o prazo de 90 dias para a devolução dos valores também não foi cumprido, informação esta que Rosário Kivota desmente: “Não é verídica, não faz 30 dias desde que sentamos. Estamos a nos esforçar para fazer a devolução o mais rápido possível, apesar de que as coisas não estão fáceis… mas antes da data limite vamos nos pronunciar.”
Rosário Kivote refuta, igualmente, as informações de que tenha deixado de atender os telefonemas dos clientes insatisfeitos: “Todas as pessoas que eu tenho contacto com elas, eu falo. Não deixei de atender absolutamente ninguém, tudo o que estão a fazer é para nos ver mal”.
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